Este pêlo branco

Aqui, nesta montanha batem os primeiros matinais raios de sol e quando este desce e se apresenta o luar tem-se a sensação de que nada se apresentou diferente do que já foi, do que é ou que poderá vir a ser. Não espere nada, nem deslumbramento nem desilusão, não é essa a brancura que se pretende.
Anseie o nulo para que atinja o supremo início do tudo de novo.
Muito gosto,
Cabra Branca.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Super-pij.AMA man

... amiga tu nem calculas, um jantar gourmet, ambiente acolhedor e muito tentador, um excelente vinho tinto a convidar beber mais a cada gole dado, boa conversa acompanhada a música clássica de fundo ...céus, maravilhoso! Fomos para o hotel em brasa, uma arquitectura simples mas uma verdadeira pérola no meio da paisagem, o quarto uma perdição, charme, requinte e de muito bom gosto. Agora, amiga... eu, nua, deleitada sobre aquela nuvem branca a que chamam de cama délice... e o gajo sai-me do quarto de banho e apresentasse-me de PIJAMA!!!!???

- Que medo!

- Sabes aqueles pijamas que as avós oferecem entusiasticamente aos seus queridos netos em todas as noites de véspera de natal?

- Sei! Os que vêm dentro de uma caixinha com imagem de um patego de cabelos colados e risco ao lado, aperaltadíssimo dentro do seu maravilhoso e confortável pijama?

- Sim amiga, a morte amiga, a morte...

- E que fizeste?

- Acreditas que fugi!?

- Fugiste? Como assim? O gajo despiu-se e tinha uma verga gigante por baixo da calcinha de pijama?

- Não, nada disso, fui embora sem sequer me dar ao trabalho na explicação, horrendo! ...que falta de... ai sei lá, não quis ver mais miséria amiga. Estou frustrada, isso sim, é que este mês já é o segundo filme igual.

- Mas linda, vamos lá saber, vais para foder e ser bem fodida ou para assistir a uma passagem de modelos?

- ...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

...........12

Suavemente, sem inquietude este Blogue perfez um ano.
Em berço, julguei-o bem, hoje de olhos postos nos meses passados diviso o embuste do que julgava vir a encontrar. Um ano, o que é um ano? Um ano escrito a não reconheço, a tinta incógnita de desconhecidos, merecedores talvez de mais do que foram vagas linhas de quem não sabe desacreditar.
Aqui tem tanto, aqui é tanto, tudo do nada que escrevi, mais um meu tudo, um meu nada. Influente do que falta, nascente do menos importante rio mas afluente das mais elevadas ligações, o olhar. Falta o OLHAR.
muitas das vezes são as nossas esperanças e não os nossos ódios que nos destroem e nos dividem.
Ainda assim sei te ver, a ti que me lês, que me comentas, que em mim crês. Sei te ver, ...mas falta, ainda assim falta o CONTEMPLAR.
Parabéns.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Menina da Era, já era...

Então diga-me, fale, conte-me de si, para que possa saber que tipo de casa lhe aconselhar. Camila intensamente interessada.

Luís gelou, aquele calor humano era-lhe longínquo sentimento, senti-o de relevo, relembro-o no olhar profundo de Camila, um contemplar que não lhe era original, era igual ao doce e empenhado olhar de Bia, aquando lhe desinfectava as feridas nos joelhos a água oxigenada. - Avó isso arde, avó?- Não meu Luís não arde quando é feito com amor... com amor não há ardor meu pequeno Luís. E Luís gelou, cerrou os olhos ao saber da água que lhe iria cair na ferida fresca. Sorriu de alivio e viu nascer uma pequena nuvem rosa. Não doeu avó, não doeu!

Luís permanecera de olhos cerrados.

Sr. Luís?

