porque não passas de um pecador.
Mente.
Acredita num dizer que em nada se assemelha a sombrio, nem esse abraço em nada
vago ou que bafa a mofado por um tempo que não existiu. Mente-me. Esquece o
amanhã, o agora abona, quer brilhar como um sol bichanando uma só palavra aldrabona.
Mente-lhe. Diz-te de um amor cego, que talvez seja pesado, diz-lhe sem medos
o que queres, agarra e mente, vagueia crente nessa tua mente que ludibria um
bocado. Mente-te. A noite vai alta, tão alta que se pode cair, arrisca em
pecado, não tarda dirás adeus. Mente-lhes. Agora beija-as, dizendo-lhes que não
vais nesse escuro, pelo menos não nessa noite e estarás ao amanhecer, não serás
uma palavra solteira que mente no olhar. Mentiu. Salvou o momento esquecendo o ontem,
esse é o som do movimento lá fora que fez tombar a chuva da trovoada, naquela cama dedilhou de prazer em forma escabrosa de quem disse, “minto pelo esquecer do
amanhã”. Minto-me.



























