Aqui, nesta montanha batem os primeiros matinais raios de sol e quando este desce e se apresenta o luar tem-se a sensação de que nada se apresentou diferente do que já foi, do que é ou que poderá vir a ser. Não espere nada, nem deslumbramento nem desilusão, não é essa a brancura que se pretende.
Anseie o nulo para que atinja o supremo início do tudo de novo.
onde me pertences? onde me queres? onde me assaltas? onde me aqueces? onde me levas? onde me cuidas? onde me proteges? onde me lembras? onde me lambes? onde me prendes? onde me engoles? onde me escolhes? onde me escorres? onde me quis? onde me montas? onde me contas? onde me abraças? onde me levas? onde me danças? onde me cansas? onde me envolves? onde me absolves? ONDE? ...?
...lá
quero saber para que lado te deitas e de que lado acordas, se te aguentas se
sorris ou choras, se tens quem te implora, se o teu amanhã demora, se o teu dia
é ilusão e a noite não passa pela demência da minha imaginação. Estou cansada de conversa, deixa-me, larga-me da mão, faz o que quiseres desse teu serão, já me tiras o chão, queres roubar-me o tesão? Dá fim à tua angustia, enfim, nada mais à minha custa. Perdes, nada já me deves. Agora o que te assola, assalta, atrasa ou demora? Não dês,
já não crês nas contas que teu Deus fez. Arranja quem te deites e se teu
caralho tem enfeites, não me lembro, nem esqueci em jeito de despeito, saiste do
meu peito, agora com todo o respeito,
Acordou gelado, pingava do nariz e a baba desenhara-lhe um rio
congelado pelo queixo.
Estou pendurado! Constatou. Pendurado num estendal!? ...Céus como
aconteceu isto? Questionou-se desorientado e pensou alto:
- Mas que mundo este? Será o meu?
O céu era pintado a púrpura e o frio era extremo e húmido. De
repente bateu-lhe o medo e achou que
estava no mundo dos vivos, - Ohhhhh o medo
é dos vivos! Tenho medo! Estou cheio de medo!!! Gritava-lhe o interior, as
entranhas tremiam mais que de início. Ao frio juntou-se-lhe o temor. À sombra, as ideias congelavam-lhe, ainda
assim visualizou na sentença uma coroa, uma imagem de honra e de volúpia. Era a
de uma delas, certo disso, de alguma das graciosas mulheres que lhe passara na
vida.
- Mas onde estou?
Optou por um pouco de silêncio. Chegou lá, percebeu, perdeu uma coroa que o iluminara,
que lhe dava um outra luz, que o aquecia e ele nem acreditou naquela magia.
Visava ainda assim a mulher, a que sabia que coroa não tinha. Viveu aquela vaga imagem e a custo esboçou um singelo sorriso. E começou a envelhecer ou a sentir-se velho, não o sendo, não o era, nem
por sombras o seria, mas não tinha mais forças nem reacção, babava, uma aguadilha frígida.
A chama já não morava ali, nem lhe caia em
cima. Estava envolto num físico
escuro, para além de estar pendurado... aclararam só as lembranças dEla,
da que já não cavalgava as fantasias, nem o animava ou enchia
de poeiras os dias mexidos. Parado, pendurado no universo...
- Bolas!!! Estou no estendal do céu. ...fodasse estou morto!!!
Quero-te de cama, na minha ou noutra,
aí a tua não é especial e esta aquié igual, mas se na cama te lanço, te envolvo te danço e no balanço apresento-te o meu vilão, um macho, um ser garanhão, um homem sensual ao teu
desejo genital, como eu não há igual.
Viro-te, possuo-te com língua que te
tira dessa mingua. Vibrarás, arranharás e morderás, ficarás enfeitiçada, à
minha voz te renderás. Sou um cântico que flutua no teu corpo toda nua. Se for
nesta casa, com gana te entrego ao chão, mas com toda a perfeição como-te desde
o rés do chão, assoalho-te, abafo-te e agasalho-te, o meu corpo que destila, mas
sem pressas na visita, exploro-te, vinco-te e no fim grito, tomado pela
tentação de não apressar tal aflita penetração. Apresento-me tormentoso, desejoso
por te ter, mas no fundo confesso, que agora só te estou a ler...