Abriu os olhos devagar, o volume dos seios de Camila ampliaram pela proximidade, o aroma a romã... Luís num sereno balbucio... não dói, não dói nada...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SeloS


Este blogue anda uma trampa! Ou a mentora dele… Ainda assim fui brindada, com dois maravilhosos selos, triste achar que nem sei “sê-lo” condigna. No entanto e apesar de tardar na resposta de agradecimento, quero oferecer não um selo mas sim um sorriso aberto de esperança de coisas nem pequenas ou grandes, mas sim reconfortantes. Com todo carinho deixo uma música para o Meu Lado B e à minha D.PutaSim.
Obrigada.
Cabra Branca

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Aqui é


Esse é o lugar.
Este onde estou, ou onde fui... lá é ténue, um outro jardim, onde as sementes são de cores diferentes, onde se quer nasce sem perceber a linha de atalho para o foi.
Fui lá e lá vi a árvore, diferente de árvore que sempre conheci. Alguém se esquecera dela por lá. Nesse lugar havia uma árvore, sem dor, sem cor. Quis subir-lhe ao topo, esperei pelo o vento mas nem uma rajada ajudou, a árvore sem ramos, sem cheiro a terra não deixou, não deixou... e por ela o meu tempo não trepou.
Este é o lugar.
Aqui é o lugar.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

20ª Consulta


Os EX-incluídos

Cara amiga Cabra,

Aqui vai o meu... nem sei como apelidar, não posso chamar inveja, porque não é isso. Como definir o desejo por só o que já não me pertence?

Divorciei-me para usufruir das melhores noites de sexo com o depois já meu ex-marido. E assim me recordo te ter enveredado por este desejo do após. Alinhando em sucessivos namoros expirados ao fim de um, dois meses para almejar noites escaldantes nas mais intensas delicias sexuais com os ex´s. Pode parecer estúpido ou mesmo sem lógica, mas é um real dilema que não consigo dispensar nem perceber a causa/origem.

Anseio que aceite este meu mail e opine desse seu jeito de Cabra afoita e sabida.

Diva

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Cara Diva, a minha opinião pode ser breve ou provavelmente obtusa! Que tal começar pelo fim? Isto se realmente quer soldar alguma relação, coisa que ficou imperceptível no seu mail. Quando digo, fim, refiro-me a intitular o seu novo parceiro sexual de ex qualquer coisa, se desta forma achar que alcança um melhorado empenho sexual. Crie uma personagem, imagine-o como o seu ex-dentista; ex-jardineiro; ex-colega ou de um ex-amante, isso, o seu actual ex-amante!

Talvez me diga que o problema é que não tem tesão pela novidade, mas sim pelo já conhecido e consumado. Aí julgo que a questão centra-se no seu à-vontade, depois já sem compromisso de esposa ou namorada, onde o seu papel já não tem de ser definido de “bem comportada”, e se dê na entrega da loucura, se solte dando largas a devaneios escondidos na carapaça de mulher modelo, ainda estereotipada pelo pensamento de alguns homens. Mas será que sim? Será que eles ainda querem o perfil de mulher certinha?

Querida Diva já a minha avó dizia, que uma mulher quer-se uma senhora na rua, e uma senhora puta na cama! Pense nisto, desta forma julgo que conseguirá alcançar melhores resultados no seu interesse sexual, tanto para si como para o seu companheiro, tornando a relação mais sólida e duradoura!

Escaldantes enlaces

Atenciosamente, Cabra.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Desasso*Cego

Quando me pus a pensar...

O pensamento é um gajo que nos deitar a baixo em segundos quando doloroso ou faz-nos sorrir em menos que isso aquando agradável. Tira-nos o sono nas maiores tusas de alegria ou nas mesmo que pequenas quedas de infelicidade. Interrogações, desespero nos dilemas de pensar é a morte! O pensamento cega a calma, desassossega o mais tranquilo estar! Onde se desliga?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Longo

Na orla, aprecio as outras idades. Tendencial para os pouco menores de 30 anos , convivo com eles, misturo-me e avalio as novidades. Estonteio no “está-se bem”, ou melhor “táss”, não importando se táss ou não táss ou que merda é essa de tássbem! Mas que se está? Grande parte desempregados com cursos sem certezas de nada!, qual tássbem!? Andam com passos lentos de andar cheios de tudo e vazios de nada, ofertam juventude, e?, e Táss... Decisões? Táss!, vontades? Táss!, amores de morna que pouco chega a escaldar! Táss!, amigos?, sempre novos, táss!, a família?, anda para lá, não chateia e táss!, o estar?, é estar-se TÁSS!!!

Viro o rosto, encaro nos meus de 30 a 40, “estou todo queimado!” ou melhor “cásetá”, cásetá talvez... a cabeça marcada de caroladas do não sei quê, um pouco de equilíbrio desequilibrado. Cásetá, consegue-se mais ou menos um emprego, com sorte dentro da área de formação. Relacionamentos amorosos, mais ou menos cásetá, com gosto a coisa vai, ou nem tanto, e ninguém se atura Cásetá! Acabam mamados da tola, desgaste de tanto tentar perceber ou pensar o que não funciona ou funcionou, quando se tem quase tudo para funcionar! Cásetá, num jogo de cintura até calibrar! Percebe-los?, népia! Divagam em abismos incógnitos de sentir! É o... indo CÁSETÁ!!!

