Este pêlo branco

Aqui, nesta montanha batem os primeiros matinais raios de sol e quando este desce e se apresenta o luar tem-se a sensação de que nada se apresentou diferente do que já foi, do que é ou que poderá vir a ser. Não espere nada, nem deslumbramento nem desilusão, não é essa a brancura que se pretende.
Anseie o nulo para que atinja o supremo início do tudo de novo.
Muito gosto,
Cabra Branca.

sábado, 22 de maio de 2010

Papagaio

Foto Armanda Com
A reformada a desempregada e a desocupada
Na esplanada tomavam um café com gelo. Pés descalços em cima do muro, elas avistavam a cidade que fumava no calor.
A desocupada arejava-se, pernão aberto e os dedos dos pés escancarados parecendo uma pata de unhas pintadas a vermelho. A pequena brisa atravessava-lhe entre os dedos ventilando em remoinho na renda da cueca. - Ai minhas queridas, a velha do terceiro andar da rua Castilho patinou, estava a ver que nunca mais, credo a velha parecia-me ir durar tanto quanto o papagaio herdado ... o cabrão do papagaio já é do tempo da sua tia avó, deve de ter para cima de 100 anos e ainda dá cartas a chamar nomes ao sapateiro do r/c do prédio em frente. Bem, o bom disto é que posso alugar a casa agora por justa renda, os 25 euros eram ridículos! É certo que a casa vai necessitar de obras, todos os andares já estão impecáveis, são casas maravilhosas, pé direito alto e janelões que maravilham qualquer um... mas não sei o que fazer com o raio do papagaio morador numa gaiola centenária ainda lá pregada ao alçado da janela da velha...
- Mas oh desocupada, queixas-te tu de um papagaio que come sementes de girassol e ainda manda umas bocas ordinárias a quem passa...
- Não, não! Ele só arrota ordinarice ao António Sapateiro! Mas que faço com ele? A velha era sozinha, e eu como senhoria prometi ficar com ele à morte dela, que cruz, eu uma maravilhosa desocupada que faz jus ao nome, agora a ocupar algum do meu precioso tempo desocupado com um papagaio... - Ordinário!!! Repetiram as duas amigas em coro.
- Olha reformada o papagaio era boa companhia para ti!
- Para mim?! Porquê para mim?
- Porque precisas de ocupação! Diz a desempregada com o seu mau feitio.
- Olha parece-me bem que a ti é que te fará falta, pode servir-te como dupla na cena do mal dizer, seriam imparáveis! Retorquiu a reformada já mal disposta.
- Tu vês muitos filmes reformada por isso é que nunca saíste gloriosa daquele teatro onde ofertaste os teus anos de beleza e trouxeste rugas empacotadas a naftalina!
- Bom, bom vamos lá ver senhoritas, comportem-se a questão só passa por um velho papagaio... - Cala-te desocupada! Gritam as outras duas.
- Cala-te sim, tu lá sabes o que a vida custa, nunca vergaste a mola para nada, até as rendas dos teus glamorous apartments recebes por transferência bancária! Dizia a desempregada envenenando mais o ar abrasador daquela tarde de esplanada, pouco faltava para a lavagem da roupa interior...
- Mas vocês querem ver isto... cá tenho culpa do sucesso que levo como vida?!
- Sucesso???!!!! , mas que sucesso? Espumou a reformada, o sucesso que tiveste foi o que me caíra das mãos, sim ou julgas que se meu sonho transformado em desilusões, o tempo grandemente ocupado, levado no teatro, na loucura dos itinerantes, terias casado algum dia com o Jorge, com o meu Jorge!?
- Olha reformada, o Jorge nunca te amou, amava sim o espectáculo e tu fazias parte da representação do falhanço, tu sim, foste a primeira dama, mas eu sua mulher!
- Calem-se, calem-se!!! A desempregada já desesperada, queria parar por ali, embora de unhas sempre afiadas, perseguiu da pior das formas. - Calem-se mulheres rancorosas, falam de barriga cheia, no fundo a pior sou eu...
- És??!! Questionaram em dupla voz irónica.
- Sim sou, fui, ou sei lá, nunca passei de uma balconista na venda de lingerie, onde o Jorge comprava num dia um 36 copa A, num outro um 38 copa B, até que deixou de comprar e passou a usufruir do seu bom gosto por roupa interior neste meu corpo de sereia...
- Corpo de sereia? Queres dizer de monstro de loch ness!!! Intoxicava a desocupada. E entre dentes viperinos saia-se a reformada; - Balconista..., brochista isso sim!
- Calem-se suas mal fodidas! Putas e velhas ressabiadas! Isto tudo por se tratar de um papagaio centenário? Qual quê, uma desocupada que areja as rendas das cuecas numa qualquer esplanada, a quem já ninguém quer ver nem a cor quanto mais o cheiro! Aí minha querida, nem a operação plástica te safa! E uma reformada frustrada que vive no drama de um palco de vida falhado, nem para ficar com a fortuna do Jorge teve pinta, eras bela sim minha querida, eras, e isso de nada te valeu. Eu minhas lindas, nunca passei da brochista balconista??? Certo! Mas os meus menos 20 anos é que vos fode! E o Jorge bem soube a diferença, soube o Jorge e sabe-o agora Bernardo, a quem vós deram em cima na festa do fim-de-semana passado. É, é o meu actual, Bernardo! Tenham um resto de boa tarde minhas doces companheiras, mas o dever chama-me, é que nem estou desocupada, nem posta de lado, arranjei emprego!
- E quanto levas à hora? Pergunta secamente a desocupada.
- Chega para vos pagar o café de amanhã... à mesma hora?
- Sim, à mesma hora, se o tempo não nos lixar o tempo! Aligeira a reformada.
- O tempo o dirá! Diz a desempregada com um sorriso sadio. Até amanhã. Cumprimentos ao papagaio!
- Até amanhã.
Às mulheres de toda a condição;


