Aqui, nesta montanha batem os primeiros matinais raios de sol e quando este desce e se apresenta o luar tem-se a sensação de que nada se apresentou diferente do que já foi, do que é ou que poderá vir a ser. Não espere nada, nem deslumbramento nem desilusão, não é essa a brancura que se pretende.
Anseie o nulo para que atinja o supremo início do tudo de novo.
Caro Anónimo, pegando nessa sua ideia, lhe digo que todos somos egoístas, até você quando o referencia sem se mostrar, usando um vulgar nome teria sido melhor que simplesmente anónimo.
Quanto a raivas e frustrações, elas cabem a quem as sente, lamento eu não sinto nem uma nem outra, embora tenha sim momentos de raiva tal como momentos de frustração e a isso chamo crescimento. Você não?
Well done para si também.
Neste espaço para esclarecer as mais pequenas dúvidas ou as grandes aprendizagens.
"Nenhuma árvore explica os seus frutos, embora goste que lhos comam."Miguel Torga
Uma noite alguém esboçou um sorriso na mão dela, desenhou-o sem saber a razão e o sublinhou na imensidão de sua importância. Repetidamente a alertou, para o que aquele sorriso teria de sofrer, um sofrer espelhado, um delineado recheio de uma das mais pura das razões sentidas, nunca poderia o perder, retocado sobre si mesmo ganharia rugas nos cantos daquele lábio prazeirento, rugas estimadas de querer, rugas imensas do saber, tantas rugas de crescer...
Ela acrescentou pausa, questionou-o que queria ele dela. Magno respondera-lhe, quero, quero-te crer!
Ela fechou a mão, esmagou o sorriso pintado, sentiu que não o queria perder...
«De nada nos vale conhecer a pessoa certa, se for na altura errada»
O tempo não era o certo e certamente nunca se saberia se alguma vez esse tempo certo existiria.
Não me vejas, não me repares, não me fales como se me visses visível. Não me vejas, estou de folga a ti, não me repares, estou sem reparação, não te oiço, porque me falas? Sou transparente, índole a esses olhos desaluminados. Tantos me vêm sem sequer me olhar, tantos quantos eu sou. Não me vejas, não me regales esses olhos deslavados de ser, não me fales esse falar de silêncio opaco. Tantos milhões me vislumbram e tantos mais me deslumbraram... e tu não me olhes, não me fales, não percebo essa voz escura, que diz tudo do nada. E nada é o que julgas que vês, não me vejas então, carregada de porquês, não fales achando-te que prevês, mas não, não vês, nunca me viste admite! Então mais uma vez,
Não me vejas, não me repares, não me fales como se me visses! Invisível, inestimável a ti.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
“Há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu sou demasiado duro para ele, e digo, fica aí dentro, não vou deixar ninguém ver-te.
Há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu despejo whisky para cima dele e inalo fumo de cigarros e as putas e os empregados de bar e os funcionários da mercearia nunca saberão que ele se encontra lá dentro.
Há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu sou demasiado duro para ele, e digo, fica escondido, queres arruinar-me? queres foder-me o meu trabalho? queres arruinar as minhas vendas de livros na Europa?
Há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu sou demasiado esperto, só o deixo sair à noite por vezes quando todos estão a dormir. Digo-lhe, eu sei que estás aí, por isso não estejas triste. Depois, coloco-o de volta, mas ele canta um pouco lá dentro, não o deixei morrer de todo e dormimos juntos assim com o nosso pacto secreto e é bom o suficiente para fazer um homem chorar, mas eu não choro, e tu?”
Maravilhosa discrição de amor e paixão por: TARTARUGA
Relações
Engraçadas as relações. Verdadeiros organismos voláteis que se transformam com o passar do tempo. De paixões amorosas a amores apaixonados, ao longo da vida somos infectados por sentimentos especiais e fortes que nos deixam profundamente vulneráveis. Indefesos. Mas felizes.