Tombo entre os 40 a 50, nos “percebo, ...sei que” ou melhor “poisssssseiiiiiii”, arrastados no sabem tudo, percebem tudo, já viram tudo, sentiram tudo, compreendem tudo, divagam de tudo!!! Uma cultura perturbante do saber do sei tudo! A coisa com estes funciona quase sempre na boa ou na boa altura! Passaram na nesga da porta. A CEE foi a loucura das oportunidades, cursos remunerados à velocidade dos alcatrões espalhados. Poisssssseiiiii! a vida dos actuais 40tões quase que arrisco dizer que veleja pelos iates e hobbies de luxo. Fazem-se perceber que sabem viver! Os menos possuídos dentro dos BMW e os de mais bagulho nos seus SMART`s, porque é bem! Poissssseiiiii! Relacionamentos de fachada, mas bem enquadrados no guito, no que é bens materiais. Poisssssseiii! comem-se marinados em vinha de alhos e bugalhos, traições e outras coisas tais, mas eles vivem bem e elas de bem vivem! é POISSSS!!!!!SEIIII!!!!!

Escuto os 50 a 60, os “achava que” ou melhor “não sei de nada, não estou para isto!”, falar de quê? Os que foram os adolescentes e jovens dos cravos, que falam até vomitarem a alma e criam calos nos tímpanos dos outros. Deprimem-se no que foi e julgavam que iria ser... a reforma antecipada antes do berro e levem cada vez menos! Reforçam a ideia das vacas gordas, e das coisas pouco burocráticas. Não sei de nada, não estou para isto! Invejam os de menos idade e queriam saber o que sabem hoje! Não sei de nada, não estou para isto! foram os que abriram caminho em força de goela e agora sem força na verga, mergulham em azuis! Lutam por não ficar só, eles que rebentaram a escala no gráfico dos divórcios e agora NÃO SEI DE NADA, NÃO ESTOU PARA ISTO!!!!

Observo de perto os de 60 a 70, são os “coitados dos jovens” ou melhor os “Tssssssttt” quase colados aos Táss! Os Tssssssttt observam com olhos tristes os Tássbem, os cásetá, os poissssseiiii e ainda os não sei de nada, não estou para isso! A vida dos Tsssssttt foi vincada e apesar de observarem as ditas facilidades de hoje, percebem a falsidade da coisa, no que ainda se está pior, Tsssssttt! Aparentam tranquilidade no desassossego de uma reforma por inteiro, que pouco dá para extravasar, quando era o que precisavam, como saltar de um pára-quedas radical dos sonhos de infância, TSSSSSSTTT!!!

Infelizmente pouco se vê os de 80 a 90, os que se apresentam são os “silêncio” ou melhor “encolhe ombros”, surdos, mudos, apáticos do que foi, esperando pelo quando chegará! Encolhem ombros, no querem lá saber, não têm tempo para alertas ou sms da vida dos outros.

E quem sair, que feche a porta. Voltem se der vontade, se não, encolham os ombros e deixem andar...

domingo, 15 de agosto de 2010

Crises

- Psssttt, achas que estou uma gaja muito acabada, meio abandalhada, gorda e mal amanhada, desinteressante à vista desarmada, sem queda e onde já ninguém se dá no amparo ?
-
Quem foi que te disse isso? Alguém de papo cheio? Só pode! Que raios!!!
-
Ninguém disse, é uma crise... hummmm ...ou papo vazio!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

...


" A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la"

sábado, 7 de agosto de 2010

simples ou com vulgar?

- Como é minha amiga? Bonita estás, sorridente sempre, e dentro das chatices andas bem disposta! Anda aí pássaro vadio?

- Olha , nem um, tenho vários ! Dado o meu feitio, este é o meu melhor quadro! Provavelmente alguma mais afoita descobriu mais cedo, agora é ouro sobre os meus jeans azuis! É mais uma forma de estar ou forma, como queiras!

- Mas Elsa, e nessa “forma” amasse? Não estou a perceber!

