sábado, 4 de fevereiro de 2012
num quarto de Metade de nós
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Anis

“Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir...”
nas horas acompanhadas, as tais repletas de minutos, sempre minutos incertos, reflexo que trago, num travo de anis. Queria ser vírgula, no fundo reticência, recusa a pequenez, repulsa numa pausa parada, forçada. É reticência errante que nada vê, pontos passageiros, turvas cegueiras. Na memória do que foi um futuro visto na mente. E com sorrisos tudo se mente, sem propósito, sem definitivo, sem coisa-alguma do que será... num gole de anis.
“Santos Deuses, assim até se faz a vida!
Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,”
Álvaro de Campos
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Nítido

Nítido. É nítido que aqui está o vazio, não há desperdício , tudo está desaparecido e tu não estás extraviado, muito menos desacompanhado. É tão nítido, não tenhas medo, há coisas que têm de mudar, faz parte da vida não saber amar e viver um final sombrio.
É nítido, tão nítido aqui, tudo cambia, tudo tem que cambiar. Olha para ti, pára lá de chorar, ela não está desviada, não receies, nem procures respostas nas que nunca perguntaste. Não lamentes. Não refiles. Não fales. Não atentes o nítido sentido do sentir. É tão nítido que temos de ir. E é tão nítido que já foi. Momento sem perda de calma. Navegasse na vaga, onda vítrea, nítida como deve ser.
E o final é sempre feliz, não o modifiques porque é sempre feliz, é nítido que é, ninguém sabe, mas é. Nítido.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Abuso de mim
Agora estou no café, no café da zona, onde a terceira idade abunda. Peço um café acompanhado por um copo com água e claro o pacote de açúcar, o pequeno pacote Nicola, portador de dizeres. Leio o que um tal Pedro Malaca diz, uma noite pego numa tesoura e corto as “amarras”. Hoje é a noite. Sorrio, hoje ainda é de dia e ontem era noite. Li.
Hoje entrei no carro, bem pela fresca, vi no banco traseiro uma lupa roubada, não por mim, mas por alguém mais pequeno que a furtou de casa de uma bisavó quase centenária. Olhei a lupa, percebi que preciso dela, daquela lupa que amplia vontades, aquela lupa sabedora, aquela que ficou esquecida no banco traseiro do carro. A bisavó já nem sabe dela, e eu? Eu preciso tanto dela, da lupa.
Hoje pensei muito, tanto quanto todos os dias, mas hoje peguei nem pensei, peguei no braço de um aprendiz e meti-o fora da sala. Hoje foi tão fácil meter tal pupilo e é tão difícil pela noite meter graúdo, fora de mim.
Mais daqui a pouco vou ao talho, o talho daqui, aqui ao lado do café, ver os homens de bata branca mascarrada de vermelho sangue, suco de carne defunta no branco daquelas batas. Como detesto carne, porque a como? Porque a dou a comer. Porque me dou a mastiga-la, ela é rija, será que... preciso de ti?
Logo, à noite, quando as amarras forem cortadas, deitada, deliciada por mãos que me amarram, por braços que me elevam numa afluente que entorna desejos sucumbidos do que foi, escorrerá nascente, transbordará cascatas pelas bordas do meu sexo. E oiço sem receio, sem segredos nem mistérios, como todas as letras escritas, gosto de mim.
Li da lupa, fora de mim, preciso de ti, gosto de mim.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Não sei se sei, sei que parei de dançar
Que tenham um excelente fim-de-semana, como eu vou ter o meu!
Beijos e abraços apertados aos meus seguidores!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Pompoarismo

terça-feira, 24 de janeiro de 2012
21ª Consulta
Relembro o consultório da Cabra com um comentário de um anónimo a um post.
Achei assim por bem, analisa-lo e aprofundar sua riqueza.
Para quem desconhece este consultório, basta um clique aqui: CONSULTÓRIO com a Cabra.
