terça-feira, 17 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Ra(e)lações

Relações
O diagnóstico para estes sintomas - que incluem rubor, sonhar acordado e fluxo de sangue no órgão sexual - pode simplesmente ser uma Paixão. A Paixão, ao contrário do Amor, surge intensa e pode ter a esperança de vida de uma simples febre. Se a doença não definhar, os sintomas evoluem. Pior: agravam-se. Desejos de monogamia, tolerância ao hálito matinal e aceitação de que aquela perfeição ambulante é, afinal, imperfeita. Fomos dominados pelo Amor. Normalmente, esta patologia surge quando temos do outro uma visão mais real e menos fantasiosa. Enquanto que a Paixão estimula o nosso lado egoísta e deliciosamente nos desgasta, o amor suprime o Eu e obriga-nos a tornar prioritário o bem-estar do Outro. Uma obrigação inebriante que assumimos de bom grado. O que eu não esperava era que, nesta evolução de estados, surgisse um segundo efeito secundário. A Saudade.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Atentos :)

“ESCOLA DO SEXO” ENSINA CASAIS A OBTER PRAZER
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
aqui é demais para ti…
Hoje deu-me vontade de voltar a explorar! Em 2009 escrevi uns post´s num outro blog, agora e aqui, neste espaço que poucos ou muitos (mas sem dúvida bons) me seguem, exponho com algumas adaptações. O género não muda, a atitude sim, essa é a prova do crescimento, a razão de que o futuro não é mais que nosso amigo.
Nada nem ninguém é irrepreensível, naturalmente temos agregado a nós a pudica falta de dignidade da verdade, tão mais fácil emaranhar por outras predisposições. Não me isento de nada, tal como também não provo ser infalível. Sou mais uma no meio de todos, e todos criamos e recriamos imbecilidades. Tal como sou crente de que nem sempre a verdade é a razão de tudo, porque nada é perfeito, nem mesma a imensidão da verdade, e o que é uma imensidão? Redigo que antes a mentira que sabe levar a vida a viver mais um dia feliz, porque a mentira nem em tudo é sinónimo de falsidade! O egoísmo? Falemos do egoísmo, antónimo de altruísmo, estranho não?
“As disposições humanas inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros naturalmente, o homem pode ser - e é - bom e generoso naturalmente sem necessidade de intervenções sobrenaturais ou divinas.”
Este conceito opõe-se, portanto, ao que vos falo hoje, a verdade, o egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais.
Julgar os outros? Não! Faço créditos, constantes juízos de valor à minha pessoa, isso sim, ao meu individual, anteriormente condenado ao desapego, à minha falta de vinculo pela veneração aos mais fortes ou mais importantes, mas nunca, nunca manifestei ausência de bondade! E agora com bondade a mim trabalho-me para ser diferente nesta vida, na alma que povoa hoje nesta urbe frenética, onde tudo é ao sabor do descartável, nunca estamos bem, sentimo-nos sempre descompensados, somos uns eternos insatisfeitos! E infelizmente não sou diferente dos demais, mas tento, e tento e tentarei sempre contrariar o mais do mesmo.
Assim, não posso admitir a falta de dignidade e de respeito. E então não me peçam desculpa, porque desculparei! Dá-me então! Agora sou eu a Egoísta! Dá-me as paixões, os amores, as amizades. Dá-me tudo então, tudo só para mim! Assalta o meu coração.
sábado, 7 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Aluguer Viciante...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Rapariga Standby 3
Bateu sem ritmo, um descompasso a nó de mão glacial, o desconhecido tremendo fazia-se anunciar. Ela inspirou forte, lançou os fios de cabelos para trás das costas e fechou por momentos os olhos. Abriu a porta devagar para não se atraiçoar na pressa. Ele e Ela, olhos de regalo ao primário mirar. Respirar oprimo, partilharam o impulso num olá profundo, os sorrisos iluminaram-se, ele a contemplou, a um Miró a emoldurou, ela o admirou ao som de If I ever lose my faith in you, cantado a Sting. Entrou com afogo, agitado por dentro, constrangido por fora, um medo terrível de errar preencheu-lhe a intenção. Achou que falar do frio seria um excelente começo, mas percebeu o crasso, qual frio, queria no fundo abanar-se pelo calor que lhe subia pelo peito, pelas costas até à nuca, onde se sentiu suar, ela era linda e continuava sorridente, um sorriso anexo a um olhar mortífero que o atrapalhava. Vislumbrava-a altiva, segura e mordaz, aquela atitude percebera-se ao vê-lo inseguro, ele se desmembrou, não sabia se haveria de esconder as mãos ou mesmo todos os membros. Acalmou a ansiedade na oferta de um copo de vinho tinto. A cada trago de Poeira Douro relaxava pressentimentos e a conversa fluíra.