- Amasse? – riu - Amassa-se! Conforme a perspectiva, esta é solta de compromissos emocionais. Penso melhor, ao meu jeito. Diz-me tu, quantas vezes pensaste em como seria excelente confeccionar um ser amante à tua medida Alice?

- Algumas...

- Então, assim eu tenho o meu marido fiscal, que me alerta para os pagamentos e dividas ao estado. Dia mais, dia menos trata-me das mais pequenas facturas; o marido bricoleiro, que realiza com precisão os meus traços a lápis, alinhavos projectos de criatividade aligena; o marido medical, que passa a drogaria por sms aliviando-me as dores; o marido cuisine, adoça-me a azia, meiga-me a boca com papas e bolos me engana como tola; o marido sensual, capa de revista que me anima a vista em noites da tanga, conversas regadas a tinto ou a branco ou ao que houver que não somos esquisitos, não há comes, embriagamo-nos em horas de dialogo; o marido homeopata que treina as aprendizagens em meu corpo, estica, torce e massaja, eleva-me aos picos do bem estar; e o meu velho marido, o que ainda me passeia, ensina, alerta, aconselha, bate-me nos miolos desmiolados, me deseja na idade que já foi dele – silêncio – e ando completa, não consigo tudo isto num só amasso!

- E isso chamasse o quê Elsa?

- Social amiga Alice, social...

domingo, 1 de agosto de 2010

Vem AQUI porque...

"Em segundo lugar está a minha querida Cabra. Embora algo inconstante, adoro os seus posts e a ironia subjacente aos mesmos. Além disso a Gaja é gira e tem um "consultório" virtual que dá um jeitão onde dá conselhos "matrimoniais"." Stargazers
E foi assim, algumas razões para o merecido selo, confesso que o que mais gostei e achei válido foi "a gaja é gira", epá sabe sempre bem ler isto, sobe o ego e a imaginação ;-)
Minha Querida Star, como te disse, falem bem ou mal, falem por favor!
Relembro que aqui, nesta montanha, não espere nada, nem deslumbramento nem desilusão, não é essa a brancura que se pretende.
Anseie o nulo para atingir o supremo início de tudo do novo.

Passo o Selo a algumas personagens que julgo não terem a mínima pachorra para estas coisas, mas fica o registo de como eu os gosto!
Sem ordem de preferência;
REI LAGARTO - Porque é o único da Realeza que me liga!
JAIME PIEDADE VALENTE - Porque é valente, por vezes sem piedade e principalmente genial!
JOÃO TROLHA - Porque foi o meu primeiro amante e já não é o primeiro selo que lhe dou!
DON JUAN LIBERTINO - A minha actual delícia!
PADRE CONFESSOR; MADRE SUPERIORA E NOVIÇA - Porque sou muito católica e não lhes falto à missa!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sabor do esperma

“O gosto do esperma com leves diferenças raciais:

- Os Europeus, geralmente têm o esperma mais azedo;

- Africanos lembra levemente o mel;

- Asiáticos, sem gosto algum;

- Norte-americanos, lembra ketchup com vinagre

- Brasileiro, ah, este sim, é uma deliciosa salada universal, um gosto moreno de safadeza que desce rebolando, e logo após o esófago já deixou saudade.


Quem já o provou, relata que possui um sabor sui generis, quase insípido, levemente salgado. É composto dos espermatozóides, proteínas, frutose, vitaminas, sais minerais e outras substâncias menos importantes. É altamente nutritivo, embora sua pequena quantidade não seja suficiente para fazê-lo.

O sabor depende de pessoa para pessoa. Depende da alimentação do homem, de seu nível de stress, da proporção de gordura que ele tem no corpo, da idade, do tempo que ele está sem gozar, entre outros, pois é destes factores que depende a composição básica do esperma. Geralmente não tem gosto de nada, mas pode ser levemente doce. Se pensarmos no aspecto psicológico. Ligeiramente salgado, com um travo seco, tem sabor único e próprio. Não se parece com outra coisa. Às vezes, as primeiras gotas saem com um toque adocicado que logo se desfaz no sabor salgado e ácido. Não é gostoso, mas muito especial. O que vale é o gosto psicológico do prazer.” Por GMX

quinta-feira, 29 de julho de 2010

perfect Wo.Man?

