Este pêlo branco

Aqui, nesta montanha batem os primeiros matinais raios de sol e quando este desce e se apresenta o luar tem-se a sensação de que nada se apresentou diferente do que já foi, do que é ou que poderá vir a ser. Não espere nada, nem deslumbramento nem desilusão, não é essa a brancura que se pretende.
Anseie o nulo para que atinja o supremo início do tudo de novo.
Muito gosto,
Cabra Branca.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Desa.Fio

Este é o resultado do desafio proposto pela seguidora: MissMary

que por sua vez
deu origem ao seguidor: Pecado e Luxuria, desafiar-me


O que te tira do sério? Dormir mal.

A que cheiras? A cabra que rumina alfazemas do campo.

A que sabes? Deixo para o bode responder.

O que gostas de ler? Por incrível que possa parecer, as PESSOAS.

O que te seduz? Um bom prado verde, deitar-me e coçar-me nele!

Sentes-te......? Livre

O que te deixa com um sorriso nos lábios? Fazer umas cabrices e dar uns pinotes!

O que dizem os teus olhos?(agora de olhos bem abertos): :)Amanheceu!!!

O que me oferecias? Uma noite na palha.

CABRA BRANCA, Bianca.
Agradeço à MissMary e ao Pecador a oportunidade de revelar um pouco de mim e deixar-lhes um beijo muito especial ;) Obrigada.
Gostava de dar seguimento ao desafio propondo-o aos meus seguidores:

M
PUTTA
DIAS CÃES
Ficará ao vosso critério aceita-lo ou não, na certeza porém, de que será respeitada qualquer que seja a vossa opção.

terça-feira, 3 de abril de 2012

é destas coisas...

Assim se passou, a campainha tocou. Desesperava no aborrecimento de tantas horas perdidas à espera. Verdade se diga o tempo não está para isso, para estas esperas, estes impasses...
Suando em eco na claraboia do prédio, os passos eram fortes e firmes ao subirem a escadas... Imaginava-o esticado no chão da minha cozinha...
Qual barrigudo, qual bigode farfalhudo, qual corpo mal banhado... A figura era ela,



boa figura!




gostei dela,
empresas de prestação de serviços tem destas coisas,
sempre uma surpresa.

Os canos? Ficaram limpinhos!!!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cana.liza.dor


Chamei um canalizador cá a casa...
Coisa de c.anos!
como é segunda-feira o gajo ainda me "dá a boca"...
aguardo...
por ele.

domingo, 1 de abril de 2012

Ven.dado

Cairás na rede... beijando-te os olhos claros, engano-os numa fita negra, envolvo-os na escuridão. Lambo-te a orelha, sussurro caprichos, baixo beijos, carrego-te os lábios. E dou um nó... desligo-te a luz solar... Aperto, confiante dos sentir vendados, esses olhos amados, as orelhas segredadas e os beijos escorregados por esse teu corpo minado.

Devagar...

e não foges, confias ânsias, dás entregas e esperanças. Serás enlaçado num final número um.


sexta-feira, 30 de março de 2012

naquela praia


Podemos ser segredo?

Um daqueles que nem nós conhecemos?

Chiu...

Tu és um segredo sem hora certa,

uma verdade sem essa,

uma vida paralela,

num sem tempo para essa,

duas vidas demarcadas,

um vidro,

um espelho do mesmo desejo,

chora,

chora agora,

e choramos...

chorámos...

agora,

mais lentamente,

corre em fio,

naquela praia

choro,

choro agora,

não demoro,

não demores.