O diagnóstico para estes sintomas - que incluem rubor, sonhar acordado e fluxo de sangue no órgão sexual - pode simplesmente ser uma Paixão. A Paixão, ao contrário do Amor, surge intensa e pode ter a esperança de vida de uma simples febre. Se a doença não definhar, os sintomas evoluem. Pior: agravam-se. Desejos de monogamia, tolerância ao hálito matinal e aceitação de que aquela perfeição ambulante é, afinal, imperfeita. Fomos dominados pelo Amor. Normalmente, esta patologia surge quando temos do outro uma visão mais real e menos fantasiosa. Enquanto que a Paixão estimula o nosso lado egoísta e deliciosamente nos desgasta, o amor suprime o Eu e obriga-nos a tornar prioritário o bem-estar do Outro. Uma obrigação inebriante que assumimos de bom grado. O que eu não esperava era que, nesta evolução de estados, surgisse um segundo efeito secundário. A Saudade.
Uma escola que ensina formas de obter prazer, uma dominadora que traz até Portugal o seu séquito de escravos e luta livre no feminino são as grandes novidades da 5ª edição do Eros Porto. Erica Fontes, a mais internacional das atrizes portuguesas, é a cicerone deste evento, que promete voltar a encher de curiosos o Pavilhão Multiusos de Gondomar, de 9 a 12 de fevereiro.
Como já é tradição por esta altura do ano, o Salão Erótico do Porto regressa para aquecer os dias frios da “capital nortenha”. São mais de 700 espetáculos, em 10 palcos, protagonizados por mais de 80 artistas, incluindo algumas das mais importantes estrelas a nível internacional. Entre elas, Erica Fontes, a atriz portuguesa que tem percorrido os quatro cantos do mundo, será a porta-voz desta edição.
A “Escola do Sexo” é uma das grandes novidades do Eros Porto 2012. Aqui, os “alunos” poderão aprender alguns dos ensinamentos do Kamasutra, saber que posições dão mais prazer ao homem ou à mulher e ver, em primeira mão, exemplos práticos dessas mesmas posições. As aulas serão lecionadas por dois professores e exemplificadas por três casais, seis conceituados atores e atrizes do universo do entretenimento adulto internacional. (...)
EROSPORTO – SALÃO ERÓTICO DO PORTO 2012
DATAS: 9 a 12 fevereiro
HORÁRIOS: Quinta a sábado, das 15h00 às 02h00 | Domingo, das 15h00 às 22h00
LOCAL: Pavilhão Multiusos de Gondomar
PREÇO DOS BILHETES: Geral – 20€ | Estudantes - 15€ (só 5ª feira) | Maiores 65 anos e Pessoas com deficiência - 15€
Hoje deu-me vontade de voltar a explorar! Em 2009 escrevi uns post´s num outro blog, agora e aqui, neste espaço que poucos ou muitos (mas sem dúvida bons) me seguem, exponho com algumas adaptações. O género não muda, a atitude sim, essa é a prova do crescimento, a razão de que o futuro não é mais que nosso amigo.
Nada nem ninguém é irrepreensível, naturalmente temos agregado a nós a pudica falta de dignidade da verdade, tão mais fácil emaranhar por outras predisposições. Não me isento de nada, tal como também não provo ser infalível. Sou mais uma no meio de todos, e todos criamos e recriamos imbecilidades. Tal como sou crente de que nem sempre a verdade é a razão de tudo, porque nada é perfeito, nem mesma a imensidão da verdade, e o que é uma imensidão? Redigo que antes a mentira que sabe levar a vida a viver mais um dia feliz, porque a mentira nem em tudo é sinónimo de falsidade! O egoísmo? Falemos do egoísmo, antónimo de altruísmo, estranho não?
“As disposições humanas inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros naturalmente, o homem pode ser - e é - bom e generoso naturalmente sem necessidade de intervenções sobrenaturais ou divinas.”
Este conceito opõe-se, portanto, ao que vos falo hoje, a verdade, o egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais.