Cabra, será que não foste sempre egoista? Essas defesas todas, esse ser forte, esconde sempre raivas, frustrações. Well done
....................................................................
Caro Anónimo, pegando nessa sua ideia, lhe digo que todos somos egoístas, até você quando o referencia sem se mostrar, usando um vulgar nome teria sido melhor que simplesmente anónimo.
Quanto a raivas e frustrações, elas cabem a quem as sente, lamento eu não sinto nem uma nem outra, embora tenha sim momentos de raiva tal como momentos de frustração e a isso chamo crescimento. Você não?
Well done para si também.
Neste espaço para esclarecer as mais pequenas dúvidas ou as grandes aprendizagens.
Abraço e juízo
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Aquela noite

"Nenhuma árvore explica os seus frutos, embora goste que lhos comam."Miguel Torga
Uma noite alguém esboçou um sorriso na mão dela, desenhou-o sem saber a razão e o sublinhou na imensidão de sua importância. Repetidamente a alertou, para o que aquele sorriso teria de sofrer, um sofrer espelhado, um delineado recheio de uma das mais pura das razões sentidas, nunca poderia o perder, retocado sobre si mesmo ganharia rugas nos cantos daquele lábio prazeirento, rugas estimadas de querer, rugas imensas do saber, tantas rugas de crescer...
Ela acrescentou pausa, questionou-o que queria ele dela. Magno respondera-lhe, quero, quero-te crer!
Ela fechou a mão, esmagou o sorriso pintado, sentiu que não o queria perder...
«De nada nos vale conhecer a pessoa certa, se for na altura errada»
O tempo não era o certo e certamente nunca se saberia se alguma vez esse tempo certo existiria.
Ela lamentou,
Ele saltou,
a crença vazou.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
inestimável
Não me vejas, não me repares, não me fales como se me visses visível. Não me vejas, estou de folga a ti, não me repares, estou sem reparação, não te oiço, porque me falas? Sou transparente, índole a esses olhos desaluminados. Tantos me vêm sem sequer me olhar, tantos quantos eu sou. Não me vejas, não me regales esses olhos deslavados de ser, não me fales esse falar de silêncio opaco. Tantos milhões me vislumbram e tantos mais me deslumbraram... e tu não me olhes, não me fales, não percebo essa voz escura, que diz tudo do nada. E nada é o que julgas que vês, não me vejas então, carregada de porquês, não fales achando-te que prevês, mas não, não vês, nunca me viste admite! Então mais uma vez,terça-feira, 17 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Ra(e)lações

Relações
O diagnóstico para estes sintomas - que incluem rubor, sonhar acordado e fluxo de sangue no órgão sexual - pode simplesmente ser uma Paixão. A Paixão, ao contrário do Amor, surge intensa e pode ter a esperança de vida de uma simples febre. Se a doença não definhar, os sintomas evoluem. Pior: agravam-se. Desejos de monogamia, tolerância ao hálito matinal e aceitação de que aquela perfeição ambulante é, afinal, imperfeita. Fomos dominados pelo Amor. Normalmente, esta patologia surge quando temos do outro uma visão mais real e menos fantasiosa. Enquanto que a Paixão estimula o nosso lado egoísta e deliciosamente nos desgasta, o amor suprime o Eu e obriga-nos a tornar prioritário o bem-estar do Outro. Uma obrigação inebriante que assumimos de bom grado. O que eu não esperava era que, nesta evolução de estados, surgisse um segundo efeito secundário. A Saudade.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Atentos :)

“ESCOLA DO SEXO” ENSINA CASAIS A OBTER PRAZER
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
aqui é demais para ti…
Hoje deu-me vontade de voltar a explorar! Em 2009 escrevi uns post´s num outro blog, agora e aqui, neste espaço que poucos ou muitos (mas sem dúvida bons) me seguem, exponho com algumas adaptações. O género não muda, a atitude sim, essa é a prova do crescimento, a razão de que o futuro não é mais que nosso amigo.