Gostamos assim. Apertas-me com mãos de aço,
durante o enlaço, percorres-me o corpo, fecho entre pernas o sexo que aperto, e
estás mais perto mais dentro de mim, agonizas o sentir, enrijas de prazer,
despertas a dor do querer, queres mais, soltas um ai e eu um anhhh e é bom
deslizar-te dentro de mim... devagar, devagar a entrar, pouco ar a custo de arfar,
as veias a queimar sinto-as quentes como correntes e avolumas, me
deslumbras. Tiras de mim, levo-te daqui, partimos desejados, amados
enfeitiçados e quando quase quebrados, sublimes almejados, meu corpo recai
sobre o teu, as nossas peles húmidas colam, abraçam e beijam e por baixo delas os
cavalos armados celerados, ameigam latejando por paz. Adormecemos quebrados,
ainda entrelaçados até o amanhecer.
DespIr. Quando queres? Disponho-me a ti,
abro, rasgo, arejo o corpo, dou-me sem esforço, cerro os olhos e lambe-me,
lambuza a teu gosto enche-te à medida, abro-te a braguilha e sais em festival, gritas aflito, e
eu abro, abro-me toda ao deglutir do teu sentir, ficas parvo tão baralhado, não sabes onde entrar, já sem estar, quase sem respirar, sem sentido
regozijo, contemplas alado no olhar.
Dá-me a esmola, meto-a na grafonola que canta sobre nós. Estou quente, tão
quente, escaldada a tinto, tudo na mesma, estarás aturdido ou iludido
e embarcas nesta viragem? Ou é só tão simples miragem? Não! Não entres nessa viagem, ela não é
dessas, controla a razão e entrega-te à violação. Dispo-me, abro-me, rasgo-me,
dou-me sem esforço... Diz? Não te ouço, perdeste a opinião, então vem mesmo alem
de qualquer opção.
Não sei quem és, chegas a mim,
sem hora, sem tempo, mesmo sem prazo, vens e entras sem chave, não há chaves nem
porta afinal e ofereceste a mim, sem querer saber qual condição, sem razão, sem
vontade ou em gratidão, pouco importa, empurras a porta que não existe, nem
janelas há, e tu és uma corrente de ar sem bloqueios nem passeios, uma aragem
arejada, sem lamentos preconceitos, sem jeitos em arabesco, és fresco ar que
desliza no que encontras, numa figura que é corpo. Hoje és moreno,
amanhã serás gordo, ontem misterioso, antes sedutor, terás barba, serás
cheiroso. E que importa, que acarreta? dás-te a cem e sem nãos, sem porquês ou porque não, tuas mãos eu quero assim, como nunca conheci, sem linhas em reticência, aspas
crespas, virgulas convertidas sem razão, sem pensar em interrogação, quero-te uma canção. Pouco alterado, original e esguio, hasteado sem fio, alheado, um
pouco atrapalhado, talvez até assustado, mas quero-te afinal, talvez um pouco
louco, louro e magrela, sedento ou até corpulento, como o tal vento... E nada sei
de ti, nem espero que saias a mim, deste-te assim, em físico alteado, risco de sabor alcançado, quase claro partilhado e agora rasga, mete-me a nu como tu, solta,
rota, translúcida e vaga, envia-me a tal carta, mas agora que cá estás, anda
não olhes para trás a porta não está lá, e pouco importa. E janelas? Janelas não as há!
Sonhei
contigo. Se imaginavas que te sonharia. Não só sonhei, aprovei todos os segundos
os minutos desse estar. Sabes lá tu, como o desejo chega a tocar, a agarrar a luxúria
que és, a linha, a forma esculpida, a pele macia, sedenta magia, desafio escondido,
desejo molhado, quente estado, cheirosa cobiça, viçosa e vaidosa.
Vou contar-te uma coisa, ninguém sabe, shiuuu, escuta bem... Tu tens
tanto a dizer, mas estás travado, tanto a sentir a dar e a contar, que ficas apavorado.
Olha, até começas a chorar, descansa, ninguém vê, nem tu vês que incitas
tanto o sonhar só de as olhares...