Toxic...os

“Querido você não vê?...
Estou-te chamando...
(Sou) arma tóxica,
estou derretendo...
Com o sabor de um paraíso
de veneno...
(ficou) tarde...
para me livrar de você.
Dou um gole
no copo do demónio
Com o sabor dos (meus) lábios
entro numa viagem...
Com o sabor a um paraíso,
de veneno...
Intoxique-me agora,
Com o seu amor,
(Com o seu veneno)
Intoxique-me agora.
Agora”

quinta-feira, 29 de março de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

desenlace

divides,
chegas para quem quiser-te partilhado,
mas há quem só quer o abraço,
há quem só quererá imaginar-te existido,
quem só quis um dia sem te rasgar,
querer que tu quisesses,

sem dividir.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Só de pé, no topo da montanha, que dá vista para o mundo, tenho o cheiro...

“A que cheira o desejo? O romance? O prazer? O amor? A que cheira o gosto de sentir?”

domingo, 25 de março de 2012

Esta noite,

cheira a flores.
Sábado choveu, embebeu as raízes, tirou-lhes a sede.
Esta noite, esta de domingo,
cheira a flores...


sábado, 24 de março de 2012

Olhe



Olá, chegada agora do meu segundo trabalho, sim porque uma Cabra licenciada em tudo, nem só de vender corpo a pequenos aprendizes é feliz a pagar contas!
E dizia eu, olá,
Olá, venho assim indignada, diga-mos que, extasiada pela estupidez, envolta em papelotes amargos de estupefação! Talvez esclarecida ou mesmo quase, quase convencida de que os homens perderam todo o seu sex appeal!
Declarando sem mais rodeios as palavras de minha outra amiga Cabra “tu tens uma malha muito larga!” Nem mesmo com a malha que uso, que sim passam tubarões!, aguento grosseirisse de certa camada "machal".
Armado a graçolas ou metido ao pingarelho o jeitoso:
Vejamos;
- Olhe traga-me o picante! (se faz favor????? NADA!)
demorei, nada de pressas (para quem não sabe ser educado)
- Olhe lá, o picante?
- Desculpe, peço desculpa.
- Não quero desculpa, quero picante!
Veio o picante...
- Olhe, traga-me também uma coisa dessas para eu beber aquilo!
- Quer um copo para beber chá, é isso?
- É, é, é isso!
Veio o copo com uma colher de chá .
- Olhe (este olhe subia-me o pelo) para qué isso? (Elevando na mão a colher de chá)
- Bom, se arma não é, calculo que seja uma colher para encher de açúcar e mexer o seu chá!
Pergunto;
Mas o que é isto pá????

Nuno


-->
Nuno.
Nunos, Nunos conhecidos, Nunos desconhecidos, Nunos familiares, Nunos...
anónimos Nunos.
Nunos de nome, Nunos da vida, Nunos atrevidos, Nunos conhecidos, Nunos esclarecidos, Nunos ofegantes, Nunos inconstantes,
Nunos...
existem, eles o há!
Nunos.
Chove devagar, cai lenta,
as pingas,
pingas.
Nuno...
O sol descobre, abrem as nuvens, intimida a chuva envergonhada e faz nascer o arco-íris. Perfeito começo,
perfeito fim.
Nunos.

quarta-feira, 21 de março de 2012

100 ou Sem...

presente?


Sinner, SEM te saberes conhecedor de um suposto prémio,
foste o número CEM dos seguidores da Cabra Branca.
A Cabra é uma querida e surge-lhe assim ofertas surpresa!

Será o que TU quiseres...
Terás tu desejo de tal presente?
mas... (existe sempre um safado "mas")
pergunto à audiência sabedora deste blogue,
se
serás merecedor de 100 desejos ou Sem desejo algum.
Está na mão deles a tua sorte,
sempre podes "meter cunhas"!

a teu desejo deixa claro o que pretendes usufruir enquanto sorteado.
...e Boa e deliciosa viagem!!!

terça-feira, 6 de março de 2012

O homem das calças amarelas .4



Sem chegar ao culminar da excitação, deu um só leve gemido em fase platô. Despertara serenamente, sentindo a sua pele escorregadia pela humidade intensa do banho. Foi abrindo os olhos lentamente, na mão viu abrigar-se o seu genital ainda palpitante de cio. O que sentiu dependeu do que procurou naquele breve descansar. Levantou-se e abandonou o banho turco.