Araújo, comedor de todos os pipis a jeito, verdadeiro debulhador de gostosas e até não, um dia foi apanhado de surpresa. Estava ele em traje académico sentado numa esplanada ao barulho do anoitecer com uma colega. Aquele final de tarde era particularizado por ele se encontrar “inactivo”, noutro qualquer dia já tinha papado aquela alma ao término da bica e a meio do pastel de nata.

A rapariga conhecendo-lhe a fama ficou desanimada, pensou não ser razoavelmente linda para se devorar ou suficientemente feia para amassar! Simplesmente Araújo encontrava-se em repouso, perante as últimas noites sem descanso entre pernas de todas as moças que a seu alcance se debruçaram.

Espontaneamente, sem hesitação, ela lançasse ao desejo, pega na capa académica deleitada nas costas da cadeira, cobre-se com ela e ajoelha-se entre pernas do Araújo. Este estremece horrorizado por tamanha ousadia, mas logo se rende ao prazer, descair as pálpebras que se mexem em olhos estonteados de agrado. Nunca fora igual, nunca sentira sequer parecido, delirante gostar...

Araújo não descansou enquanto não conspurcou o bom sabor com a má língua no dizer, para todos os efeitos a colega passou a puta, fora atrevida demais para os seus parâmetros de afoiteza.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

60 minutos

Pormenor, Foto Carlos Castro

era o que deles ela tinha diário, 60 minutos por 120 moedas.

Naquela tarde fazia calor e um ele pagara adiantado por um acompanhamento. Queria um simples vagueio num qualquer passeio público.

De abraço em encaixe pareciam um casal feliz a subir a calçada, ele sentia-se o Rei Sol e ela passava-se por sombra daquele poder financeiro. No entanto, ela brilhava e ele ensebava de mau porte. Que desgraça figura, o seu mau estar intimo traduzia-lhe a tristeza endividada com a vida. Nenhum dinheiro abastava para pagar tamanhas mágoas, tamanha solidão, ausência de carinhos nunca existentes mesmo em memorias mais longínquas.

- Obrigada minha bela ninfa. Serão sempre os meus mais 60 minutos!

Beijou-lhe docilmente o rosto, virou-lhe costas e seguiu calçada abaixo perdendo-se na confusão poluente da cidade.

"Jamais o Sol vê a sombra."( Leonardo da Vinci )



domingo, 25 de julho de 2010

Brinde ao broche

- Um brinde? Sorriu ele...
- Sim! E ao que brindamos? Questiona-lhe ela eufórica.
- Há saúde!? Sem grande ênfase.
Mas que saúde, pensou ela, que saúde!? Saudinha temos nós que sobra porra! ...
Sem oposição afirma convicta e segura,
- Um brinde ao broche que me apetece fazer-te!
Ele, encostado ao balcão em pose desmotiva, cansada e indiferente, fora atingido por uma bala sem revolver, sentiu-se cair no chão, uma ligeira fraqueza nas pernas lhe dera e meio atordoado saiu-lhe uma palmadinha suave no ombro da mulher que ali, à sua frente, se revelava mais uma vez em postura própria e infalível. E do corpo até aquele momento inerte prostrado no bar, sentiu que todos os músculos lhe foram acesos. Engole em seco, nem a caipirinha o ajudara,
- És uma mulher forte!
Ela esboçou um sorriso ausentado de glória. Não seria aquela força que quebraria as suas inconfessáveis fraquezas.

sábado, 24 de julho de 2010

"Fode-me, porra!"

"São mulheres sexualmente activas. Os homens sentem-se intimidados e ficam constrangidos ao pé delas com medo de falhar. Elas tiram o tesão a qualquer gajo." Reflexão no (clique) Post do Trolha, (ler e apreender).

quinta-feira, 8 de julho de 2010

19ª Consulta

Siga-me aquelas Pernas...

Olá Cabra(sem ofensa).

Tomei conhecimento sobre a sua consulta num almoço entre colegas. Sem deixar transparecer o meu interesse, questionei-me:"ela poderá ajudar-me?". Não confiando em amigos ou colegas, é uma alternativa!

Estou com um dilema sobre o qual gostaria de obter a sua opinião.

Tendo por marido um homem que só faz(raro) sexo às escuras e por debaixo dos lençóis, apaixonei-me por um colega de profissão. Começou por ser uma troca de olhares, mais tarde carícias inocentes pontuadas por beijos, acabou em sexo hard condimentado com jogos a que já ouvi chamar role play.

