terça-feira, 18 de outubro de 2011
lost
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Textil do amor
Obrigatório, isso mesmo, seria obrigatório e de lei as pessoas possuírem uma etiqueta informativa, como a conhecemos em toda a peça textil, de uma qualquer forma ou feitio mas imperiosamente visível. Compreensível a qualquer criatura, uma etiqueta legível em várias línguas, ilustrada a preguiçosos, braille a cegos, debruada a linha reflectora para inesperados encontros nocturnos. Não amassar, não atrofiar, não descuidar, não mimar, não desacreditar, não evitar, não saturar... Magicamente documentada sairia esse almejado post-it pelas traseiras da testa, elucidando os leigos, os caídos numa carência esperançada, embrulhados em viagens ridículas, confusas e tolas. Evitando-se tais frágeis e dóceis encantos por esses “desetiquetados”. Prevenindo-se almejar erros de estado confundidos por pequenas posturas desses “desacatalogados”. Assinalados, defendiam-se assim heroicamente os nossos coraçãos, almas, o corpo todo dessa navegação colossal por histórias de final feliz. terça-feira, 19 de julho de 2011
Ao Bairro
A frase dançava-lhe na cabeça, a gargalhada não é um sentimento, gargalha aparente, provida ou não de razão, por algum agrado ou enfadonho sentimento, ouvira alguém dizer, a gargalhada não é um sentimento...À hora marcada Renata tocava-lhe à porta, e sem grande demora já à mesa se apresentava o repasto, o de sempre, ostentado em ilustre wook carregado de massas finas e tricolores legumes, um já clássico de sucesso naquela mesa de amigo. Sentiam-se tão bem acompanhados, preenchidos por tão boas conversas. O tempo era veloz passava entre o dueto de voz.
Subiram ao Bairro Alto, aquecidos pelo Gatão rosé, o destino, o de sempre, fazia já parte da noite pararem no bar dos melhores mojitos. O Bairro? no contexto de sempre, as mesmas ruas húmidas, os mesmos cheiros e barulhos, os mesmos olhares e os mesmos engates de sempre. O Bairro, uma novela, não tão previsível. O Bairro, ali está, ao fio da meada, onde a gargalhada não é sentimento, não é indiferente, é sim acontecimento.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Pólen

quarta-feira, 9 de março de 2011
Sabes a café

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Geni e o Zepelim
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada.
O seu corpo é dos errantes,
Dos cegos, dos retirantes;
É de quem não tem mais nada.
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina,
Atrás do tanque, no mato.
É a rainha dos detentos,
Das loucas, dos lazarentos,
Dos moleques do internato.
E também vai amiúde
Co'os os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir.
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir:
"Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!"
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante,
Um enorme zepelim.
Pairou sobre os edifícios,
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim.
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia,
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo: "Mudei de idéia!
Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniqüidade,
Resolvi tudo explodir,
Mas posso evitar o drama
Se aquela formosa dama
Esta noite me servir".
Essa dama era Geni!
Mas não pode ser Geni!
Ela é feita pra apanhar;
Ela é boa de cuspir;
Ela dá pra qualquer um;
Maldita Geni!
Mas de fato, logo ela,
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro.
O guerreiro tão vistoso,
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro.
Acontece que a donzela
(E isso era segredo dela),
Também tinha seus caprichos
E ao deitar com homem tão nobre,
Tão cheirando a brilho e a cobre,
Preferia amar com os bichos.
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão:
O prefeito de joelhos,
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão.
Vai com ele, vai Geni!
Vai com ele, vai Geni!
Você pode nos salvar!
Você vai nos redimir!
Você dá pra qualquer um!
Bendita Geni!
Foram tantos os pedidos,
Tão sinceros, tão sentidos,
Que ela dominou seu asco.
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco.
Ele fez tanta sujeira,
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado.
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir,
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir:
"Joga pedra na Geni!
Joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
estranha