Já perto das cabines do duche apercebera-se que afinal ainda um deles cantava a melodia da chuva. Entrou no do lado para finalmente se banhar. Encheu as mãos de gel duche e afagou-se com apetite, cadenciadas pingas de água temperada a beijarem-lhe o couro, massajando-o com vontade. Entregava-se assim aquela água, alagando a boca, saciando a secura que o consumia. Lavava tudo. E tudo escoava pelos seus pêlos escorridos, alguns já caídos, abandonavam-no assim, supérfluos ao seu ser pelos riachos que abraçavam outros caudais vindos do outro lado do vidro fumado, baldavam-se juntos pelo cano, por de baixo das pequenas nuvens de espuma.

Atento ao vidro, fixou o vulto vizinho, apreciou, tocava-se, sim, assim lhe parecia o fulano, um ritmado movimento que abrasava alento com entusiasmo amásio. Mirar excitante aquele, afogueava-lhe o olhar. O vizinho sabia-o a admirar e poliu furor no dar, uma cumplicidade brava, um acumular de tremor, que não dera espaço nem tempo, sem reflexão, sem consentimento, o vulto a sua cabine desonrou. Penetrou, ali agora sem fronteira transparente, sem alheia suposição, os dois num perfeito contemplar em anseios de elevar. Um vulto tornado nítido, um assaltante libertino, um verdadeiro desatino. O gatuno sem pressa, percorreu todos os poros que lambeu, abocanhou e sorvou. Que subiu e desceu por ele, acendeu todos os sentidos, alcançou, deslumbrou e aturdiu.

O meliante saiu e o homem das calças amarelas ficou. Sossegou uns minutos, repousou sobre os azulejos lilases do duche. Um sorriso inaugurado nos lábio e uma vontade diferente num rosto agora engraçado. Enrolou-se à toalha e saiu da cabine. Abriu o cacifo, vestiu-se e enfiou toda a tralha usada no saco.

Passou pela recepção, olhou de soslaio a rapariga que fechava as contas do dia, nem boa noite lhe bolçou, subiu os degraus que o levavam à saída em corrida apressada e cruzou-se com o invasor. Estava encostado à porta, como quem espera alguém. Um sorriso partilhado e a caminho do seu carro ainda ouviu:

- Vamos amor?! Podes fechar, já não há mais ninguém no ginásio.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O homem das calças amarelas .3


Deixou de se ouvir o tilintar dos ferros nas máquinas, deu-se lugar ao bater de um único coração, batia forte conta o seu peito, ali estava, esticado no chão, com os olhos cerrados e uma expressão acabada. Aplicou-se no arrasto, levantou o corpo imenso e desceu as escadas em câmara lenta, como chegado da guerra, não tecendo ais nem uis, passou breve, diante a ela.

Entrou no balneário, despiu-se, abandonou o traje ensopado e enrolou a toalha à cintura. Tinha a cabeça vazia, escutou a água ao fundo, tombando dos chuveiros entoando uma melodia singular, apaziguadora e harmoniosa. Observou os duches, não havia cabines vagas, optou pelo banho turco, relaxaria depois de tamanha tareia levada na musculatura. Entrou, esticou-se na pedra mármore e sorriu, que delicia de afago consagrada por aquela pedra amaciada a abraçar com doçura as suas costas mal tratadas. Suave suspiro, inspirou e expirou ritmadamente, mais uma e outra vez e um eco pareceu-lhe devolver igual respiração. Ergueu um pouco a cabeça, apercebeu-se que não estava só, uma figura difusa, desenhava-se no artificial nevoeiro. Ignorou, deitou de novo a cabeça que sentia pesada e continuou o exercício contínuo do resfolegar. Quase adormeceu, mas levantou-se num ápice, sentiu-se zonzo, com o sangue a ferver, saiu aos ss para o duche frio, mais um choque de mau trato e nem um leve gemido soltou. Apercebera-se sozinho, já ninguém povoava o sitio. Voltou para o banho turco, sentou-se agora, na mesma laje de afago. Cabeceou dúzias de vezes, acabando por dormitar. Sonhou, viajou nas histórias da ilusão e sentiu como reais as mãos da almejada recepcionista a subirem vagarosas pelas suas perna cansadas. Arrepiou-se, ao toque sentido, um veludo magistral de lábios humedecidos entre as suas coxas, levando o seu corpo a conciliar com aquela cabeça que o invadia sem pressa, sem furto de esticão. E a ele só se pedia uma viagem, aclamou calma à sua cabeça que a deixou solta, caída para trás.