O "Mário" gosta de fazer de médico. Talvez por não ter tido nota para entrar em medicina, começou por vestir bata branca sem outra roupa por debaixo durante as relações, em que me exigia que me fizesse de doente em consulta de que ele abusava.

Mais tarde comprou um estetoscópio que me introduzia na vagina para medir as pulsações, enquanto ao ritmo destas se masturbava...até aqui tudo bem, o pior veio depois, só me possui depois de me engessar as pernas.....gesso que só parte depois de atingir o orgasmo.

Cada vez demora mais a atingir o climax e, o pior, por vezes não ejacula e por isso fico horas à espera, estática, até que volte a sentir-se excitado. Eu já não suporto mais este "jogo" mas sinto afeição pelo meu "médico".

"Cabra" como hei-de sair desta?

Atenciosamente, Pandora.

...................................................

Minha querida Pandora, os jogos... são isso mesmo, um vicio a zero, nunca sabendo a principio não mais que uma suposição de triunfo. O desconhecido, o incerto, perverto delicado.

Sair dessa, não creio que seja o que deseja. Apimentar o jogo parece-me uma excelente solução! Surpreenda-o adornada de enfermeira, sensual, muito real nada de espalhafatoso, uma singela enfermeira cheirosa, doce e delicada.

Leve numa bandeja meio copo de translúcida água, onde previamente envolveu uma pitada de açúcar, faça-o beber suavemente, afirmando com convicção, “Dr. Mário, hoje está muito excitado, dê um travo neste copo de água açucarado!” Ele tem de entrar na sua sedução. De seguida dê lugar a si, rode o palco! Deite-o, dite você o relatório clínico, hoje quem manda no Dr. é você! Prenda os seus movimentos com ligaduras secas, mãos, pés e venda-lhe os olhos com um pouco de gaze de modo a que ele vislumbre entre quadradinhos. Agora ele é seu e o quarto do “hospital” é privado!

Tudo o que lhe fizer tem de ser interrompido, assim que o sente a realizar-se pare e saia do quarto, minutos depois volte, e repita o ritual, com a boca com o corpo, use todo o seu poder feminino e pare, saia do quarto... Quando achar que o remédio está a resultar, é porque o receituário foi um sucesso! Fodam até atingirem o clímax.

Desejo sinceras melhoras e boas injecções amorosas!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

dez-a-fio


Já vem da Libertya e do El Solittario passa pela Stargazer´s e toca à Cabra Branca escrever aqui 6 coisas sobre mim que ninguém sabe. Eu não dou 6, darei 10, gosto do 10, o primeiro de dois números a par! E o zero não é à esquerda, logo tanto melhor!

Assim aqui fica:

1) Tenho um rabo de Cabra aparatoso!

2) O meu pêlo é macio e lustroso;

3) Tenho a mania que sei andar de saltos altos;

4) Sou a Cabra mais inconstante, não sei se de verde palha gosto ou se já relva seca rumino;

5) Gosto de montanhas elevadas, subo-as tal heroína, por picadeiros agrestes, eis no pico da montanha amanso e tremo;

6) Tenho uns cascos bonitos, sim um casco é um casco!

7) Não uso soutien e não tenho problemas da dimensão;

8) Não me queiram ver de pêlo virado, passo de dócil Cabra a Cabra cabrez que te faço em três;

9) é o 6 ao contrario da Star, respeito e aqui nada digo,

10) Fui possuidora de uma loja de lingeri erótica sensual, para Cabras.

Tenho de passar isto a uns tantos que por aqui passam, aqui vai:

(talvez nem aceitem, nem cheguem a ler este post mas que gostava, gostava!)

Eles:

FAQ(er) / Jota- As incongruências da vida / Daqui ninguém sai vivo / Ba Bocage / Pleura

Elas: ViagensLes / DaisyLouve / Provoca-me (as meninas) / Vontade de / Morango com champagne