Julgar os outros? Não! Faço créditos, constantes juízos de valor à minha pessoa, isso sim, ao meu individual, anteriormente condenado ao desapego, à minha falta de vinculo pela veneração aos mais fortes ou mais importantes, mas nunca, nunca manifestei ausência de bondade! E agora com bondade a mim trabalho-me para ser diferente nesta vida, na alma que povoa hoje nesta urbe frenética, onde tudo é ao sabor do descartável, nunca estamos bem, sentimo-nos sempre descompensados, somos uns eternos insatisfeitos! E infelizmente não sou diferente dos demais, mas tento, e tento e tentarei sempre contrariar o mais do mesmo.
Assim, não posso admitir a falta de dignidade e de respeito. E então não me peçam desculpa, porque desculparei! Dá-me então! Agora sou eu a Egoísta! Dá-me as paixões, os amores, as amizades. Dá-me tudo então, tudo só para mim! Assalta o meu coração.
Como pagar o aluguer de uma cabra? Pagar a uma cabra é fácil, mas esta não é qualquer Cabra, esta é A Cabra, especial, única. A verdade é que Esta Cabra não se aluga. Não. Ela deixa-se alugar quando assim o entende. E cobra-nos algo único. Uma experiência. Uma experiência que enquanto existiu tempo nunca aconteceu e enquanto houver tempo nunca se voltará a repetir.
13 Biliões de anos atrás os átomos da Cabra e do Touro, animados por uma força invisível de atracão, instigam a revolução, explodem, iniciam o universo, criam estrelas, planetas, a terra, vida, os nossos antepassados, avós, pais, finalmente criam os nossos corpos, para que na última noite do ano de 2011 possam enfim saciar a fome criada por aquela longínqua atracção primordial.
31-12-2011, 21h
Tu, Cabra, que te dizias de uma cor, surpreendes-me com outra. Não me interessa a tua cor, por muito esforço que tivesse investido na Cabra calculada na minha mente, nunca teria conseguido atingir a perfeição da Cabra que surgia à minha frente. Fomos e degustamo-nos nas palavras e na comida e na bebida, fomos mais longe e deixamos que os nossos átomos saciassem a sua sede embalados pela música.
31-12-2011, 23h
Toco-te, tocas-me, o ambiente está animado e populado de estranhos rostos alegres. No entanto estamos sós, só te vejo a ti, Cabra, e tu só tens olhos para mim, dançamos juntos, trocamos fluidos, cheiros, sentimentos.
31-12-2011, 23.59h
Puxo-te para um canto menos populado e encosto-te à parede, olho-te nos olhos, gosto dos teus olhos de Cabra Gato. Mordes o lábio e puxas-me para mais um doce beijo. As minhas mãos encontram as tuas coxas quase por acaso, o teu vestido curto sobe tão facilmente. Lês-me os pensamentos, com os teus hábeis cascos de Cabra Lasciva libertas a tesão presa nas minhas calças. 10! O tempo pára. Seguras-me de mão cheia e encaminhas-me para dentro de ti, 9! Enterro-me em ti. Consigo sentir o teu sabor. És doce como mel e salgada como o mar, 8! Puxas-me mais para dentro de ti. Por um momento penso que me fundo em ti, 7! Sinto-te quente, a palpitar. Mordes-me a orelha e pedes mais... 6! Devoro-te és doce, és salgada, és viciante 5! As nossas línguas misturam-se, não sei dizer qual é touro e qual é cabra, 4! Deliciamo-nos, como se tivéssemos todo o tempo do mundo, 3! Já te disse que gosto de te sentir? Do teu toque, do teu sabor, do teu cheiro, 2! É me difícil conter, ainda falta a eternidade para a meia-noite e tu sabes-me tão bem, Cabra 1! Olho-te nos olhos, estão grandes, despertos, reflectem a tua tesão, a tua antecipação, 0! Encaixo-me como que para ficar para sempre dentro de ti e libertamo-nos em êxtase simultâneo, sussurras-me ao ouvido, “Amo-te”, culminar perfeito para esta Foda que começou no início dos tempos.