(continua)


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O homem das calças amarelas .2


Sem se aperceber o corpo atendeu à fraqueza e sentou-se sem comando no banco de musculação. Abriu as mãos e os halteres escorregaram suavemente rolando no pavimento anti-deslizante. Baixou a cabeça ao soalho, naquele chão as pingas de suor desenharam linhas como quem decalca ao acaso, passando a manchas com formas voluptuosas de mulher, sentiu o corpo arrepiar, talvez pela roupa encharcada colada a si ou pela delicadeza daquele momento. Seria a ele que ela se dirigia, continuou cogitando, divagou no anseio, fechou os olhos e fantasiou. Sonhou-se debaixo de um banho, onde a chuva aquecida e as mãos dela pelo seu corpo quente minavam-no de carinho. O suor transformou-se em lágrimas ferventes, inebriantes de prazer e sorriu, um misto de sensações inesgotáveis, medo e delírio numa malga de incerteza.

Abriu os olhos, observou os charcos de suor no chão a tremerem como ele, os tacões das botas dela, ainda que enfiadas nuns pequenos sacos azuis, não amortizavam os passos a aproximarem-se. Petrificou, completamente em pânico, mas ela, dela só o rasto do seu perfume suave, passou ao lado, ligeira, um toque entre calças, as dela de ganga justa às suas de algodão amarelas foi o que alcanço. Ela passou e segredou junto ao ouvido de um outro sócio, algo rápido e voltou a sair graciosa, mexendo nos seus longos cabelos com a esferográfica que trazia na mão.

Sentiu vergonha, a sua grandeza física traduzida a incorporal, nula, translúcida até, mas ao mesmo tempo oprimiu um alivio ou uma desculpa. Que lhe diria, se ela o interpusesse, talvez nem conseguisse manufacturar uma simples palavra, um sim ou um não, mais certo sair um descoordenado hãm hãm...

Pegou-se ao treino, com mais atitude e afinco sobre uma dor de Calimero. Os poucos que restavam na sala de treino paravam em espanto por tamanha força e resistência animal. O homem das calças amarelas, ignorava o ambiente, as horas levadas naquele treino eram recorde para qualquer outro. Os seus músculos aclamaram perdão, ele absolveu-os caindo como um árvore de grande porte no chão.

(continua)


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O homem das calças amarelas


Encharcado pelo pensamento, entrava no ginásio já suado pelo prazer de a avistar. Tentava controlar o físico agitado antes de colocar o pé no patamar da entrada, ordenava-se, ditava calma à respiração e exigia ordem às ideia, mas era impossível, como uma avalanche derramava corpo pela escadaria até à recepção. Ali, defronte a ela, os segundos de espera à entrega da garrafa de água para tragar durante o treino, eram como horas de contemplação. Era ela, sentia-a, desejava-a como sua, emaranhada em si, escorrendo-se pelo seu corpo imenso, como a toalha que trazia agora enrolada, envolta ao seu pescoço largo.

Seguia para o balneário com um sorriso quase dominador, guardava o saco no cacifo e sonhava com a nova passagem pela recepção antes de subir para a sala de treino. Pensava que passaria por ela, ainda que soubesse que a musa nem repararia nele e nem um vago olhar lhe dedicaria. Cobiçava-a com desejo, como nunca outrora tinha invejado alguma.