Ei, pareces encurralado, tantas elas, a pedirem o teu amar. E o teu
coração começa a bate forte, cada vez mais enclausurado, a garganta a secar e os lábios a pegar,
e as tuas lágrimas são as que matam a sede, ao teu desejo a ao delas desesperado. E tu só soas de as
olhares... Elas, as que exigem de ti, que sentem para ti, que falam de ti, e que emanam por ti, como parecendo existir por ti. Não sejas tonto! Sabemos que és torto, mas que não queres só esse mundo a teu lençol!
Ouve, mas não te deixes abater, por aquele que tu já não és, com esse ar
acertado, deixa de ser abusado, de te deixares de lado. Elas querem-te sempre içado! Mas se não sabes como
fazer, não o faças por zelo, sente só a falta no apelo. Escuta a fala do teu lado, mesmo sem razão, esquece a outra opção, e
porque não dizer também "Não!"?
Tem prazer, deixa-te viver, eleva no puro prazer. E elas? Deixa-as dizer, catalogar-te de murcho, frouxo ou mesmo coxo!
Comecei ontem a odiar o amor pai. Supostamente o amor seria uma coisa
boa, não era assim? Porque razão não gosto mais dele? Não o quero! Ontem já não
o queria e hoje já o afugento! Ele é cheio de artimanhas que me assustam e me
fazem parecer que devo alguma coisa a alguém, uma dívida afigurada a dádiva! E
com todo o meu bom senso e minha inteligência assumo esta posição de odiar o
amor. Já o odiava ontem e por tamanho descuido foi ontem que o perdi. Perdi o
amor que levava na mão, era um pacote embrulhado a papel craft envolto numa
corda áspera e fina, que acabava num laço mal feito! Acho que ficou num banco
de um jardim onde nunca fui, faz parte agora de uma paisagem que eu nunca vi.
Quem pai? Então, o amor! É disso que te estou a falar, do amor empacotado que
perdi!
“O amor...”, dizias-me tu, que havia em gentes que davam pouco do
muito que possuíam, e havia os que de pouco tinham e davam inteiramente. Confiam?
Ou são pessoas confiantes? Haaaa generosos da vida, querias tu me fazer
acreditar! Já te disse, odeio o amor e sou bem bondosa quando o afirmo! Aquele
pacote era um cofre de ferro pesado que agradeço o ter deixado por lá, naquele banco
verde de jardim rodeado de flores que lhes desconheço nome. Para quê saber o
nome das flores? Elas são bonitas de se ver, precisaram que lhes sabemos o
nome? Disparate, mais um romantismo compulsivo!
Não! Não estou vazia mas sim a esvaziar, nunca a amargar, nem penses
nisso pai. Só quero odiar o amor e pronto! Não o quero neste cheiro ou molde ou
o que lhe quiseres apelidar! Quero-o com odor a uma fragrância sem nome, sem
conexão, sem baptismo, sem significado tatuado. Dessa forma até me pode
agradar, mas ontem perdi-o sem remorso. Odeio não ter remorsos! Odeio quem não
tem lugar, como as encruzilhadas do amor sem intenção, onde se perde o sentido que se transforma na doença que é o sonhar.
Só quero odiar o amor, sem apontamentos trágicos. Sem abraços de
eternidade que sabemos não existir. Nada é eterno, o amor também não, o amor
é uma intenção, uma predisposição. E eu não estou bem disposta com ele.
Hahahaha, pai nem imaginas, estou a ver o pacote do amor lá onde o
esqueci, no banco, no tal, não sei quê jardim. E são quase seis da tarde está a
noite a querer chegar. Está um senhor de tenra idade a telefonar do seu
telemóvel para a esquadra local. Imagina pai, suspeita de uma bomba relógio. E
se é pai, se é... é o pacote do amor, embrulhado num papel tão simples e
enlaçado a guita tão pouco nobre...
"Em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o
amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os
lugares e a qualquer minuto o amor acaba." Paulo Mendes Campos
Desde sempre
se lembrava de a conhecer. De vista, de sonhos, de ânsias, de cruzar em algum lugar. Achava sim, que a
conhecia, daquela ou de outra vida. Mas conhecia, afirmaria, com quase toda a
certeza que enganado não estaria. Ainda assim, deparou-se na questão, seria justo se afinal não a conhecesse? Não, não! Tinha a certeza que a
conhecia! E ali a tinha, parada à
sua frente com um ligeiro sorriso nos lábios e um olhar vago, esperando por
saber o que aquele lhe queria,
-Sim? Diga?