Bateu sem ritmo, um descompasso a nó de mão glacial, o desconhecido tremendo fazia-se anunciar. Ela inspirou forte, lançou os fios de cabelos para trás das costas e fechou por momentos os olhos. Abriu a porta devagar para não se atraiçoar na pressa. Ele e Ela, olhos de regalo ao primário mirar. Respirar oprimo, partilharam o impulso num olá profundo, os sorrisos iluminaram-se, ele a contemplou, a um Miró a emoldurou, ela o admirou ao som de If I ever lose my faith in you, cantado a Sting. Entrou com afogo, agitado por dentro, constrangido por fora, um medo terrível de errar preencheu-lhe a intenção. Achou que falar do frio seria um excelente começo, mas percebeu o crasso, qual frio, queria no fundo abanar-se pelo calor que lhe subia pelo peito, pelas costas até à nuca, onde se sentiu suar, ela era linda e continuava sorridente, um sorriso anexo a um olhar mortífero que o atrapalhava. Vislumbrava-a altiva, segura e mordaz, aquela atitude percebera-se ao vê-lo inseguro, ele se desmembrou, não sabia se haveria de esconder as mãos ou mesmo todos os membros. Acalmou a ansiedade na oferta de um copo de vinho tinto. A cada trago de Poeira Douro relaxava pressentimentos e a conversa fluíra.
Sentaram-se na meticulosa mesa preparada, ao repasto atiçaram papilas, degustaram sabores e palavras ornamentadas e já no sofá prolongaram sinónimos e antónimos de quem escaldantes desejos tem. Enrolaram-se ali mesmo, naquele sofá rato, beijaram-se sôfregos, atrapalharam-se na mistura lasciva de tenções há muito aguardadas e caíram no chão que nem dois troncoscortados pela força de um machado. Iniciou o embuste aos trajes já repuxados e frouxos, lassos por tamanhos amassos, arrojaram os corpos sedentospelas tábuas envernizadas e sucumbiram-sena larga cama de lençóis tenros. E beijaram-se sem tempo, sem termino imposto, beijaram-se, decaparam a saliva as peles pantanosas, beijaram-se e beberam-se, encharcaram-se de tesão na intenção do cume supremo... Mas não, não passou da confirmação, do susto que se previa, nada acontecia, ele não conseguia, a cama ali se perdia, morto ficou, vivo não voltou, transfigurou, sobre o ar de graça abatera-se a desgraça, sem graça alguma ela moralizou, haveria razões que a própria razão armada a certa desconhecia.
Lamentaram, levantaram esteira, sem eira nem beira. Talvez, quem sabe, talvez um outro dia.
Acreditou que ele estaria próximo, saiu do duche apressada, correu para o espelho do quarto enrolada na toalha turca com o estojo de maquilhagem na mão.
Atrasara-se nos pensamentos, entre o gel duche que lhe amaciava a pele, com que massajava e cobria as suas curvas bem delineadas, e a viagem que faria no corpo dele. Arrastou os pensamentos ao toque de si, o duche assim o pedia e avançou sem inocência ao prazer da sua vontade. Impressionou-se de si, como se sentia incendiada, aprisionou o desejo entre os dedos da sua mão. A água, essa, corria entre os seios afogando o fogo que lhe incendiava os pensamentos sobre ele, aquele que estaria lá fora a digladiar-se com o monstro do bafo gélido, enquanto ela serpenteava os dedos ao som da chuva aquecida em busca do gemido, do bafo quente contra ao vidro do duche, queimado as gotículas que escorriam para o gargalo rendidas ao impacto de tamanho cobiço.
Ao espelho já espetava as longas pestanas negras e passava o batom, enquanto enfiava sem esforço os sapatos cetim grená que davam o toque de cor à silhueta asa de corvo. O único brinco que usava era um lustre de sala real, cintilava segredos, ocultava passados esplendecentes e agora radiaria caprichos iluminados ao estranho. Os cabelos molhados escreviam linhas na horizontal declarando no vestido brilhante intenções de ser despida e devorada... O som de um motor cansado anunciou chegada, descontrolada e altamente confeccionada não tivera tempo a mais retoques especiais. Tudo o que estava a mais, naquele desarrumo caos, passou a toque de pontapé, limpando as tábuas corridas daquele palheiro, para debaixo da cama virgem, ocultaram-se, refugiaram-se para dar lugar ao que seria palco da peça a estrear.