Nada nem ninguém é irrepreensível, naturalmente temos agregado a nós a pudica falta de dignidade da verdade, tão mais fácil emaranhar por outras predisposições. Não me isento de nada, tal como também não provo ser infalível. Sou mais uma no meio de todos, e todos criamos e recriamos imbecilidades. Tal como sou crente de que nem sempre a verdade é a razão de tudo, porque nada é perfeito, nem mesma a imensidão da verdade, e o que é uma imensidão? Redigo que antes a mentira que sabe levar a vida a viver mais um dia feliz, porque a mentira nem em tudo é sinónimo de falsidade! O egoísmo? Falemos do egoísmo, antónimo de altruísmo, estranho não?
“As disposições humanas inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros naturalmente, o homem pode ser - e é - bom e generoso naturalmente sem necessidade de intervenções sobrenaturais ou divinas.”
Este conceito opõe-se, portanto, ao que vos falo hoje, a verdade, o egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais.
Julgar os outros? Não! Faço créditos, constantes juízos de valor à minha pessoa, isso sim, ao meu individual, anteriormente condenado ao desapego, à minha falta de vinculo pela veneração aos mais fortes ou mais importantes, mas nunca, nunca manifestei ausência de bondade! E agora com bondade a mim trabalho-me para ser diferente nesta vida, na alma que povoa hoje nesta urbe frenética, onde tudo é ao sabor do descartável, nunca estamos bem, sentimo-nos sempre descompensados, somos uns eternos insatisfeitos! E infelizmente não sou diferente dos demais, mas tento, e tento e tentarei sempre contrariar o mais do mesmo.
Assim, não posso admitir a falta de dignidade e de respeito. E então não me peçam desculpa, porque desculparei! Dá-me então! Agora sou eu a Egoísta! Dá-me as paixões, os amores, as amizades. Dá-me tudo então, tudo só para mim! Assalta o meu coração.
sábado, 7 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Aluguer Viciante...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Rapariga Standby 3
Bateu sem ritmo, um descompasso a nó de mão glacial, o desconhecido tremendo fazia-se anunciar. Ela inspirou forte, lançou os fios de cabelos para trás das costas e fechou por momentos os olhos. Abriu a porta devagar para não se atraiçoar na pressa. Ele e Ela, olhos de regalo ao primário mirar. Respirar oprimo, partilharam o impulso num olá profundo, os sorrisos iluminaram-se, ele a contemplou, a um Miró a emoldurou, ela o admirou ao som de If I ever lose my faith in you, cantado a Sting. Entrou com afogo, agitado por dentro, constrangido por fora, um medo terrível de errar preencheu-lhe a intenção. Achou que falar do frio seria um excelente começo, mas percebeu o crasso, qual frio, queria no fundo abanar-se pelo calor que lhe subia pelo peito, pelas costas até à nuca, onde se sentiu suar, ela era linda e continuava sorridente, um sorriso anexo a um olhar mortífero que o atrapalhava. Vislumbrava-a altiva, segura e mordaz, aquela atitude percebera-se ao vê-lo inseguro, ele se desmembrou, não sabia se haveria de esconder as mãos ou mesmo todos os membros. Acalmou a ansiedade na oferta de um copo de vinho tinto. A cada trago de Poeira Douro relaxava pressentimentos e a conversa fluíra.