-(...)
-Bom, se não se importa solte-me o braço... tenho de seguir.
Como pode, ela não me conhece... pensou, desesperou. Como?! Sempre
a conheci, sempre a quis, sempre a
desejei, sempre a ...
Aliviou a mão, ela o olhou, ainda que com desinteresse, e apressou-se
na corrida. Entrou no elétrico que partiu de seguida.
Hoje acordei molhada
por ti na esperança de me deitar já húmida contigo. No fundo tu fazes sentido. Dás-me dedicação solvida
em tesão. Roubas-me a atenção, obrigas-me a desejar-te. Como te odeio,
renego este prazer vazio, este sentido vadio. Fazes-me esperar por ti como quem
olha aguardando um alguém. E seres o anónimo suspeito que és. Quanto te odeio!
Quilos de desilusão por não saber quantos são. Serás tu um só a servir um só
coração? Ou serás para tantas outras então?
Ouve anónimo,
dás-me tesão!
Vago anseio,
carregado de toda a razão, afinal também és solução, és afago e perdão. Quem
sabe alguma paixão. És desprezo por tua existência, és sorrisos cínicos com
certeza, és falta de olhares
cerrados ou abraços apertados. Quanto te abomino! Quanto és de fascínio.
Assolas o estar, violas o ser. És mesmo obscuro falhado, mistério falado, post
partilhado.
Escuta bem
anónimo, dás-me tesão!
Esta espera é
sem fim, não sei quanto tempo foi, quanto será por inventar, não sei se de
noites deixas ou de dias enches, és abandono que nunca vai, és volume que nunca
sai! Tens formato em mancha escrita, desconhecido que acorda quem nunca
adormece, durante uma guerra sem luta. Deixa rasas feridas, onde nada há para
desinfectar. Quanto te detesto! E nem por isso te desmistifico. Serás o que eu
quero ou o que eu preciso?
poderia escrever, vão-se foder,
mas não me ficaria bem, logo não escrevi, ignorem por favor. Hoje, como muitos outros
dias, a dedicação ao que quer que seja não me chega. Vão-se foder, diria o Luís
que honra qualquer palavrão e ainda se ri dele mesmo. E eu? eu o que quero mesmo é
rir de mim e de todos. Sim de ti também que não te conheço ...e não me encham a
tola com coisas pouco importantes, nem em forma nem em estilo! Vai daí que não
têm mais que fazer? Eu não tenho! E só quero rir-me disso...
(Este Post foi criado para um blogue que é de todos os que se atreverem a dar-lhe vida pela continuidade. Foi escrito ao sabor criativo de um número como título, o 60. Será publicado no blogue "E aí vai ele"- ofereco-te-este-blog )
Pensava como seria aos 60, estava agora com 40, via-se a meio de um
livro escrito. Não cogitava se estaria bem ou mal lavrado, sua bíblia
redigida era uma catástrofe de alegrias e mais umas avalanches de tristezas oprimidas. Como
seria aos 60...
Apagou a luz do pequeno candeeiro de quarto, e a escuridão era clara, o
coração bateu em compasso nervoso e a cabeça iniciou a fervura de uma panela de
pressão. Enrolou-se aos lençóis que depressa iriam aquecer e falou baixinho, “como vou eu amar?, como vou eu amar??? deita-te comigo medo, mas não
me contes mais mentiras, fica somente aqui perto, encaixa-te no meu corpo, bem
sabes que não sei viver sem ti, não sei viver sem ti... mas não me ampares
porque não será desta a minha queda, não vês? Estamos nesta cama, e tu estás
agora envolto neste corpo por amar.”
E o medo respondeu-lhe,
“não consigo fazer-te amar, se a mim que sou o teu medo me fizeres
acreditar. Aqui, no escuro, este reino e domínio é meu, se bem queres, aqui
consigo fazer-te desejar, aqui no sombrio tenho o poder de a ninguém desprezar.
Fecha os meus olhos e eu verei esse teu querer, este que te sinto agora neste
abraço que sufoca. Conto-te que o amanhecer virá, dar-te-ei o que julgas certo,
na que será claridade pardacenta. E na boa luminosidade nunca desistas desse lutar, desse
saber se se sabe amar. Depois desistirei de ti e de te aconchegar, como agora, com a
nova luz quase a chegar. Pois tão cedo eu não vou voltar, nestas últimas horas de luar.