sábado, 15 de maio de 2010

Andará o mundo carente?


“Procuro homem primordialmente inteligente, preferencialmente alto, magro, claramente bonito, e com um estético sentido de humor, para boas conversas e quem sabe algo mais.” Antónia.

“Procuro senhora bem apresentada, boa falante, amiga, afável, carinhosa e moderna, momentos inesperados puderam fundir-se num só corpo.” Carlos

Procuro?, procuro???? Digam-me por favor, onde? Como? Quando? Digam-me onde vou encontrar o “como ver o que eu preciso”? Digam-me... Digam-me tudo!
Sei sim o que é preciso, mas o que eu preciso não sei, baralha-me as vontades. Preciso de humanos justos, honestos, sinceros e que falem não só gozando de um silêncio obscuro. Preciso de humanos inteligentes, humanos bonitos de se ver nos momentos inesperados da vida, preciso da partilha primordial da amizade que se funda em largas e deliciosas conversas que animem o ambiente do meu cérebro com humor estonteante, preciso de risos, preciso que me encham de carinhos e mimos, verdadeiros apetites afáveis que me elevem aos céus como uma pluma suave, macia e celestial. Quero tudo isto do novo do moderno sentido actual de se viver entre humanos.
Afinal preciso de tudo o que os demais precisam!
Foto de Rui Cadete (Pormenor)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

17ª Consulta


Serás a próxima ou avio-te já a seguir!

My dearest and fuckin teasing Cabra:

Ansiando pela sua consulta, fui imaginando a forma menos porno de descrever o meu pseudo-problema! Sim, pseudo-problema porque o que para uns pode ser visto com um problema, para outros pode ser um acto benemérito de compaixão pelo próximo (e seguramente é esta segunda a leitura que eu faço à questão). No entanto, e para efeitos biblícos, vamos tratar “disto” como um problema. Dou por mim várias vezes a masturbar-me nas casas de banho de todo o lado, sejam centros comerciais, bares, áreas de serviço ou emprego. Um completo e bem descrito tarado sexual que se toca todo quando vê uma boa Cabra e não a consegue foder. Cabra, será este meu caso grave? E acha normal que aproveite toda e qualquer situação para meter conversa, e me comporte como o verdadeiro tarado teasing que não tem regras só com o único objectivo de horizontalizar (ou não) uma qualquer cabra? Que conselhos me dá para controlar os meus impulsos de predador sexual e deixar de papar miúdas de vinte e poucos anos dentro de carros, e de me deixar de estourar o meu guito em quartos de motéis com as trintonas mais exigentes?

Aguardo impaciente e masturbante pela sua resposta, que pode ser escrita, ou em forma de exercício prático, ao qual, desde já, deixo a minha inteira disponibilidade.