Sentaram-se na meticulosa mesa preparada, ao repasto atiçaram papilas, degustaram sabores e palavras ornamentadas e já no sofá prolongaram sinónimos e antónimos de quem escaldantes desejos tem. Enrolaram-se ali mesmo, naquele sofá rato, beijaram-se sôfregos, atrapalharam-se na mistura lasciva de tenções há muito aguardadas e caíram no chão que nem dois troncos cortados pela força de um machado. Iniciou o embuste aos trajes já repuxados e frouxos, lassos por tamanhos amassos, arrojaram os corpos sedentos pelas tábuas envernizadas e sucumbiram-se na larga cama de lençóis tenros. E beijaram-se sem tempo, sem termino imposto, beijaram-se, decaparam a saliva as peles pantanosas, beijaram-se e beberam-se, encharcaram-se de tesão na intenção do cume supremo... Mas não, não passou da confirmação, do susto que se previa, nada acontecia, ele não conseguia, a cama ali se perdia, morto ficou, vivo não voltou, transfigurou, sobre o ar de graça abatera-se a desgraça, sem graça alguma ela moralizou, haveria razões que a própria razão armada a certa desconhecia.
Lamentaram, levantaram esteira, sem eira nem beira. Talvez, quem sabe, talvez um outro dia.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Rapariga Stanby 2
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Rapariga Standby
A voz brasileira da miúda do GPS indicava-lhe o caminho, parecia que ela estava mais à deriva do que ele.
Entardecia, subia a montanha com o carro em esforço e já no cume apresentou-se-lhe o monstro da montanha que respirava certamente de boca aberta, nublando o caminho, desenhando uma névoa com bico de aparo largo no pára-brisas do seu veiculo, um pouco assustador, mas tão excitante de a saber mais próximo...
Ansiava chegar, pela viagem acompanhava-lhe a ideia de se seria uma foda divina, esse pensamento aquecia-lhe a alma e acalmava-lhe a pele eriçada, influenciada pelo manómetro do carro que declarava menos 2 graus.
Apesar da pressa do chegar, via-se obrigado a abrandar, o nevoeiro acentuava-se, um manto imaculado quase opaco ocultava-lhe o caminho. Imaginava-a assim, branca leitosa, suavemente cheirosa, apetecível adocicada. Os seus cabelos seriam finos e suaves, leves de cor de avelã e os seus olhos, esses, imaginava-os azeitonas verdes caídos da árvore por esforço de uma vara. O pensamento rolava-lhe, mas as rodas, essas travaram, não conseguia mais avançar.
Era o inicio do anoitecer, parou onde estava, saiu do carro e enrolou um cigarro apressado pelas mãos que se lhe engessavam pelo frio, acendeu-o e deu um travo profundo, quase o fumou num segundo e soprou, um sopro infindo, maior que a do mostro da montanha. E contemplou, admirou o fumo do cigarro a rodopiar na aragem gélida enlaçando-se ao nevoeiro cerrado, enroscaram-se e beijaram-se, enamoraram-se, deram as mãos e seguiram caminho, soprados pelo vento suave. Sorriu, e viu-se ali, parado, sem enxergar vislumbre, acompanhado pela voz da brasileira que ecoava dentro do carro, “próxima saída à direita”, “próxima saída à...”
Entrou no carro, estava acolhedor, sentiu a sola dos pés a aquecerem lentamente e confiante acreditou que seria capaz com a ajuda da falante, “saia na saída”, virou às cegas, dentro do peito um palpitar agitou-se, um nervosismo hilariante invadira a sua impaciência, esfregava os olhos em jeito de quem cegar vendo nada. Avançou, guiado fortemente pela vontade, pelo desejo de a ter em braços... e o coração era assaltado, numa dúvida vertiginosa, seria apetitosa?
(Cont.)
domingo, 25 de dezembro de 2011
Quem Se Perdeu?
sábado, 24 de dezembro de 2011
Alugada!
Vou-te fazer uma proposta que não podes recusar.
No entanto peço que revejas o teu anuncio, em vez de "tiro foto", quero "tiramos fotos juntos".
P.S.: Não dispenso que me digas "Amo-te"
VICIADO
Viciado, como me fazes feliz, dada a crise estou mesmo necessitada!!! Aceito! e até como alento te digo duas vezes AMO-TE!Manda a proposta para o meu mail!
Feliz Natal e lá nos encontramos... no reivellon???!!!
Cabra Branca
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
deixa que o beijo dure
Acordo com esta música...
Cantarolei-a durante o dia,
E voltou a mim ao pestanejar em direção ao sono,
E por que razão?
Calma...
não somos mais que uma gota de luz
tudo está em calma
deixa que o tempo cure
deixa que a alma tenha a mesma idade que a idade do céu...
Deixa que o tempo cure e o beijo perdure
Calma...
É com esta dimensão de infinito que adormeço em gracejo de Deus.
Cyclone
sábado, 10 de dezembro de 2011
Às tantas
Em tantas que vi ou no meio de tantas, pedaços de ti vi. Passas por mim, trespassas-me, assaltas-me, atropelas-me e viras-me do avesso, desorganizas, desorientas-me, tiras-me o tapete e olho... Vejo tantas, podes ser tantas, em cada uma vislumbro retalhos de ti. Vira-te! Não, não és tu! Tu também não! Céus... mas onde estão os olhos que me matam, que me fulminam e fazem voar?