Virou-lhe as costas, depois de fechar a falsa pouchet louis vuitton. Nada mais ali se servia. Ao fim de dúzia de passos, Lia percebera que ele não viera atrás e então sentiu liberdade a inspirar forte, encheu os pulmões de ar tranquilo e soltou-o com maior licença.
Uma noite finda, uma igual a tantas outras, tantas foram que Lia perdera a noção. Naquele corpo navegaram mais tripulantes que os de Oasis of the Seas. Ela, indiferente, qualquer água turva servia, seria boa, pura e límpida para se lavar e esquecer o que em poucas horas se transformaria. Lia virou costas, encarou o dia. Alivio certo agora, a sua pouchete abria e dentro dela via, o maço de notas que ainda quente reluzia, a calma surgia.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
O amor não admite ilusões

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
A MiguelB e Sam Seaborn
obrigada,
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Descalça

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Despenteado
Um ritual milimétrico o pente passava pelos finos cabelos, pelas brilhantes sobrancelhas e ainda em retoque de mestre entre o bigode e a mosca que sublinhava o contorno dos lábios. Nenhum fio poderia estar desordenado. Um suave aroma a fresca alfazema vinda da roupa sabiamente engomada e vincada por mãos afectuosas. O guarda-chuva enlaçado no braço, preparava-se para sair sem antes cair em esquecimento a última mirada no espelho do antigo móvel do hall. Ali reflectia-se um homem alto, convicto, preparado para as tramas do dia. Assim bem penteado, engomado e perfumado, firmou-se na saída.
Ao abandonar o lar uma dúvida surgira-lhe, uma desconfortável incerteza, talvez uma falha de execução na sistemática preparação matinal. Atrasou a abertura da porta e recuou para um novo espreitar. A sua aparência parecia-lhe bem, no reflexo tudo confinava ao rigor. Ficou para trás a dúvida de tal ânsia e perseguiu ao que se propunha, abriu a porta sem hesitação e fechou-a com maior certeza. Desceu as escadas do seu primeiro andar e encontrou os raios de sol a brilharem no chão mármore do patamar, sorriu na segurança do encontro de um dia lindo, um dia digno de se amar. Alegrou-se, na certeza de encontrar o sublime, um solarengo sossego. Abriu a grande porta do prédio, seguro no luminoso dia, maravilhado e convicto.
Sem misericórdia, a um servo rigoroso, o vento despiu-o ali com pressa e sem perdão, não deu espaço sequer a uma retorção, um aterrador e maléfico sopro, um impiedoso vendaval o despreparou e desesperou, despenteou e desordenou e aquela agora imperfeita figura, lutou a dois braços para fechar a majestosa porta. Fechou-a. O ritmo cardíaco acelerado e o som do vento ainda arfava a seu ouvido... annhhhh, annhhh, anhhhhh ....amooorrrrrr, dá-me, dá-me annhhhh, sim, sim, dá-me...o coração tranquilizou, afinal era a Susana Tornado, ainda em lençóis com ela quente entre braços.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Desenhar letras
Está no forno, embora a lenha ainda húmida, vão chegar novos post´s
Beijo-vos.
CabraBranca
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Don´t SPEAK
domingo, 12 de dezembro de 2010
O filme de Estela
Mas como?! Tu não viste o mesmo que eu?
Vi estrelinha, vi… mas…
Então como não decifras tal como eu?
Não sei estrelinha, não sei… mas…
Como não sabes?! Hellooooooo vivemos no mesmo planetaaaaa, certooooo?
Sim estrelinha, vivemos sim… mas…
Mas? mas que MAS MANEL?!
Mas estrelinha, mas eu sou...
Tanso!!!! E enfia-me a estrelinha no... BOLSO MANEL, NO BOLSO!!!
Estela abandona o corredor do cinema espavorida. E uma nova estrela brilha ao fundo do túnel .
sábado, 11 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
“Batalhas findadas que tão nobre cavaleiro lutou. Tão longa cruzada penou, ansiando por o que suave e terno anoitecer alcançou. Sua dor apaziguou, o encanto chegou...”
Almofada
Roçava o rosto suavemente, cerrava com força os olhos sentindo-a, rodava o rosto enfiava o nariz cheirando-a, a ela, a pele dela. Foi no sonho que a encontrou. Um sonho de sonho, uma janela de amor. E não havia mais nada, ele a almofada. Elevou um pouco o rosto abraçou-a e suave a beijou.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
...F(ó)nix
......e

