
domingo, 20 de novembro de 2011
Olh(ando)

terça-feira, 15 de novembro de 2011
Fico

domingo, 13 de novembro de 2011
em ti and I
E dispo, tiro cada peça de roupa fedenta a tabaco. Nua, a água corre quente pelos meus cabelos encontrando um corpo bebido. Abraças-me e sinto-te no meu pensamento, as gotas dão-me beijos quentes, beijo-te beijando a água que escorrega pela face e descobre os meus lábios. Fecho os olhos e olho-te, céus e como me olhas... estavas online. O que te faria? Queria-te debaixo desta chuva aquecida, segredar-te-ia o imprevisto do impossível , e tu conseguirias transpô-lo por mim, roçando na demência do descuido dos teus lábios nos meus, e percorrerias terras de mim, altearias conquistas de guerra em toda a minha extensão, e beijarias o beijo da água que já vai em cascata entre os meus seios, encontrando a foz do aceso de mim. E faço-me diva da água de cano, fantasio na minha igual demência, e é tão bom por parecer verdade.
Deito-me, recebo-te, envolvo-me nos teus braços fortes, sinto-me segura na ponta da corda. Adormeço, acordo, sentada na tua corda segura, aninhada nela, tacteio a teia da tua pele, o corpo que te assiste como a Júpiter e fito-te de pujança, suspiro e respiro, suspiro aconchego... Não quero acordar...
E eu acredito em ti e em mim porque somos o sonho, a fantasia, o desejo devaneio, o nosso desatino desassossego.
sábado, 12 de novembro de 2011
Candidatos a Martinhos

Neste dia de São Martinho ia bem beber um copinho? Alguém quer ir? Candidatos esperam-se.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Beijo dorme-nte
Anda, sai da minha cama! Deixa-me dormir que eu não te quero! Sai!
Que estás a fazer? Volta! Não me aqueças e arrefeças. Segura-me mas não me agarres... chega-te a mim mas não te encostes... Toca-me mas não me prendas... Prende-me mas não te enlaces... Tu não podes... Não deves... Eu não quero! Apetece-me mas não posso... posso mas não devo...
Envolve-me, segura-me, aperta-me, encaixa-te, oferece-me os teus lábios, toca-me, estimula-me, provoca-me... segue-me no sonho que eu ilumino o caminho...
Deixa(s)-me dormir!?
domingo, 6 de novembro de 2011
VOU MANdar!
AQUI ESTÃO AS REGRAS
sábado, 5 de novembro de 2011
Hop on Hope
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Once Upon A Time
Antónia por cima do teclado adormecia a sua sobrancelha no Delete tocaria.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
chato
- Chato..., Lucília, estou aqui a pensar...- Em que pensas?
- Então, já batemos a tanta porta...
- É só doces, não é ? Então é bem bom, ou menos mal... Tu querias travessuras, certo?!
- Não.
- Não !?
- Não ligo...
- ...?
- Queria mesmo era sentir o sabor desta bola de neve que estou a chupar, já não têm o mesmo gosto de quando éramos miúdas! Que aborrecido...
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Dia dos vivos

quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Insaciavel
Isilda Conceição Bernardo da vila Ruas, filha de gente de bem, no jardim do solar de sua Avó, Bernardete Assunção Celeste Casais da Vila, fumava mais um de muitos cigarros roubados de seu Avô, José da Vila, estando este sempre demolhado nos melhores blended Whiskys do mundo, pouco dava falta numérica na prezada caixa de prata repousada sobre a secretaria Luís XV da particular biblioteca.- Glória, vá, fume este cigarrinho a meias!
- Mas, mas..., Isildinha você sabe que eu sou asmática!
- GLÓRIA FUME!!!
E sem mais desculpas Gloria fumava e cantava se solicitada, ainda que cantasse que nem uma coruja-barraqueira, dançava que nem uma gorda bêbeda e fazia de dama, dama de companhia a Isildinha mimada.
Certo dia de inverno frio e chuvoso as raparigas não podiam desbravar relva no jardim, assim recolheram-se ao quarto, ocultamente debaixo da alta cama de Isildinha. O fundo da cama estava forrado a desenhos, bocados de papel de embrulho, pastilhas elásticas mastigadas, recortes de jornais e revistas da moda, desejos escritos de "quando for mais velha", enfim, uma panóplia de colagens estonteantes. Ali estavam elas, liam um drama erótico, O último tango em Paris.
– Glória, gosto do imaginário de Bertolucci, esta coisa da vontade sexual por mulheres desconhecidas...
- Sim Isildinha, realmente é empolgante... (Glória inquieta no que dali viria)
- Podíamos ensaiar! Isilda empolgada, excitada com cenas que visionava no seu luxuoso imaginário.
- Ensaiar?!? Retorquiu Glória
- Aí Glória você é uma lesma pensante! Então você é a desconhecida e eu vou engata-la de forma a termos relações sexuais!
Glória empalidecera.
– Mas Isildinha acabo morta?
Isilda fechou o livro, enfadada responde à filha do motorista,
– Não sua pateta! Bem sabe que não gosto de finais trágicos! DISPA-SE! ACÇÃO!
Glória sem mais cogitações despiu-se apressada e fitou a imagem recortada de Bo Derek, nua em cima do cavalo, colada mesmo diante a seus olhos. Isildinha acompanhou no desnudar desvendando mais uma langerie do tempo em que sua avó tinha umas 20 primaveras.
Como era mais magra que Glória, por determinação montou-se no corpo voluptuoso de Glória que ficara mumificado de olhos esbugalhados na Bo Derek em esplendor domando o macho. Isildinha ensandecida no deleito daquele roliço corpo, remexia-se como louca. O suor nascia em pequenas gotículas no rosto de Glória que não despregava olho da Bo, e aquele ruçanço tornou-se magno, profano de bom sabor.
Glória desejou depois, mais de mil dias chuvosos e frios.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
devoluta carta
terça-feira, 18 de outubro de 2011
lost
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Textil do amor
Obrigatório, isso mesmo, seria obrigatório e de lei as pessoas possuírem uma etiqueta informativa, como a conhecemos em toda a peça textil, de uma qualquer forma ou feitio mas imperiosamente visível. Compreensível a qualquer criatura, uma etiqueta legível em várias línguas, ilustrada a preguiçosos, braille a cegos, debruada a linha reflectora para inesperados encontros nocturnos. Não amassar, não atrofiar, não descuidar, não mimar, não desacreditar, não evitar, não saturar... Magicamente documentada sairia esse almejado post-it pelas traseiras da testa, elucidando os leigos, os caídos numa carência esperançada, embrulhados em viagens ridículas, confusas e tolas. Evitando-se tais frágeis e dóceis encantos por esses “desetiquetados”. Prevenindo-se almejar erros de estado confundidos por pequenas posturas desses “desacatalogados”. Assinalados, defendiam-se assim heroicamente os nossos coraçãos, almas, o corpo todo dessa navegação colossal por histórias de final feliz. terça-feira, 19 de julho de 2011
Ao Bairro
A frase dançava-lhe na cabeça, a gargalhada não é um sentimento, gargalha aparente, provida ou não de razão, por algum agrado ou enfadonho sentimento, ouvira alguém dizer, a gargalhada não é um sentimento...À hora marcada Renata tocava-lhe à porta, e sem grande demora já à mesa se apresentava o repasto, o de sempre, ostentado em ilustre wook carregado de massas finas e tricolores legumes, um já clássico de sucesso naquela mesa de amigo. Sentiam-se tão bem acompanhados, preenchidos por tão boas conversas. O tempo era veloz passava entre o dueto de voz.
Subiram ao Bairro Alto, aquecidos pelo Gatão rosé, o destino, o de sempre, fazia já parte da noite pararem no bar dos melhores mojitos. O Bairro? no contexto de sempre, as mesmas ruas húmidas, os mesmos cheiros e barulhos, os mesmos olhares e os mesmos engates de sempre. O Bairro, uma novela, não tão previsível. O Bairro, ali está, ao fio da meada, onde a gargalhada não é sentimento, não é indiferente, é sim acontecimento.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Pólen