ASS: Anónimo (mas pouco)

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Meu Caro Pouco Anónimo, não vou “tratar disso” como um problema, aqui não se trata de males físicos ou psiquiátricos, não existe sequer medicação! Aqui há reflexão em espaço aberto para quem por sorte ou azar passe as vistas por esta montanha. Haverá com certeza quem avalie “esse problema” como um problema, outros como uma prestação de serviço público, afinal quem em poucos minutos se horizontaliza ou verticaliza consigo não importando o local ou posição é porque participa da mesma vontade e andará tão necessitada quanto você, assim questiono, seram igualmente taradas? Será que anda meio mundo tarado?

Poderemos sim pensar num insaciável impulso sexual, num difícil controlo do desejo na demonstração personalista de virilidade.

Conselhos não tenho, acho muito saudável que se masturbe e pratique sexo o mais possível, porque tarado sexual é o individuo que viola uma vontade num desejo não partilhado, e não me parece este o caso.

Continuação de boas fodas com direito a todas as colocações.

domingo, 2 de maio de 2010

Detalhes do meu tal amante

Foto Autopsy - DDiArte
O outro fazia...
O meu tal amante, um dia foi só mais um amante, e num outro muito mais à frente terá sido só um tal amante. Hoje brando, por si só o tal, e quando se trata do tal amante, o meu foi perfeito, outro ideal, a seguir sem prazo e depois certo amante, e como tudo, hoje foi, hoje é só o tal amante, o tal...
O sexo na mais pura da expressão. O sentido do sexo ou o sentimento no sexo? Um sentido que desperta todos os sentimentos vividos! Nada é tão vago nem tão explicito, nada é só memoria nem só indicação do que voltará a ser, nada é assim tão grato quando se fala do meu tal amante.
“O sexo é uma sabedoria que se desgraça em incoerências de teoria sem nexo.”
“O princípio de qualquer comunicação entre dois amantes é um léxico comum.”
Se existe mesmo esse amante?
Nada é tão sublime como um momento, e num determinado momento, sim existe o amante, aquele tal que ama, que transborda, que toca o divino no físico e no mental, sim, existe sim! E nenhuma palavra transcreverá com justiça o que é um amante ideal, mas sim o idealizado, só sentimentos, só sentimentos... e eu valho o melhor dos amantes. Eu sim! Sou a tua melhor amante!
“ Uma Mulher bem fodida mostrar toda a sua inspiração!”

Faço-te eu melhor!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Detalhes do meu certo amante


Ai sim, sim aí, aí...
Ele é consideração e compreensão, certo amásio amante. Hoje é certo que divulgo a cumplicidade, e quando se trata do amante certo, o meu certo amante, é ousado e confiante!
Na cama com o certo amante, cedo no mesmo ar ardente, recheio lençóis a cumplicidade, encaixo gostos, supero exuberância. Do passível estreito espaço nasce o mensurável deleite. E o meu certo amante transpira segurança. É doador do máximo prazer, não existe egoísmo nem acomodação. A cumplicidade sexual é poderosa e capaz na reciprocidade do gozo. Ai certo amante, certo amante, permanente viver, enovelar secretamente.
Toma, toma, toma!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Detalhes do meu amante sem prazo

Fode-me sem hora!
Ser um amante memorável implica dirigir com delicadeza o tempo do acto sexual. Hoje trata-se do tempo, o timing , e quando se trata do amante sem prazo, o meu é o meu amante atemporal!
Não deixa que nada interrompa, não tem pressa e, dedica-se por completo a fazer do tempo o seu papel. 
 O amante sem prazo, sabe aproveitar o momento, tirar o máximo beneficio dele, e dirige a orquestra dos gemidos distinguindo os diferentes bramidos de júbilo. Um amante no tempo de verdade, sabe que há ensejos, que há ápices supremos! E quando ele pode soltar toda sua excitação tem jogo de cintura e devagar pára o tempo e aproveita-se dele...
No timing certo é gourmet, dentro do prazo doce mensurável, no timing errado sabe a requentado!
Dá-lhe agora!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Detalhes do meu amante ideal

Pinta-me de sexo!

O meu amante ideal, vira-me de costas à monotonia e brinca no meu corpo afugentando as posições pouco inspiradoras. Hoje agito a criatividade, e quando se trata do amante ideal, o meu é o meu amante ideal!

