
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Aqui é

terça-feira, 24 de agosto de 2010
20ª Consulta

Os EX-incluídos
Cara amiga Cabra,
Aqui vai o meu... nem sei como apelidar, não posso chamar inveja, porque não é isso. Como definir o desejo por só o que já não me pertence?
Divorciei-me para usufruir das melhores noites de sexo com o depois já meu ex-marido. E assim me recordo te ter enveredado por este desejo do após. Alinhando em sucessivos namoros expirados ao fim de um, dois meses para almejar noites escaldantes nas mais intensas delicias sexuais com os ex´s. Pode parecer estúpido ou mesmo sem lógica, mas é um real dilema que não consigo dispensar nem perceber a causa/origem.
Anseio que aceite este meu mail e opine desse seu jeito de Cabra afoita e sabida.
Diva
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Cara Diva, a minha opinião pode ser breve ou provavelmente obtusa! Que tal começar pelo fim? Isto se realmente quer soldar alguma relação, coisa que ficou imperceptível no seu mail. Quando digo, fim, refiro-me a intitular o seu novo parceiro sexual de ex qualquer coisa, se desta forma achar que alcança um melhorado empenho sexual. Crie uma personagem, imagine-o como o seu ex-dentista; ex-jardineiro; ex-colega ou de um ex-amante, isso, o seu actual ex-amante!
Talvez me diga que o problema é que não tem tesão pela novidade, mas sim pelo já conhecido e consumado. Aí julgo que a questão centra-se no seu à-vontade, depois já sem compromisso de esposa ou namorada, onde o seu papel já não tem de ser definido de “bem comportada”, e se dê na entrega da loucura, se solte dando largas a devaneios escondidos na carapaça de mulher modelo, ainda estereotipada pelo pensamento de alguns homens. Mas será que sim? Será que eles ainda querem o perfil de mulher certinha?
Querida Diva já a minha avó dizia, que uma mulher quer-se uma senhora na rua, e uma senhora puta na cama! Pense nisto, desta forma julgo que conseguirá alcançar melhores resultados no seu interesse sexual, tanto para si como para o seu companheiro, tornando a relação mais sólida e duradoura!
Escaldantes enlaces
Atenciosamente, Cabra.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Desasso*Cego
O pensamento é um gajo que nos deitar a baixo em segundos quando doloroso ou faz-nos sorrir em menos que isso aquando agradável. Tira-nos o sono nas maiores tusas de alegria ou nas mesmo que pequenas quedas de infelicidade. Interrogações, desespero nos dilemas de pensar é a morte! O pensamento cega a calma, desassossega o mais tranquilo estar! Onde se desliga?
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Longo
Na orla, aprecio as outras idades. Tendencial para os pouco menores de 30 anos , convivo com eles, misturo-me e avalio as novidades. Estonteio no “está-se bem”, ou melhor “táss”, não importando se táss ou não táss ou que merda é essa de tássbem! Mas que se está? Grande parte desempregados com cursos sem certezas de nada!, qual tássbem!? Andam com passos lentos de andar cheios de tudo e vazios de nada, ofertam juventude, e?, e Táss... Decisões? Táss!, vontades? Táss!, amores de morna que pouco chega a escaldar! Táss!, amigos?, sempre novos, táss!, a família?, anda para lá, não chateia e táss!, o estar?, é estar-se TÁSS!!!
Viro o rosto, encaro nos meus de 30 a 40, “estou todo queimado!” ou melhor “cásetá”, cásetá talvez... a cabeça marcada de caroladas do não sei quê, um pouco de equilíbrio desequilibrado. Cásetá, consegue-se mais ou menos um emprego, com sorte dentro da área de formação. Relacionamentos amorosos, mais ou menos cásetá, com gosto a coisa vai, ou nem tanto, e ninguém se atura Cásetá! Acabam mamados da tola, desgaste de tanto tentar perceber ou pensar o que não funciona ou funcionou, quando se tem quase tudo para funcionar! Cásetá, num jogo de cintura até calibrar! Percebe-los?, népia! Divagam em abismos incógnitos de sentir! É o... indo CÁSETÁ!!!
Tombo entre os 40 a 50, nos “percebo, ...sei que” ou melhor “poisssssseiiiiiii”, arrastados no sabem tudo, percebem tudo, já viram tudo, sentiram tudo, compreendem tudo, divagam de tudo!!! Uma cultura perturbante do saber do sei tudo! A coisa com estes funciona quase sempre na boa ou na boa altura! Passaram na nesga da porta. A CEE foi a loucura das oportunidades, cursos remunerados à velocidade dos alcatrões espalhados. Poisssssseiiiii! a vida dos actuais 40tões quase que arrisco dizer que veleja pelos iates e hobbies de luxo. Fazem-se perceber que sabem viver! Os menos possuídos dentro dos BMW e os de mais bagulho nos seus SMART`s, porque é bem! Poissssseiiiii! Relacionamentos de fachada, mas bem enquadrados no guito, no que é bens materiais. Poisssssseiii! comem-se marinados em vinha de alhos e bugalhos, traições e outras coisas tais, mas eles vivem bem e elas de bem vivem! é POISSSS!!!!!SEIIII!!!!!
Escuto os 50 a 60, os “achava que” ou melhor “não sei de nada, não estou para isto!”, falar de quê? Os que foram os adolescentes e jovens dos cravos, que falam até vomitarem a alma e criam calos nos tímpanos dos outros. Deprimem-se no que foi e julgavam que iria ser... a reforma antecipada antes do berro e levem cada vez menos! Reforçam a ideia das vacas gordas, e das coisas pouco burocráticas. Não sei de nada, não estou para isto! Invejam os de menos idade e queriam saber o que sabem hoje! Não sei de nada, não estou para isto! foram os que abriram caminho em força de goela e agora sem força na verga, mergulham em azuis! Lutam por não ficar só, eles que rebentaram a escala no gráfico dos divórcios e agora NÃO SEI DE NADA, NÃO ESTOU PARA ISTO!!!!
Observo de perto os de 60 a 70, são os “coitados dos jovens” ou melhor os “Tssssssttt” quase colados aos Táss! Os Tssssssttt observam com olhos tristes os Tássbem, os cásetá, os poissssseiiii e ainda os não sei de nada, não estou para isso! A vida dos Tsssssttt foi vincada e apesar de observarem as ditas facilidades de hoje, percebem a falsidade da coisa, no que ainda se está pior, Tsssssttt! Aparentam tranquilidade no desassossego de uma reforma por inteiro, que pouco dá para extravasar, quando era o que precisavam, como saltar de um pára-quedas radical dos sonhos de infância, TSSSSSSTTT!!!
Infelizmente pouco se vê os de 80 a 90, os que se apresentam são os “silêncio” ou melhor “encolhe ombros”, surdos, mudos, apáticos do que foi, esperando pelo quando chegará! Encolhem ombros, no querem lá saber, não têm tempo para alertas ou sms da vida dos outros.
E quem sair, que feche a porta. Voltem se der vontade, se não, encolham os ombros e deixem andar...
domingo, 15 de agosto de 2010
Crises
- Psssttt, achas que estou uma gaja muito acabada, meio abandalhada, gorda e mal amanhada, desinteressante à vista desarmada, sem queda e onde já ninguém se dá no amparo ?- Quem foi que te disse isso? Alguém de papo cheio? Só pode! Que raios!!!
- Ninguém disse, é uma crise... hummmm ...ou papo vazio!
sábado, 7 de agosto de 2010
simples ou com vulgar?

