
Não sei quem és, chegas a mim,
sem hora, sem tempo, mesmo sem prazo, vens e entras sem chave, não há chaves nem
porta afinal e ofereceste a mim, sem querer saber qual condição, sem razão, sem
vontade ou em gratidão, pouco importa, empurras a porta que não existe, nem
janelas há, e tu és uma corrente de ar sem bloqueios nem passeios, uma aragem
arejada, sem lamentos preconceitos, sem jeitos em arabesco, és fresco ar que
desliza no que encontras, numa figura que é corpo. Hoje és moreno,
amanhã serás gordo, ontem misterioso, antes sedutor, terás barba, serás
cheiroso. E que importa, que acarreta? dás-te a cem e sem nãos, sem porquês ou porque não, tuas mãos eu quero assim, como nunca conheci, sem linhas em reticência, aspas
crespas, virgulas convertidas sem razão, sem pensar em interrogação, quero-te uma canção. Pouco alterado, original e esguio, hasteado sem fio, alheado, um
pouco atrapalhado, talvez até assustado, mas quero-te afinal, talvez um pouco
louco, louro e magrela, sedento ou até corpulento, como o tal vento... E nada sei
de ti, nem espero que saias a mim, deste-te assim, em físico alteado, risco de sabor alcançado, quase claro partilhado e agora rasga, mete-me a nu como tu, solta,
rota, translúcida e vaga, envia-me a tal carta, mas agora que cá estás, anda
não olhes para trás a porta não está lá, e pouco importa. E janelas? Janelas não as há!
Desculpa não ser original, mas nada tenho para dizer além disto.
ResponderEliminarTexto fantástico, como habitual.
Beijinho,
Ana
Também não vou ser muito original, quando volto a dizer que gosto muito de te ver por aqui Ana.
EliminarObrigada
Beijo
descobre-o!
ResponderEliminarbeijo
bfs
-__-
Vou descobrindo...
EliminarBeijo
De tirAR realmente o AR...
ResponderEliminarBeijos :)
Temos de RespirAR sempre e ir sempre em frente!
EliminarBeijo
dasse!
ResponderEliminarentão?
Eliminar:)
Beijo
E ficamos assim a imaginar como será... o outro do outro lado que trocando linhas e cartas.. ideias de locais reais.. forma de estar e movimentos comuns.. nos preenche ao mesmo tempo que nos deixa.. nos invade enquanto nos larga.. ;)
ResponderEliminar...mistério que mais seduz,
EliminarBeijo
eu sou o amanhã, yupiiiiiiiiiiiii!!!! :)
ResponderEliminarBeijo grande, adorei o texto
Beijo GORDINHO ;)
EliminarGosto de te saber por aqui
Este blog deu uma grande cambalhota. Mas não consigo dizer que tenha sido para pior. Ainda estou na fase de estranhar mas quase quase a entranhar.
ResponderEliminarSkin, tens de explicar essa cambalhota, porque não chego lá só por tuas palavras escritas. Vem explicar-me,
EliminarBeijo MY Skin
Cabra Branca... Talvez esse desejo que sente... seja acicatado por alguém que te seja próximo... e ''materializado'' numa pessoa anónima que vai ao encontro do sentimento que temos. É bom prestar atenção aos que nos rodeiam... e de alguma forma concretizar... algo... partilhar um sentimento.
ResponderEliminarPalavras minhas... palavras soltas.
Beijo em ti.
OM estás lá! E não digo mais nada.
EliminarBeijo-te
A Cabra permite-me que entre, ainda que fora de horas ou a horas inconvenientes, por ser altura de almoçar?
ResponderEliminarA porta entreaberta encontrei, e um burburinho escutei, já cá havia gente a marralhar, mas Dear zé preferiu perguntar.
Minha doce e branca Cabra, de quem nada é de esperar, seja ao nascer ou ao luar, a tal carta queres que Dear Zé te vá mandar?
:))
Belo espaço! Verdejante escrita!
Dear Zé, voltas-te!
EliminarHá sempre um Zé que vai e outro que regressa, bem vindo.
Beijo
Adorei o comentário, sempre a teu jeito :)
Que a carta tenha chegado ao destino..pois tudo o resto não existe ou existe? Beijooooooooooo (43º):)
ResponderEliminarExiste em algumas cabeças portadoras de imaginação muito fértil....
Eliminar;) BEIJO