O amanhecer em nada era diferente dos anteriores. O sol acordava os pássaros nas árvores da cidade, cantavam em bando e agitavam as asas secando o orvalho da noite. Mais dois raios e o grande pássaro poisava no beiral da janela, bebericando as gotas de água esculpidas no vidro, umas pareciam-se a minúsculas ventosas, outras enchiam-se mais que a medida, transbordavam e escorregavam desenhando finos rios a desaguarem no beiral. E ele ali ficava, parado, o grande e gordo pássaro, com as suas patas encharcadas nas poças do beirado, os olhos berlindes negros, colados, mirantes sem melindre em sua Eva.
Como era suave o seu dormir, contemplava-a o grande pássaro, tão simples, doce e meiga, tão ténue e adorada. Viajava ali, sem dar a asas, imaginando o seu corpo roliço transpondo-se, infiltrando-se lá para dentro, para aquele quarto quente e odorante. E continuava picando suavemente o translúcido vidro, como quem mata a sede em gotículas abandonadas, esperançado mesmo que breve no acordar de sua amada.
E a donzela virou-se, o grande pássaro assustou-se, quase se baldou, mas somente cambaleou e logo se recompôs... que bela perna aquela que se destapou, amou, vagueou no deslize de sua asa por torneada perna ...quase desmaiou, mas se aguentou e a sua angelical não acordou, nem se levantou. O imenso pássaro suspirou, ainda assim animado deu às asas e dali voou. Consigo esvoaçou o que o encantou.
Outro amanhecer chegou, nada mudou, o sol acordou e ele poisou, esperou no beiral que sempre enamorou, parado no que nunca lhe escapou, o que desta mais uma vez se destapou.
sábado, 27 de novembro de 2010
Saqueado
Minha filha que despojaste?
Ai por Deus nem sei como contar, foi rápido, muito rápido, nem sei bem como aconteceu..
Mas minha filha mataste?
Talvez Senhor, talvez...
Sabes que estás aqui para confessar...
Não sei bem se confesso se contesto Senhor
...?
Não senti sirenes abalroarem...
Mas minha filha que saqueaste?
...Um beijo senhor
Um beijo no assalto?...
Não Senhor, um beijo de assalto!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
A retalho
Saía Osvaldo pela fresca, de mala apta seguia. O seu mercado dava-se de porta em porta entre suas promissoras Donas, eram nos pequenos almoços madrugadores, lancheiras e carícias maternais mais todos os compromissos matrimoniais, as super Donas da casa. Acabavam seus rituais matinais, despachando crias, enjeitando gravatas, desprendendo-se de seu posto.
A porta batia, a calma chegaria e os sorrisos abandonariam. Elas, elas ficavam ali, as Donas, para todas as outras correrias.
Osvaldo sabia, qual a hora certa seria. Bem apresentado batia à porta da Dona que se seguia. Sempre era bem recebido, bolinhos confeccionados, pouco açucarados em tabuleiros bordados. Entre chás ou cafés iniciava prezada confabulação fazendo agitar o coração. Vendia a retalho assuntos misteriosos, pequenos a grandes regalos. Era detalhado, explicito, assertivo Osvaldo, à altura de recônditas carências.
E como saberia que tamanho ideal? E com cores seria banal? Como vendedor sempre respondia, não sorria, respeitoso e digno Osvaldo, venda directa fazia!
A noite caia, às Damas apetecia, aos cavalheiros surpreendia, davam vazão à fantasia, davam razão a quem vendia.
domingo, 21 de novembro de 2010
Gelatina
Do lado de fora do refeitório, através da janela revestida a gotículas de chuva, contemplava-o, estava empenhado, romântico e feliz, dava colheres compassadas de sobremesa a ela. Não conseguia deixar de olhar, para ele e para ela. O frio aumentou-lhe o aperto no coração e apesar do agasalhado e das mãos enfiadas nos bolsos, esfriou, sentiu o corpo a tremer feito um caniço desamparado. E não conseguia deixar de olhar. Ontem não tinha sido assim, o passo entre o ser e estar dera-se à velocidade da luz, ontem estava ele ali, naquele mesmo lugar.
Era mais forte que ele, não desistia de olhar. Pelo vidro fixou-se nos lábios púrpura dela, que ampliaram-se na obsessão, eram grossos e sorridentes a lamberem os restes que lhe iam ficando perdidos a cada colherada de gelatina, lábios carnudos que o começaram a enjoar. Os nervos subiram de rompante, mal tivera tempo de deslocar o rosto despegando-o do envidraçado para vomitar a gelatina que tinha comido sozinho na fila do lado. O seu lugar de sempre estava agora ocupado. O seu lugar tinha sido tomado...
Envenenado pelo vómito limpou os lábios à manga, os olhos encharcados pela chuva fizeram-no entrar cego pelo refeitório, o gosto a azedo na boca acelerou-lhe o passo, como quem traga num sedento ódio. Só parou quando naquela boca gorda se misturou com a gelatina de amoras o sangue dela, daquela ladra que lhe roubava ali colheradas de seu amor por ele, o amor silenciado e desconhecedor do ele.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Segredo de Cris...tal

quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Super-pij.AMA man

... amiga tu nem calculas, um jantar gourmet, ambiente acolhedor e muito tentador, um excelente vinho tinto a convidar beber mais a cada gole dado, boa conversa acompanhada a música clássica de fundo ...céus, maravilhoso! Fomos para o hotel em brasa, uma arquitectura simples mas uma verdadeira pérola no meio da paisagem, o quarto uma perdição, charme, requinte e de muito bom gosto. Agora, amiga... eu, nua, deleitada sobre aquela nuvem branca a que chamam de cama délice... e o gajo sai-me do quarto de banho e apresentasse-me de PIJAMA!!!!???
- Que medo!
- Sabes aqueles pijamas que as avós oferecem entusiasticamente aos seus queridos netos em todas as noites de véspera de natal?
- Sei! Os que vêm dentro de uma caixinha com imagem de um patego de cabelos colados e risco ao lado, aperaltadíssimo dentro do seu maravilhoso e confortável pijama?
- Sim amiga, a morte amiga, a morte...
- E que fizeste?
- Acreditas que fugi!?
- Fugiste? Como assim? O gajo despiu-se e tinha uma verga gigante por baixo da calcinha de pijama?
- Não, nada disso, fui embora sem sequer me dar ao trabalho na explicação, horrendo! ...que falta de... ai sei lá, não quis ver mais miséria amiga. Estou frustrada, isso sim, é que este mês já é o segundo filme igual.
- Mas linda, vamos lá saber, vais para foder e ser bem fodida ou para assistir a uma passagem de modelos?
- ...
terça-feira, 16 de novembro de 2010
...........12

sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Menina da Era, já era...

Então diga-me, fale, conte-me de si, para que possa saber que tipo de casa lhe aconselhar. Camila intensamente interessada.
Luís gelou, aquele calor humano era-lhe longínquo sentimento, senti-o de relevo, relembro-o no olhar profundo de Camila, um contemplar que não lhe era original, era igual ao doce e empenhado olhar de Bia, aquando lhe desinfectava as feridas nos joelhos a água oxigenada. - Avó isso arde, avó?- Não meu Luís não arde quando é feito com amor... com amor não há ardor meu pequeno Luís. E Luís gelou, cerrou os olhos ao saber da água que lhe iria cair na ferida fresca. Sorriu de alivio e viu nascer uma pequena nuvem rosa. Não doeu avó, não doeu!
Luís permanecera de olhos cerrados.
Sr. Luís?
Abriu os olhos devagar, o volume dos seios de Camila ampliaram pela proximidade, o aroma a romã... Luís num sereno balbucio... não dói, não dói nada...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
SeloS