- Como é minha amiga? Bonita estás, sorridente sempre, e dentro das chatices andas bem disposta! Anda aí pássaro vadio?
- Olha , nem um, tenho vários ! Dado o meu feitio, este é o meu melhor quadro! Provavelmente alguma mais afoita descobriu mais cedo, agora é ouro sobre os meus jeans azuis! É mais uma forma de estar ou forma, como queiras!
- Mas Elsa, e nessa “forma” amasse? Não estou a perceber!
- Amasse? – riu - Amassa-se! Conforme a perspectiva, esta é solta de compromissos emocionais. Penso melhor, ao meu jeito. Diz-me tu, quantas vezes pensaste em como seria excelente confeccionar um ser amante à tua medida Alice?
- Algumas...
- Então, assim eu tenho o meu marido fiscal, que me alerta para os pagamentos e dividas ao estado. Dia mais, dia menos trata-me das mais pequenas facturas; o marido bricoleiro, que realiza com precisão os meus traços a lápis, alinhavos projectos de criatividade aligena; o marido medical, que passa a drogaria por sms aliviando-me as dores; o marido cuisine, adoça-me a azia, meiga-me a boca com papas e bolos me engana como tola; o marido sensual, capa de revista que me anima a vista em noites da tanga, conversas regadas a tinto ou a branco ou ao que houver que não somos esquisitos, não há comes, embriagamo-nos em horas de dialogo; o marido homeopata que treina as aprendizagens em meu corpo, estica, torce e massaja, eleva-me aos picos do bem estar; e o meu velho marido, o que ainda me passeia, ensina, alerta, aconselha, bate-me nos miolos desmiolados, me deseja na idade que já foi dele – silêncio – e ando completa, não consigo tudo isto num só amasso!
- E isso chamasse o quê Elsa?
- Social amiga Alice, social...
domingo, 1 de agosto de 2010
Vem AQUI porque...