A voz brasileira da miúda do GPS indicava-lhe o caminho, parecia que ela estava mais à deriva do que ele.
Entardecia, subia a montanha com o carro em esforço e já no cume apresentou-se-lhe o monstro da montanha que respirava certamente de boca aberta, nublando o caminho, desenhando uma névoa com bico de aparo largo no pára-brisas do seu veiculo, um pouco assustador, mas tão excitante de a saber mais próximo...
Ansiava chegar, pela viagem acompanhava-lhe a ideia de se seria uma foda divina, esse pensamento aquecia-lhe a alma e acalmava-lhe a pele eriçada, influenciada pelo manómetro do carro que declarava menos 2 graus.
Apesar da pressa do chegar, via-se obrigado a abrandar, o nevoeiro acentuava-se, um manto imaculado quase opaco ocultava-lhe o caminho. Imaginava-a assim, branca leitosa, suavemente cheirosa, apetecível adocicada. Os seus cabelos seriam finos e suaves, leves de cor de avelã e os seus olhos, esses, imaginava-os azeitonas verdes caídos da árvore por esforço de uma vara. O pensamento rolava-lhe, mas as rodas, essas travaram, não conseguia mais avançar.
Era o inicio do anoitecer, parou onde estava, saiu do carro e enrolou um cigarro apressado pelas mãos que se lhe engessavam pelo frio, acendeu-o e deu um travo profundo, quase o fumou num segundo e soprou, um sopro infindo, maior que a do mostro da montanha. E contemplou, admirou o fumo do cigarro a rodopiar na aragem gélida enlaçando-se ao nevoeiro cerrado, enroscaram-se e beijaram-se, enamoraram-se, deram as mãos e seguiram caminho, soprados pelo vento suave. Sorriu, e viu-se ali, parado, sem enxergar vislumbre, acompanhado pela voz da brasileira que ecoava dentro do carro, “próxima saída à direita”, “próxima saída à...”
Entrou no carro, estava acolhedor, sentiu a sola dos pés a aquecerem lentamente e confiante acreditou que seria capaz com a ajuda da falante, “saia na saída”, virou às cegas, dentro do peito um palpitar agitou-se, um nervosismo hilariante invadira a sua impaciência, esfregava os olhos em jeito de quem cegar vendo nada. Avançou, guiado fortemente pela vontade, pelo desejo de a ter em braços... e o coração era assaltado, numa dúvida vertiginosa, seria apetitosa?
Cabra, quero alugar-te. Vou-te fazer uma proposta que não podes recusar. No entanto peço que revejas o teu anuncio, em vez de "tiro foto", quero "tiramos fotos juntos". P.S.: Não dispenso que me digas "Amo-te" VICIADO Viciado, como me fazes feliz, dada a crise estou mesmo necessitada!!! Aceito! e até como alento te digo duas vezes AMO-TE! Manda a proposta para o meu mail! Feliz Natal e lá nos encontramos... no reivellon???!!! Cabra Branca
...estou aqui, sempre estive, aqui escrevo à espera que me escutes como a uma voz falada. Palavra, palavras, para quê? Tanta palavra, tantas vezes, tantos loopings avançados. Estou aqui, sempre estive, escrevo à espera de que não me falte palavra. Choro e paro, choro por mim, por ti e por todos os que se julgam no dom delas. Palavra? Palavras falhadas, as mais de mil pronunciadas, foram zeros segredados, secretos amaldiçoados, levianas essas tantas vezes faladas. Conta-me sem elas, balança o teu corpo em gestos pré-anunciados, desenha lábios num infinito muro. Palavras? Manifesto contra elas, essas ingratas choronas, palavras babadas, palavras amadas, sim, so often... estou aqui, sempre estive, aqui estou, aqui fico, aqui escrevo as ditas palavras julgadas caber, tantas vezes coladas, tantas vezes elevadas. Palavras? Tão aborrecidas, tão amargamente apodrecidas.