Shiuuu o sol vai raiar e eu vou fazer-te sossegar.”
As mãos do
médico acariciavam-lhe o rosto, aliviando a pressão exercida. A boca doía-lhe.
Havia mais de uma hora que estava deitada na cadeira do dentista.
Não sentia qualquer
poro do rosto atordoado, julgou eternizar daquele jeito, de maxilares arregalados, divagou na
idiotice. Mas tentou concentrar-se no tratamento, e nele, no médico que lhe
cozinhava a boca. Fantasiou no anseio do que se propunha o arranjador de bocas,
talvez não só à recauchutagem de dentes, como quem sabe a de um coração.
Tamanha era a
ternura e carícia sobre o seu rosto, que lhe alteou os desejos despertos sobre
a dormência e viajou à velocidade da broca.
O médico alvitraria
a extracção, envolvia-se a tão árdua tarefa, de forma delicada e perfeita e
continuava massajando-lhe a face.
As horas
decorreram, as doses de anestesia acresciam e desciam-lhe pelo corpo até ao
umbigo. Uma formosa dor suave chegou, um palpitar formigante até às coxas, um
aperto, um cobiço, uma vontade e cerrou o olhar.
A mão
entusiasta não cedera na massajem sobre a pele adormentada, e alentada arriscou-se
vagarosa na descida, abandonou o rosto e encontrou um pescoço fervente que
apurava um odor ardente. Ele soltou um plácido gemido. Que lívido estado o
dele, não se segurou na vontade. Os lábios latejantes acompanharam a mão, e beijou-a,
beijou atrás da orelha, arquejou até ao peito recortado pelo decote avassalador. Ofegou-lhe calor, soprou um
vendaval cálido pelo rio dos seus seios e brotou-lhe água salivante,
humedeceu-lhe as montanhas e plantou-lhe a tesão. Percorreu-lhe o corpo com
dedos vagos, sabendo já o destino certo e desceu meloso, aquela mão vertiginosa
que se encobria por debaixo do vestido sedoso e avizinhava-se nas cuecas
rendadas.
Encontrou uma
vagina palpitante que transbordava do que lhe escorria entre as mamas, deslizava
um regueiro suado com aroma a amantes rubros. Dedilhou-a como a uma flauta
encantada e penetrou-a fundo com o mesmo encanto que lhe fizera no rosto. Um trauteio melódico e apaziguador de
qualquer dor. Dos olhos dela, chovia agora lágrimas lívidas de prazer que ele
as bebera como se dela tudo fosse dele. E sussurrou-lhe inteirado ao ouvido,
“és minha”...
Pobre Brasil
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Acho o Brasil um grande país. O potencial é imenso e tinha tudo para ser
uma potencia mundial, não fosse o povo brasileiro que sofre do mesmo que
quase tod...
Solomoon ou Somente parvos?
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Parece que anda por aí uma nova moda, que consiste nos membros de um casal
irem de lua de mel separados. Ora bem, quando as palavras “casal” e
“separados”...
Não discriminação, homoparentalidade
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Hoje não posso estar mais orgulhosa do meu país. Um dia em que se dá mais
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Houve um baptizado na família, de uma prima qualquer em segundo grau.
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loiça na máquina – Sei o que vais dizer, mas já sinto a falta do Verão…
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está escrito *benvindo*, que raio de confusão que os portugueses fazem com
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Não sei desenhar abraços
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Entra nos ossos a humidade e o frio de Mira-Sintra, a cor do dia, por lá,
nunca é muito clara, sempre há um sol tapado por uma coberta pintada a
nevoeiro.
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As gordinhas e as outras - Opiniao - Sol
Tenho andado bastante em paz com o mundo, tanta que nem me tem dado para
vir aqui (perdoem-me os que de alguma fo...
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O jeito como arrastas as palavras no teu tom baixo e amoroso. O teu sentido
de humor contagiante expresso com um smirk. O teu corpo descoordenado
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No recreio vou brincar
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Entra a professora
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quem dev...
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Ainda há, de verdade?
Há?
Não se po...
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