sexta-feira, 30 de julho de 2010
Sabor do esperma
“O gosto do esperma com leves diferenças raciais:
- Os Europeus, geralmente têm o esperma mais azedo;
- Africanos lembra levemente o mel;
- Asiáticos, sem gosto algum;
- Norte-americanos, lembra ketchup com vinagre
- Brasileiro, ah, este sim, é uma deliciosa salada universal, um gosto moreno de safadeza que desce rebolando, e logo após o esófago já deixou saudade.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
perfect Wo.Man?
A rapariga conhecendo-lhe a fama ficou desanimada, pensou não ser razoavelmente linda para se devorar ou suficientemente feia para amassar! Simplesmente Araújo encontrava-se em repouso, perante as últimas noites sem descanso entre pernas de todas as moças que a seu alcance se debruçaram.
Espontaneamente, sem hesitação, ela lançasse ao desejo, pega na capa académica deleitada nas costas da cadeira, cobre-se com ela e ajoelha-se entre pernas do Araújo. Este estremece horrorizado por tamanha ousadia, mas logo se rende ao prazer, descair as pálpebras que se mexem em olhos estonteados de agrado. Nunca fora igual, nunca sentira sequer parecido, delirante gostar...
Araújo não descansou enquanto não conspurcou o bom sabor com a má língua no dizer, para todos os efeitos a colega passou a puta, fora atrevida demais para os seus parâmetros de afoiteza.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
60 minutos