O amante ideal sabe surpreender na cama! É criador da arte no suporte emocional, com riscador de prazer no meu físico ardente. Satisfaz-me tanto numa pintura clássica intemporal, como na obra mais futurista com a sua criatividade em atitudes de ideal amante. O meu amante encontra o equilíbrio entre a forma e a função, é um designer sexual, viajante imaginativo da parte afectiva e da qualidade do tacto sexual. Aperfeiçoa o quase perfeito e desflora as intensas sensações, recorre-me o corpo, introduz-me algo diferente, atreve-se nas carícias mais exuberantes!

O meu amante ideal é artista lúdico emotivo na tela de minha alma, delicado racional na esculpa pedra do meu ser.

Esculpe-lhe o prazer!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Detalhes do meu amante perfeito

Foto: Nuno Manuel Baptista(Pormenor)
Fala-me à cona!
A visão sexual sobre o perfeito amante, a minha certamente.
A bom principio o sexo em nada tem a ver com a quantidade, mas sim com a qualidade, mas não começo pelas contas, pesos e medidas, hoje sim pela comunicação, e quando se trata do amante perfeito, o meu, é o meu amante perfeito!
O amante perfeito sabe-se expressar! A comunicação possui importância vital, tu provavelmente dizes que o preferes manter calado! É certo! Mas não é nesse sentido. Comunicar com um objectivo tão excitante como o próprio acto sexual.
O amante com habilidade estabelece e desenvolve uma comunicação fluida, a boa conversa é tão importante, e o meu amante é um exemplar de bom falante.
Acontece que comecei por lê-lo, li-o com o apetite aguçado, como nunca lera algum dia alguém, na cama sozinha voei ao sabor da nascente de letras que escorriam de paixão, lânguidas e suaves, e eu li e li e li, até que me vim...
Do que lia ao som das letras, em dias foi traduzido a voz, e aquele timbre vocal tira-me do sério, e na harmónica melodia leva-me aos céus do prazer, e em menos tempo a conversa inaugura a minha cama, nas confissões dos desejos e fantasias sexuais. E assim o meu amante perfeito penetra os meu ouvidos atentos, conquista vicioso a minha libido..
 e todos os sentidos despertos trabalharam durante o sexo, não só os órgãos sexuais.
Fala-lhe!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

16ª consulta

Foto Paulo Nóbrega

Internacionais em raros trios!?
Branca Miss, mé mé… Não me conhece mas fica já a saber que a minha vida é lisinha e macia como o veludo e foi um bico d’ obra lembrar-me de uma cena áspera e eriçada para contar, uma vez que tanto desejo que me consulte. Ando um bocadinho toldada das ideias, já não sei se é dos fumos puxadinhos a toda a hora, se é dos ansiolíticos, mas esta história curta saiu-me do meu passado liso quando me pus a pensar nesta coisa do macho com macho e fêmea com fêmea. Passou-se há uns anitos e tudo começou na discoteca Lux da nossa Lisboa, eu já meio arrasada pelos Dj’s bacanos daquela noite, já quase a cair da tripeça com tantas misturas de gin ou de vodka. Sei apenas que às tantas deixei de saber com quem estava e que uma matulona a feder a katinga me passou um copo para as mãos. Depois foi um apagão, e regressei a mim como que despertada de um coma, deitada sobre almofadões de cetim, com uma cabeça de carapinha entre as minhas pernas, o sentir de uma língua enorme a penetrar-me e uma voz a zunir-me aos ouvidos: “Como se sente, meu bem?” Sei que quando me aprestava para disparar perguntas, já uma alva brasileira nua se sentava sobre a minha boca a pedir o mesmo serviço que a negra me fazia a mim. Em cinco minutos, já nem me vinha à mente o querer saber onde estava, já eu era um vulcão eruptivo de prazer enlouquecido. Mas, Cabra Miss, se este meu trio inesperado nada terá de extraordinário se formos comparar com as estranhezas de histórias que por aqui passam, já o mesmo não se poderá dizer do que se passava à minha volta e que pude constatar logo que a alva louca me deu uns segundos de descanso e largou a minha boca: à nossa volta, outro trio de vozes graves, em tremendo deleite, se contorcia de prazer, só que o estranho é que era um trio de músculos e piças que mais pareciam estar a competir com o trio de fêmeas. Só de me vir isto à memória me eriço toda e lá se vai o veludo; o mais digno de registo é que em nenhum momento os dois trios trocaram a mais leve carícia que fosse, ou uma mera palavrinha de incentivo… Nada, a não ser uns olhares furtivos e, no final, uma explosão de orgasmos simultâneos, como uma orquestra de prazer. Vim a saber que por vezes as pastilhas furtivas na bebida nos proporcionam estes momentos raros da vida… pelo menos desta vez, dassss, pude sobreviver aos meus orgasmos múltiplos e poder estar aqui a recontá-los. Pois Branca Miss, fartinha eu da lisura da minha vida, será que era de me arriscar a outra cena de perdição, a ver o que me poderia calhar desta vez… Ou momentos como aquele só uma vez na vida?
Ansiolítica.
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Minha querida, percebo a sua ânsia por ser consultada, se você é veludo, ceda ou cetim, polida ou agreste, não sei, mas que convive com uma leveza na expressão, isso admito!
Quanto a viver iguais momentos de perdição, esses estão por vezes ao alcance de o abrir uma porta, o pior é descobrir a morada! Recomendo-lhe fazer o caminho de volta,se perdida no endereço! E se der conta com o caminho, partilhe, tanta boa gente a sonhar com tais precipícios de exuberância…