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sr. Beijados

Rodava na Praça da Alegria. Sempre era à quarta-feira. Houvera anos a fazer o biscate sem intenções rendosas. O Sr. Beijados era ilustre criatura, educado galante, bem afigurado e bem falante. Todas as quartas se apresentava, não importando qual intempérie, feriado nacional e muito menos municipal, nem convindo nos religiosos. Ali era o consultório de ar livre, onde não se inscreviam listas de espera, não se preenchia relatórios, nem se passava receituário. Ali era a Praça, a Praça da Alegria.
O Sr. Beijados curava os males da saudade, tão português sentido, defronte à placa mármore, onde gravado agradecimento se enaltece Alfredo Keil pelo hino mais belo, lá ele aninhava-as em seu terno beijo. Tão solene preparo, tão suave registo, tão doce carícia. Chegava assim a calma. Se o vento soprava, amainava de ternura, se pingos gelados caia, aquecia suas suaves gotas, se o sol de chapa queimava, soprava uma brisa mansa refrescando o sabor supremo de afago do Sr. Beijados.
Elas eram viúvas saudosas, casadas mal amadas, solteiras deixadas, adolescentes desamparadas, vizinhas traiçoeiras, passageiras curiosas, mulheres de qualquer porte, velhas lixadas, novas de má sorte e elas eram nunca de mais! Sr. Beijados sem boca a medir, confiante em seu paladar nem por atrevimento usava spray oral, não falseava seu sabor, seu beijo apaziguador.
Eram segundos, nem minuto chegava a ser, aquele beijo calmante, aquele natural tranquilizante... e ainda há quem anseie por aquele meio semanal, aquelas tardes de quarta-feira lá na Praça, na Praça da Alegria.
E o Sr. Beijados? O Sr. Beijados não deixara discípulo! Que falha crassa, que rude falta de boca de obra!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

pórnoi






Lembrar Miguel.
Miguel trocava sexo. Uma troca consciente por interesses não sentimentais, afectivos ou de prazer. Efectivamente dinheiro vivo não existia, era um cambio mascarado de necessidades correntes.
Miguel permutava a sua arte, numa prática sexual inata ao serviço encomendado de atenções calorosas. Ardoroso engano adorado. Nada se questionava, nada se considerava volátil, nem certo, nem triste nem muito menos aflijo num agudo travo acre.
Miguel era porta-estandarte do desejo ausente. Sem culpas, guiava os pecados do fingimento. Era no acaso de uma qualquer mulher extraviada, que ele enaltecia-lhes as vontades sôfregas de gemido, roubava-lhes os beijos sentidos e violava os espaços escondidos do templo dos amores passados.
- Faz-me um favor Miguel.
- Sim faço-te minha querida. Diz.
- Vai-me lá abaixo... - Não Miguel, valha-me Deus! Vai lá abaixo à mercearia da Augusta e pede-lhe para subir, ...é que hoje estou farta de homem!
Miguel nunca mais fora o mesmo, Miguel e do que dele se recordara.

sábado, 19 de junho de 2010

18ª Consulta

quer-se a jeito
Cara Dra. Cabra,
eu gostava muito, mas nunca me apaixonei por mulheres. Será defeito ou falta de jeito?
Desde que me lembro que sonho com elas, são meus objectos sexuais de excelência, adoro-lhes o corpo, admiro-lhes o espírito, dedico algum do meu tempo a estudá-las.
Muitas dão-me tesão, algumas entusiasmam-me, mas nenhuma me monopoliza os pensamentos por muito tempo.
Já lhes provei os lábios e a pele, já saboreei o mel, já lhes dei prazer mas ainda não me rendi a nenhuma.
Com eles basta por vezes um olhar, um sorriso, e eu já sei que vou andar a suspirar durante uns tempos. O corpo treme todo, sinto na barriga o fogo, os sentidos apuram-se e a inspiração aumenta.
Bem sei que ainda devo ter muito tempo pela frente, mas sou assim, a modos que impaciente.
Quero experimentar o outro lado, mas sei que não é uma coisa que aconteça porque se quer, senão provavelmente quando menos se espera.
Mas isso não me basta. Quero pôr-me a jeito, quero provocar.
Tem algum conselho para me dar?
C.
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Curiosa C, lamento dizer-lhe que nem é feitio nem falta de jeito, não é vontade nem falta de apetite!

O sonho é isso mesmo, um delírio de desejo que se pode ou não conquistar, muitas das vezes lutando sobre as maiores dificuldades, mas o desejo de paixão é um sentimento que não se compra nas drogarias nem se manda vir pela internet, já objectos sexuais é em qualquer virar de esquina.

Direi que você gosta de brincar sexualmente, gosta do perigo de provar, gosta de provocar e isso é um jogo bom de se agitar de cima.