era o que deles ela tinha diário, 60 minutos por 120 moedas.
Naquela tarde fazia calor e um ele pagara adiantado por um acompanhamento. Queria um simples vagueio num qualquer passeio público.
De abraço em encaixe pareciam um casal feliz a subir a calçada, ele sentia-se o Rei Sol e ela passava-se por sombra daquele poder financeiro. No entanto, ela brilhava e ele ensebava de mau porte. Que desgraça figura, o seu mau estar intimo traduzia-lhe a tristeza endividada com a vida. Nenhum dinheiro abastava para pagar tamanhas mágoas, tamanha solidão, ausência de carinhos nunca existentes mesmo em memorias mais longínquas.
- Obrigada minha bela ninfa. Serão sempre os meus mais 60 minutos!
Beijou-lhe docilmente o rosto, virou-lhe costas e seguiu calçada abaixo perdendo-se na confusão poluente da cidade.
"Jamais o Sol vê a sombra."( Leonardo da Vinci )
domingo, 25 de julho de 2010
Brinde ao broche
sábado, 24 de julho de 2010
"Fode-me, porra!"
quinta-feira, 8 de julho de 2010
19ª Consulta
Olá Cabra(sem ofensa).
Tomei conhecimento sobre a sua consulta num almoço entre colegas. Sem deixar transparecer o meu interesse, questionei-me:"ela poderá ajudar-me?". Não confiando em amigos ou colegas, é uma alternativa!
Estou com um dilema sobre o qual gostaria de obter a sua opinião.
Tendo por marido um homem que só faz(raro) sexo às escuras e por debaixo dos lençóis, apaixonei-me por um colega de profissão. Começou por ser uma troca de olhares, mais tarde carícias inocentes pontuadas por beijos, acabou em sexo hard condimentado com jogos a que já ouvi chamar role play.
O "Mário" gosta de fazer de médico. Talvez por não ter tido nota para entrar em medicina, começou por vestir bata branca sem outra roupa por debaixo durante as relações, em que me exigia que me fizesse de doente em consulta de que ele abusava.
Mais tarde comprou um estetoscópio que me introduzia na vagina para medir as pulsações, enquanto ao ritmo destas se masturbava...até aqui tudo bem, o pior veio depois, só me possui depois de me engessar as pernas.....gesso que só parte depois de atingir o orgasmo.
Cada vez demora mais a atingir o climax e, o pior, por vezes não ejacula e por isso fico horas à espera, estática, até que volte a sentir-se excitado. Eu já não suporto mais este "jogo" mas sinto afeição pelo meu "médico".
"Cabra" como hei-de sair desta?
Atenciosamente, Pandora.
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Minha querida Pandora, os jogos... são isso mesmo, um vicio a zero, nunca sabendo a principio não mais que uma suposição de triunfo. O desconhecido, o incerto, perverto delicado.
Sair dessa, não creio que seja o que deseja. Apimentar o jogo parece-me uma excelente solução! Surpreenda-o adornada de enfermeira, sensual, muito real nada de espalhafatoso, uma singela enfermeira cheirosa, doce e delicada.
Leve numa bandeja meio copo de translúcida água, onde previamente envolveu uma pitada de açúcar, faça-o beber suavemente, afirmando com convicção, “Dr. Mário, hoje está muito excitado, dê um travo neste copo de água açucarado!” Ele tem de entrar na sua sedução. De seguida dê lugar a si, rode o palco! Deite-o, dite você o relatório clínico, hoje quem manda no Dr. é você! Prenda os seus movimentos com ligaduras secas, mãos, pés e venda-lhe os olhos com um pouco de gaze de modo a que ele vislumbre entre quadradinhos. Agora ele é seu e o quarto do “hospital” é privado!
Tudo o que lhe fizer tem de ser interrompido, assim que o sente a realizar-se pare e saia do quarto, minutos depois volte, e repita o ritual, com a boca com o corpo, use todo o seu poder feminino e pare, saia do quarto... Quando achar que o remédio está a resultar, é porque o receituário foi um sucesso! Fodam até atingirem o clímax.
Desejo sinceras melhoras e boas injecções amorosas!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
dez-a-fio

Já vem da Libertya e do El Solittario passa pela Stargazer´s e toca à Cabra Branca escrever aqui 6 coisas sobre mim que ninguém sabe. Eu não dou 6, darei 10, gosto do 10, o primeiro de dois números a par! E o zero não é à esquerda, logo tanto melhor!
Assim aqui fica:
2) O meu pêlo é macio e lustroso;
3) Tenho a mania que sei andar de saltos altos;
4) Sou a Cabra mais inconstante, não sei se de verde palha gosto ou se já relva seca rumino;
5) Gosto de montanhas elevadas, subo-as tal heroína, por picadeiros agrestes, eis no pico da montanha amanso e tremo;
6) Tenho uns cascos bonitos, sim um casco é um casco!
7) Não uso soutien e não tenho problemas da dimensão;
8) Não me queiram ver de pêlo virado, passo de dócil Cabra a Cabra cabrez que te faço em três;
9) é o 6 ao contrario da Star, respeito e aqui nada digo,
10) Fui possuidora de uma loja de lingeri erótica sensual, para Cabras.
Tenho de passar isto a uns tantos que por aqui passam, aqui vai:
(talvez nem aceitem, nem cheguem a ler este post mas que gostava, gostava!)
Eles:
FAQ(er) / Jota- As incongruências da vida / Daqui ninguém sai vivo / Ba Bocage / Pleura
Elas: ViagensLes / DaisyLouve / Provoca-me (as meninas) / Vontade de / Morango com champagne
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Sr. Beijados