Sentaram-se na meticulosa mesa preparada, ao repasto atiçaram papilas, degustaram sabores e palavras ornamentadas e já no sofá prolongaram sinónimos e antónimos de quem escaldantes desejos tem. Enrolaram-se ali mesmo, naquele sofá rato, beijaram-se sôfregos, atrapalharam-se na mistura lasciva de tenções há muito aguardadas e caíram no chão que nem dois troncos cortados pela força de um machado. Iniciou o embuste aos trajes já repuxados e frouxos, lassos por tamanhos amassos, arrojaram os corpos sedentos pelas tábuas envernizadas e sucumbiram-se na larga cama de lençóis tenros. E beijaram-se sem tempo, sem termino imposto, beijaram-se, decaparam a saliva as peles pantanosas, beijaram-se e beberam-se, encharcaram-se de tesão na intenção do cume supremo... Mas não, não passou da confirmação, do susto que se previa, nada acontecia, ele não conseguia, a cama ali se perdia, morto ficou, vivo não voltou, transfigurou, sobre o ar de graça abatera-se a desgraça, sem graça alguma ela moralizou, haveria razões que a própria razão armada a certa desconhecia.
Lamentaram, levantaram esteira, sem eira nem beira. Talvez, quem sabe, talvez um outro dia.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Rapariga Stanby 2
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Rapariga Standby
A voz brasileira da miúda do GPS indicava-lhe o caminho, parecia que ela estava mais à deriva do que ele.
Entardecia, subia a montanha com o carro em esforço e já no cume apresentou-se-lhe o monstro da montanha que respirava certamente de boca aberta, nublando o caminho, desenhando uma névoa com bico de aparo largo no pára-brisas do seu veiculo, um pouco assustador, mas tão excitante de a saber mais próximo...
Ansiava chegar, pela viagem acompanhava-lhe a ideia de se seria uma foda divina, esse pensamento aquecia-lhe a alma e acalmava-lhe a pele eriçada, influenciada pelo manómetro do carro que declarava menos 2 graus.
Apesar da pressa do chegar, via-se obrigado a abrandar, o nevoeiro acentuava-se, um manto imaculado quase opaco ocultava-lhe o caminho. Imaginava-a assim, branca leitosa, suavemente cheirosa, apetecível adocicada. Os seus cabelos seriam finos e suaves, leves de cor de avelã e os seus olhos, esses, imaginava-os azeitonas verdes caídos da árvore por esforço de uma vara. O pensamento rolava-lhe, mas as rodas, essas travaram, não conseguia mais avançar.
Era o inicio do anoitecer, parou onde estava, saiu do carro e enrolou um cigarro apressado pelas mãos que se lhe engessavam pelo frio, acendeu-o e deu um travo profundo, quase o fumou num segundo e soprou, um sopro infindo, maior que a do mostro da montanha. E contemplou, admirou o fumo do cigarro a rodopiar na aragem gélida enlaçando-se ao nevoeiro cerrado, enroscaram-se e beijaram-se, enamoraram-se, deram as mãos e seguiram caminho, soprados pelo vento suave. Sorriu, e viu-se ali, parado, sem enxergar vislumbre, acompanhado pela voz da brasileira que ecoava dentro do carro, “próxima saída à direita”, “próxima saída à...”
Entrou no carro, estava acolhedor, sentiu a sola dos pés a aquecerem lentamente e confiante acreditou que seria capaz com a ajuda da falante, “saia na saída”, virou às cegas, dentro do peito um palpitar agitou-se, um nervosismo hilariante invadira a sua impaciência, esfregava os olhos em jeito de quem cegar vendo nada. Avançou, guiado fortemente pela vontade, pelo desejo de a ter em braços... e o coração era assaltado, numa dúvida vertiginosa, seria apetitosa?
(Cont.)
domingo, 25 de dezembro de 2011
Quem Se Perdeu?
sábado, 24 de dezembro de 2011
Alugada!
Vou-te fazer uma proposta que não podes recusar.
No entanto peço que revejas o teu anuncio, em vez de "tiro foto", quero "tiramos fotos juntos".
P.S.: Não dispenso que me digas "Amo-te"
VICIADO
Viciado, como me fazes feliz, dada a crise estou mesmo necessitada!!! Aceito! e até como alento te digo duas vezes AMO-TE!Manda a proposta para o meu mail!
Feliz Natal e lá nos encontramos... no reivellon???!!!
Cabra Branca