Viajo no rubor da tua face, fazes-me provar e sugar os lábios avolumados que me soltam arrepios, que me libertam desta indiferença, deste marasmo. Mostra-te-me!
Preciso-te! Não te quero em tantas, tu que és aquela no meio de tantas! És minha! És aquela... assume-te e deixa-te cair nos meus braços! Vira-te, anda, agarra-me! Não és assim tantas, és enfim só uma.
E hoje é noite de lua cheia.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Uma estrela num barco de pedra
E com esta pequena história fui votada para a final do primeiro concurso LGBT, lançado pelo dedicadíssimo Sad eyes do blog good friends are hard to find.AQUI
Espero que gostem
Atenciosamente,
Bianca

domingo, 4 de dezembro de 2011
Onde moras?

Plateau
Uma deusa no topo de uma montanha
estava queimando como uma chama de prata
o topo da beleza no amor
e Vénus era seu nome
Ela teve isso...
sim, baby, ela teve isso
Bem, eu sou sua Vénus, eu estou no seu fogo
No seu desejo
Sua arma eram seus olhos de cristal
Fazendo todo homem louco
Negra como uma noite escura
Ela teve o que ninguém mais teve
Ela teve isso...
sim, baby, ela teve isso
Bem, eu sou sua Vénus, eu estou no seu fogo
No seu desejo
E assim me fartei de dançar no Plateau, há tanto que não dançava tão bem!!! Coisas...
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
fá-la Dançar
Recorda-te ao entardecer, quando galgavas lances de escada, degrau atrás de degrau, uma subida perpetua, sonhando naquele abraço apertado, dançando em beijos trocados, tocando ao som de afagos, perdias-te nela.
Falavas-lhe calado no balanço dos corpos, enrolavas os dedos em demorados cabelos, desnorteavas-te no embalo nela e ela achava-se em ti, quando lhe sussurravas a beleza, veneravas-lhe o corpo e a beijavas mais de mil vezes. Dançavas e ainda danças, dançavas e dançarás sempre naquele escurecer. Dançavas a dança do querer, desaparecias no tempo, deixavas outras portas de afecto e alcançavas desejos ansiados tatuados nos teus dedos. Dançavam e dançaram agarrados na músicas do que é.
Quem soube não foi só quem subia e quem estava na subida, sabe o chão encerado, onde as solas gravaram LPs de paixão.
Ela dança, dança agora na tua cabeça. Tu danças as danças da mudanças. Dança, dançou o que o ensejo elevou. E a dança ficou. A dança que te recorda no amanhecer.
domingo, 27 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Assusta!?
“Aos 20 a mulher tem espinhas, aos 40 tem pintas, encantadoras trilhas de pintas, que só sabem mesmo onde terminam, uns poucos e sortudos escolhidos. Sim, aos 20 a mulher é escolhida, aos 40 é ela quem escolhe. (...)Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exacta. A mulher aos 40, mais do que aos 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome.
Aos 40, ela é mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa, menos estabanada. Até seus dentes parecem mais claros. Seus lábios, mais reluzentes. Sua saliva, mais potável.. e o brilho da pele não é o da oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade. Aos 20 ela rói unhas, aos 40 constrói para si mãos perfeitas. (...)
O que mais assusta é que nenhuma mulher lhe vai perguntar o que está a sonhar, pois são só sonhos e isso não a preocupa...” Filipe Veríssimo
O sonho comanda a vida, escreveu Fernando Pessoa, um eterno adolescente com uma personalidade original, incondicional romântico que criou e recriou um mundo próprio, num espírito rico e paradoxal que não se podia resumir a uma só personalidade.
Aos 20 as mulheres, ao lado deles, querem sonhar com eles, crescer com eles, aventurarem-se com eles, descobrir mundos com eles. Aos 30, temem pelos sonhos deles, duvidam dos compromissos deles, detestam as certezas concretas deles, abominam a julgada maturidade deles. Aos 35, confirmam a veracidade dos sonhos deles, embasbacam com a força de vontade eles, empalidecem com as acções deles, fervem roxas de raiva das afirmações deles. Aos 40, não ligam e muito menos questionam os sonhos deles, lá querem saber se aos domingos pela fresca andam de bicicleta cumprindo um estilo de vida saudável, desde que na noite de Sábado lhes dêem de jantar fora de portas e as comam dentro de portas! Se vão gastar um balúrdio de guito num bilhete pró futebol, se as encantarem no dia seguinte com a ida ao teatro, se vão para uma noitada de copos ou jogar poker a pagantes, se lhes ofertarem um fim-de-semana numa escapadinha cá dentro, ou lá fora, é preciso é escapar! Mas aos 40, aos 40 quem é a mulher que quer pagar o preço de sonhar o sonho deles aos 50?
Meu amigo Filipe, obrigada por tão acarinhado post.