sexta-feira, 25 de junho de 2010
pórnoi

sábado, 19 de junho de 2010
18ª Consulta
Curiosa C, lamento dizer-lhe que nem é feitio nem falta de jeito, não é vontade nem falta de apetite!
O sonho é isso mesmo, um delírio de desejo que se pode ou não conquistar, muitas das vezes lutando sobre as maiores dificuldades, mas o desejo de paixão é um sentimento que não se compra nas drogarias nem se manda vir pela internet, já objectos sexuais é em qualquer virar de esquina.
Direi que você gosta de brincar sexualmente, gosta do perigo de provar, gosta de provocar e isso é um jogo bom de se agitar de cima.
Não sei por outro lado se você respeita a essência do homem, porque a elas diz que respeita a eles eu arriscarei dizer que você rejeita, quem sabe por ter em demasia, fácil de mais, um simples olhar, um sábio sorriso e já andam eles ao seu sim suspirar!
Todos temos muito para aprender, nunca saberemos tudo, isso sim é um sonho, mas dos impossíveis!
E cara C. a pressa é inimiga da perfeição, nunca se esqueça.
Atenciosamente, esta Cabra.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
De alguém especial
A Minha Mulher
Todos os dias de manhã desarrolho o frasco e deixo cair umas poucas migalhas lá para dentro. Com muitos cuidados para que não fuja minha estimada mulher. As migalhas são de variados tipos de pão: broa de milho, carcaça ou baguette. Sempre gostei de estimar a minha mulher com o melhor. É com grande apreço que a paparico com carinhos. Tem dias em que sou realmente generoso e lhe deixo cair pelo tampo do frasco um torrão de açúcar. Fico regalado de a ver feliz pela prenda e vejo-a percorrer as paredes redondas do frasco em sinais de agradecimento. Outras vezes, corto frutas várias em pequenos pedaços e vejo-a lambona e de olhos arregalados, chupar o sumo doce das frutas.
Durante o dia, enquanto vou trabalhar, substituo a tampa do frasco por um coador do leite. Assim fico seguro que o ar circulará facilmente por todo o frasco e minha mulher não morrerá de calores ou asfixia. Quando regresso a casa, tenho uma grande recepção de felicidade. Minha mulher passeia-se pelas fronteiras de vidro cumprimentando-me com zumbidos que nem sempre percebo. No entanto gosto. São gestos humildes e naturais de contentamento.
Depois de jantar vemos uns programas que passam na televisão e tenho muitas conversas com ela sobre o que passa na caixa fosforescente. Poucas vezes me responde e quando o faz, é sempre em sussurros que ainda estou a aprender a interpretar. Tudo isto faz parte da convivência e da descoberta de cada um. Ocorre por vezes, um aborrecimento da minha parte quando a minha mulher se cala e esfrega as patas umas nas outras: começando nas da frente até às de trás. A falta da atenção dela para comigo leva-me a agitar o frasco e provocar-lhe uma reacção. Quando assim é, esvoaça pela vitrina do frasco e resmunga coisas sibilantes às quais não ligo.
Antes de me deitar, coloco o frasco dela a meu lado na cama e contemplo-a. Certifico-me que a tampa ficou bem apertada nas roscas e conto-lhe uma história de um livro que satisfaça os dois. Quando apago a luz sinto uma felicidade eterna em ser casado com uma mosca respeitável e obediente. E nisto olho para ela, a ver se já dorme.
sábado, 29 de maio de 2010
Com jeitinho

sábado, 22 de maio de 2010
Papagaio

sábado, 15 de maio de 2010
Andará o mundo carente?