Enfiado nas suas calças de treino amarelas, marchou lento diante ao balcão, mais vagaroso subiu cada degrau, como se de íngremes montanhas se tratassem, achando que o amarelo das suas pernas a enchesse de luz, como um raio de sol naquele início nocturno. Mas ela, ela não se encandeou e seus olhos não içou, nem quanto mais um único membro ou sequer cabelo movimentou.

Completou a subida, no piso superior contemplou a sala, esta ajeitada de corpos trabalhados, físicos suados, homens ávidos por traços esculpidos. E dirigiu-se à máquina, aquela que lhe parecia ir roubar todas as suas valentias, a que lhe sacaria as forças e renderia resistência ignorada. Espumava pela insignificância declarada, gritava a cada grama de ferro acrescentada, mas nada o livrara de a saber lá, lá em baixo, de pensar nela, sentada na recepção mirada.

Agarrou-se aos halteres e fez mais dúzia de repetições, o suor gotejava na testa como pingas de água que escorrem pelos vidros em dia de temporal.

E ela subiu à sala, ele sentiu-se fraquejar, direcionava-se a ele, seria a ele, questionou-se, um tremor invadiu a sua musculatura, os braços caíram, as mão com os halteres perderam a firmeza e as pernas o equilíbrio.

(continua)


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Passos curtos

Deixou-o entrar por aquela porta, passos curtos, para passos de gigante. Trazia na figura uma força de brutos, um mar revolto lhe envolvia os sentidos, vendavais nos olhos e ciclones na boca. Chegou de assombro e entrou, entrou pela porta, desconhecendo a luz que lhe parecera certamente ténue, fraca e singela vinda dos fundos.
Procurava quem sabe uma só história, um segredo ou simplesmente risos, beijos ou vontades, talvez até já esquecidas, perdidas como aqueles seus passos, esses, que se impuseram grandes à sua chegada e que cravavam caminhos, esgravatavam trilhos tortos com ou sem direito a curvaturas de alguma existência.
Entrou. Deixou-o entrar, observando a sua teimosia a seu jeito ajeitado e paciente, assim foi, tentando, penetrando sem ajuda, ele entrava, ele entrou, elevando sua vontade num caminho que sabia longo, querendo o quer como seu, com força fraca, e força forte, assim é, assim foi. Vendeu como soube, deu como certo saber. Roubar? Não! Furtou??? Ela
com passos grandes, para passos de anã, ela lhe sorriu, olhou, escutou, mas nunca o contemplou. Parva! Afinal ela nunca lhe abriu a porta, aquela porta. Ele nutriu-se de seu próprio DAR, ela encheu-se de amor por dar... tão bom quando pensaram passar por aquela porta verde . . .

tão bom acordar e sentir que os dedos dos pés mexem! e os pés? esses, continuaram a percorrer tão frágeis longos passos. . .

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Presente


O meu querido Amigo water ofereceu-me hoje este selo, agradeço o gesto e encho-te meu lindo de BEIJOSSSS

"Liebster em alemão significa: favorito, querido, amado. Recebe-lo, significa que seu blogue é muito querido pela pessoa que lhe presenteou".

Posto isto, as regras são:
1) Link de volta com o o blogger que lhe deu;
2) Cole o selinho em seu blog;
3) Escolha 6 blogues para repassá-lo, que tenham menos de 200 seguidores;
4) Deixar comentário avisando que estão recebendo o selinho.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Leitores (R)Detidos

Detidos pelas subtilezas da expressão.

A escrita, a imagem, uma música que serve a tantos. Retidos em pensares exclusivos. Um post com recheio de letras, polvilhado a palavras parecendo certeiras, julgadas e avaliadas numa nossa qualquer mingua.

As minhas, as escritas, as palavras que parecem saltar da minha “boca” escrituram o que são. São para leitores. São também para ti que chegaste agora, eles não têm ciúmes porque chegaste agora, todos os meus recados despropositados deixam-te rever o que julgas sentir por mim, tu que olhas agora para mais uma, mais uma, esta que já é mancha gráfica.