Não sei por outro lado se você respeita a essência do homem, porque a elas diz que respeita a eles eu arriscarei dizer que você rejeita, quem sabe por ter em demasia, fácil de mais, um simples olhar, um sábio sorriso e já andam eles ao seu sim suspirar!

Todos temos muito para aprender, nunca saberemos tudo, isso sim é um sonho, mas dos impossíveis!

E cara C. a pressa é inimiga da perfeição, nunca se esqueça.

Atenciosamente, esta Cabra.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

De alguém especial

A Minha Mulher

Todos os dias de manhã desarrolho o frasco e deixo cair umas poucas migalhas lá para dentro. Com muitos cuidados para que não fuja minha estimada mulher. As migalhas são de variados tipos de pão: broa de milho, carcaça ou baguette. Sempre gostei de estimar a minha mulher com o melhor. É com grande apreço que a paparico com carinhos. Tem dias em que sou realmente generoso e lhe deixo cair pelo tampo do frasco um torrão de açúcar. Fico regalado de a ver feliz pela prenda e vejo-a percorrer as paredes redondas do frasco em sinais de agradecimento. Outras vezes, corto frutas várias em pequenos pedaços e vejo-a lambona e de olhos arregalados, chupar o sumo doce das frutas.

Durante o dia, enquanto vou trabalhar, substituo a tampa do frasco por um coador do leite. Assim fico seguro que o ar circulará facilmente por todo o frasco e minha mulher não morrerá de calores ou asfixia. Quando regresso a casa, tenho uma grande recepção de felicidade. Minha mulher passeia-se pelas fronteiras de vidro cumprimentando-me com zumbidos que nem sempre percebo. No entanto gosto. São gestos humildes e naturais de contentamento.

Depois de jantar vemos uns programas que passam na televisão e tenho muitas conversas com ela sobre o que passa na caixa fosforescente. Poucas vezes me responde e quando o faz, é sempre em sussurros que ainda estou a aprender a interpretar. Tudo isto faz parte da convivência e da descoberta de cada um. Ocorre por vezes, um aborrecimento da minha parte quando a minha mulher se cala e esfrega as patas umas nas outras: começando nas da frente até às de trás. A falta da atenção dela para comigo leva-me a agitar o frasco e provocar-lhe uma reacção. Quando assim é, esvoaça pela vitrina do frasco e resmunga coisas sibilantes às quais não ligo.

Antes de me deitar, coloco o frasco dela a meu lado na cama e contemplo-a. Certifico-me que a tampa ficou bem apertada nas roscas e conto-lhe uma história de um livro que satisfaça os dois. Quando apago a luz sinto uma felicidade eterna em ser casado com uma mosca respeitável e obediente. E nisto olho para ela, a ver se já dorme.



sábado, 29 de maio de 2010

Com jeitinho

O solteiro o divorciado e o viúvo
- Então a saber, Senhor Américo Jesus, Solteiro, 57 anos; Marco Anastácio, Divorciado, 34 anos e Tomás Oliveira, Viúvo 49. Certo?
- Certo! Confirmou Américo como porta-voz.
O Oliveira continuava apático, já Anastácio perdido de gozo, refastelava-se na vulgar cadeira de gabinete de esquadra como se tratando da verdadeira poltrona real.
- Como os senhores sabem a Senhora Alzira Antunes apresentou queixa, diz que já não é a primeira vez... bom infracção por parqueamento de autocaravana em local impróprio, e atentado à moral...
Já fora da esquadra, questiona Anastácio em jeito rebelde. - Mas afinal quem é a Senhora Alzira?
- É a tal Velha do R/c, defronte ao estacionamento! Pelos vistos não dorme durante a noite! Resmunga o Américo lixado.
- Acho é que ela acordou com os guinchos da gaja que o Oliveira papava!
Oliveira continuava , mudo e imperturbável...
- Oh Oliveira, meu, tu estás bem? Silêncio... - OLIVEIRA! Grita Anastácio que se encontrava já sentado a seu lado dentro da autocaravana.
- Anhhhh...???!!!
- Anh?! Então a malta leva uma multa do camandro e tu dizes Anhhhh!!! Ela bem dizia era oooohhhhhhhhhaiiiiiiiiiohhhhh.. bicha histérica! não sabias amordaçar a gaja? Agora à conta da puta, tungas acabou a festa!
- A manifestação de prazer exacerbado fora meu. Diz Oliveira em jeito de quem soletra o primeiro texto de primeiro ciclo.
Silêncio...