E és “só” uma em tantas. Em tantas que vi ou no meio de tantas, pedaços de ti vi. Passas por mim, trespassas-me, assaltas-me, atropelas-me e viras-me do avesso, desorganizas, desorientas-me, tiras-me o tapete e olho... Vejo tantas, podes ser tantas, em cada uma vislumbro retalhos de ti. Vira-te! Não, não és tu! Tu também não! Céus... mas onde estão os olhos que me matam, que me fulminam e fazem voar? Viajo no rubor da tua face, fazes-me provar e sugar os lábios avolumados que me soltam arrepios, que me libertam desta indiferença, deste marasmo. Mostra-te-me! Preciso-te! Não te quero em tantas, tu que és aquela no meio de tantas! És minha! És aquela... assume-te e deixa-te cair nos meus braços! Vira-te, anda, agarra-me! Não és assim tantas, és enfim só uma. E hoje é noite de lua cheia.
E com esta pequena história fui votada para a final do primeiro concurso LGBT, lançado pelo dedicadíssimo Sad eyes do blog good friends are hard to find.AQUI
Espero que gostem
Atenciosamente,
Bianca
Uma estrela num barco de pedra
A mãe gritara, chamava-a ecoando uma voz branda, vinda do piso inferior... Ivoneeeeee, vem à porta, anda, é a tua coleguinha da escola, ela chegou!
Criança remexida, Ivone intempestiva e inesperada saltou da cama, correu para as escadas. O rabo pelo corrimão deslizou... mas em tamanha excitação deu embate ao desequilíbrio, ninguém calcularia, a frio no chão caía. Ivone paralisaria.
Rita à chegada fora assaltada, a sua amiga ali no chão estava, as lágrimas já ninguém as segurava e a sirena da ambulância assim chegava.
Vinte anos passaram, Ivone sentada ao lado da janela, ali estava, numa casa rasa que lhe servia, não tempestades, ali não as havia e tocadelas de campainha raramente acontecia. Ivone de olhar meigo e perdido, fitava as poças de água de lá de fora, pensava como uma simples pinga de choro as agitaria, mas lágrimas já não escorriam e um pé sim, esse as sacudiria. A campainha tocou, a cadeira rolou até à porta que destrancou. Era a Rita, ela chegou. Falar não falou, sorriu, como sempre um sorriso terno que atrás de si a porta fechou, a colo Ivone içou, pelo corredor a levou e já no quarto a deitou. Rita desnudou-a com meiguice, tocou, acariciou e beijou, despiu Ivone com jeitos de anseio e em desejos elevou. Ivone, os olhos fechou e um longo e afável prazer inspirou.
Para? Para me sentar no teu longo sofá ou deitar no infinito soalho dessa tua sala?
Não ouves a música tocar? chiuuuu... Não te apetece dançar?
Hoje não danço. Hoje não sei que dia é, não sei se o nevoeiro levanta ou o sol se esconde na fumaça da tua confusão. Esta cabeça onde dizes morar levita com este nevoeiro. Está nevoeiro?
Não me apetece sair daqui. Não quero pedir-te que saias de mim, não quero ir lá fora, daqui não vejo nevoeiro, nem te sinto a levitar, sinto-te na pele, sinto-te o respirar como se estivesses mesmo aqui atrás de mim... encostada a mim. Está nevoeiro?
Está nevoeiro! Não vês? Deita, deita-te aqui, enrosca, puxa os lençóis, anda, vem, vem e fica! Porque tens de oferecer resistência é só um nevoeiro! Luta, contra essa incógnita cabrona! Vais deixar que ela te vença? Certamente há guerras com pretensões mais nobres! Dá-lhe, dá-lhe!!! Dá-me!
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Depois de um Janeiro de horror e depressivo, o mês de Fevereiro tem sido
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*Pai Natal:* Tu outra vez?!? Nem mais um passo ou atiço-te as renas!
*Rafeiro: *Calma, Pai Natal, vim em paz, acredita.
*Pai Natal...
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imagem de FrozenYearning
E se não chegares lá?
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Ainda há vontade?
Ainda há, de verdade?
Há?
Não se po...
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