Mas o mais importante é que gosto mesmo de ti, gosto de tudo o que conheço de ti. Mesmo os que se apelidam de anónimos ou usam pseudónimos.
Estais perdidos?

Aqui é alguém físico e sempre mental. Tal qual aí, não é assim?
Aqui? Aqui arrisca-se e isso atrai. Aí também?

Aqui? Fala-se bem ou assim-assim ou melhor, fala-se sem desdém do mal. Aí tal e qual?
Aqui? Algo de agradável em críticas de nível pensante, mas sem dedos falantes a microfones cínicos e arrogantes. Também aí?
Aqui? Honestamente não há substitutas(os), sabem bem que não vos troco.

Aqui não há vazios, mágoas muito menos represálias. Será aí?
Aqui a intimidade é inofensiva!

Aqui o respeito prevalece!
Aqui,

aqui há dias seguidos de outros dias terminados em noites, há um dia, uma noite, por dias temos coisas em comum, por noites soltos de ser. Aqui não há a proximidade de uma perda, por isso se me lés, mesmo achando que é ou não para ti, será sempre, será para os meus detidos leitores.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Aposiopese


Procuro, sempre foi assim, um jogo. Procuro e tu foges-me. Procuro o único, único igual a únicos que se igualam a nós. Sei, existem tantos outros iguais, sei que existem. Mas a quem procuro, a raiva de não (v)ter volve-se num egoísmo. Dou, dou num vago vaguear, um pensamento de além, daquele lugar que irei alcançar, onde vazios de amor se encontram, sim, os únicos, naquele lugar, onde a água que passa por baixo da ponte beija-lhe seus pilares, onde a busca utópica, não me faz rendição. Mas não, não me renda a apatia de uma vida quase feliz. Não, não me atento por não ter tentado. Único pensar, certeza de tantos iguais a mim, a nós.

E UM DIA, no meio desses, dos que existem, tenho a certeza que existem, gritarei gritos mudos, gritos únicos para ti. E me driás onde te beijo, onde te abraço, onde te cuido. Reconheces-me mesmo sem reticências, exponho-me sem parênteses que te escrevo e sem virgulas componho sobre muitos únicos iguais a nós.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

num quarto de Metade de nós

Uma Íris nas costas e um lado do que será de mim à esquerda, o tal, o homem de duas mãos esquerdas.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Anis


“Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir...”

nas horas acompanhadas, as tais repletas de minutos, sempre minutos incertos, reflexo que trago, num travo de anis. Queria ser vírgula, no fundo reticência, recusa a pequenez, repulsa numa pausa parada, forçada. É reticência errante que nada vê, pontos passageiros, turvas cegueiras. Na memória do que foi um futuro visto na mente. E com sorrisos tudo se mente, sem propósito, sem definitivo, sem coisa-alguma do que será... num gole de anis.

“Santos Deuses, assim até se faz a vida!

Os outros também são românticos,

Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,

Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,”

Álvaro de Campos




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Nítido

Nítido. É nítido que aqui está o vazio, não há desperdício , tudo está desaparecido e tu não estás extraviado, muito menos desacompanhado. É tão nítido, não tenhas medo, há coisas que têm de mudar, faz parte da vida não saber amar e viver um final sombrio.

É nítido, tão nítido aqui, tudo cambia, tudo tem que cambiar. Olha para ti, pára lá de chorar, ela não está desviada, não receies, nem procures respostas nas que nunca perguntaste. Não lamentes. Não refiles. Não fales. Não atentes o nítido sentido do sentir. É tão nítido que temos de ir. E é tão nítido que já foi. Momento sem perda de calma. Navegasse na vaga, onda vítrea, nítida como deve ser.

E o final é sempre feliz, não o modifiques porque é sempre feliz, é nítido que é, ninguém sabe, mas é. Nítido.