quarta-feira, 9 de março de 2011
Sabes a café

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Geni e o Zepelim
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada.
O seu corpo é dos errantes,
Dos cegos, dos retirantes;
É de quem não tem mais nada.
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina,
Atrás do tanque, no mato.
É a rainha dos detentos,
Das loucas, dos lazarentos,
Dos moleques do internato.
E também vai amiúde
Co'os os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir.
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir:
"Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!"
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante,
Um enorme zepelim.
Pairou sobre os edifícios,
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim.
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia,
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo: "Mudei de idéia!
Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniqüidade,
Resolvi tudo explodir,
Mas posso evitar o drama
Se aquela formosa dama
Esta noite me servir".
Essa dama era Geni!
Mas não pode ser Geni!
Ela é feita pra apanhar;
Ela é boa de cuspir;
Ela dá pra qualquer um;
Maldita Geni!
Mas de fato, logo ela,
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro.
O guerreiro tão vistoso,
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro.
Acontece que a donzela
(E isso era segredo dela),
Também tinha seus caprichos
E ao deitar com homem tão nobre,
Tão cheirando a brilho e a cobre,
Preferia amar com os bichos.
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão:
O prefeito de joelhos,
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão.
Vai com ele, vai Geni!
Vai com ele, vai Geni!
Você pode nos salvar!
Você vai nos redimir!
Você dá pra qualquer um!
Bendita Geni!
Foram tantos os pedidos,
Tão sinceros, tão sentidos,
Que ela dominou seu asco.
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco.
Ele fez tanta sujeira,
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado.
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir,
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir:
"Joga pedra na Geni!
Joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
estranha

Virou-lhe as costas, depois de fechar a falsa pouchet louis vuitton. Nada mais ali se servia. Ao fim de dúzia de passos, Lia percebera que ele não viera atrás e então sentiu liberdade a inspirar forte, encheu os pulmões de ar tranquilo e soltou-o com maior licença.
Uma noite finda, uma igual a tantas outras, tantas foram que Lia perdera a noção. Naquele corpo navegaram mais tripulantes que os de Oasis of the Seas. Ela, indiferente, qualquer água turva servia, seria boa, pura e límpida para se lavar e esquecer o que em poucas horas se transformaria. Lia virou costas, encarou o dia. Alivio certo agora, a sua pouchete abria e dentro dela via, o maço de notas que ainda quente reluzia, a calma surgia.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
O amor não admite ilusões

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
A MiguelB e Sam Seaborn
obrigada,
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Descalça

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Despenteado
Um ritual milimétrico o pente passava pelos finos cabelos, pelas brilhantes sobrancelhas e ainda em retoque de mestre entre o bigode e a mosca que sublinhava o contorno dos lábios. Nenhum fio poderia estar desordenado. Um suave aroma a fresca alfazema vinda da roupa sabiamente engomada e vincada por mãos afectuosas. O guarda-chuva enlaçado no braço, preparava-se para sair sem antes cair em esquecimento a última mirada no espelho do antigo móvel do hall. Ali reflectia-se um homem alto, convicto, preparado para as tramas do dia. Assim bem penteado, engomado e perfumado, firmou-se na saída.
Ao abandonar o lar uma dúvida surgira-lhe, uma desconfortável incerteza, talvez uma falha de execução na sistemática preparação matinal. Atrasou a abertura da porta e recuou para um novo espreitar. A sua aparência parecia-lhe bem, no reflexo tudo confinava ao rigor. Ficou para trás a dúvida de tal ânsia e perseguiu ao que se propunha, abriu a porta sem hesitação e fechou-a com maior certeza. Desceu as escadas do seu primeiro andar e encontrou os raios de sol a brilharem no chão mármore do patamar, sorriu na segurança do encontro de um dia lindo, um dia digno de se amar. Alegrou-se, na certeza de encontrar o sublime, um solarengo sossego. Abriu a grande porta do prédio, seguro no luminoso dia, maravilhado e convicto.
Sem misericórdia, a um servo rigoroso, o vento despiu-o ali com pressa e sem perdão, não deu espaço sequer a uma retorção, um aterrador e maléfico sopro, um impiedoso vendaval o despreparou e desesperou, despenteou e desordenou e aquela agora imperfeita figura, lutou a dois braços para fechar a majestosa porta. Fechou-a. O ritmo cardíaco acelerado e o som do vento ainda arfava a seu ouvido... annhhhh, annhhh, anhhhhh ....amooorrrrrr, dá-me, dá-me annhhhh, sim, sim, dá-me...o coração tranquilizou, afinal era a Susana Tornado, ainda em lençóis com ela quente entre braços.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Desenhar letras
Está no forno, embora a lenha ainda húmida, vão chegar novos post´s
Beijo-vos.
CabraBranca