terça-feira, 20 de abril de 2010

"Favola"

Adelaide dos “F`s”. Futurista, feliz, formosa, a famosa Adelaide… Adelaide, fascinava os fúteis com sua fala feiticeira. Fraseava na folia de frases fragosas, fodia frenética franzindo o sobrolho aos falsos (f)alores!
Acontece que Adelaide dos “F`s”, para mulher fácil, que a julgavam, não tinha a mínima fatalidade e quase lhe dava um fanico quando a fomentavam assim.
De face fuzil e fatal, dava facadas aos homens de aparente fachada a fuzileiros do amor. Fundada nessa atitude pagara por vezes fatalmente a factura fictícia dos encontros fáceis e fugazes. Fã do furor da ribalta, Adelaide dos “F´s” fervia feroz nas atitudes facílimas da condição humana.
O Sexo mecânico era fecundo, o carinho no sexo o fascínio. Adelaide dos “F´s” não era flor para todos, era fada para os humildes e facínora aos calaceiros fodilhões! Falatório havia, quem não falava nem que fosse uma única vez da Adelaide dos “f`s”? Da boca de mulheres, fulminantes fagulhas, da boca dos homens, a custo falante confessavam a falência que ela os levara! Famintos alimentavam-se no prazer do falario de cortar à faca!
Furibunda, Adelaide dos "F´s" cospe no prato frio e grita dizendo: -Farta, Farta, Farta!!! Adelaide agora mal Fodida por tamanhas falsidades, fintando a vida madrasta, não se dá no fracasso. Elegante forma a dela, fixa a porta de saída, afirma feroz: - Mas que foda! Afinal não há foda como a minha!
E que foda era a dela...
Ei-la, Adelaide;

domingo, 18 de abril de 2010

15ª Consulta

Despertai!


Hoje sou feliz com ela nos “últimos Dias”.
Acompanho este blogue, mas fui adiando deixar aqui um testemunho de vida até descobrir a coragem do senhor anão na consulta anterior. Sigo-lhe as pisadas, segura de que já não há nada a perder e que Jeová me acolherá na sua eterna bondade quando chegar o Dia. Ficam, pois, aqui as minhas palavras de esperança e de alento para todos aqueles que se sentem abandonados pelo toque divino do amor.
Vejo a minha vida de forma simples: antes e depois do Senhor porque foi Ele que me levou ao conhecimento da bela Ester. Numa manhã enegrecida de Domingo, atravessada uma cortina diluviana, o céu pejado de relâmpagos, abriu-nos a porta da sua casa serrana, uma bela mulher que sabíamos viver só.
"São os sinais da fúria do Senhor!" Disse ela antes de nos servir um chá. "Descarrega sobre nós o dilúvio que precede os últimos dias, antes nos chamar a todos! "
Disse-nos que nunca tinha sido baptizada em Jeová pelo que não pertencia à Sociedade Torre de Vigia, mas que sabia que um dia viríamos até ela (os olhos fixos em mim, irradiando do verde esmeralda a luz da esperança que lhe ia na alma). Nisto deixei cair as Sentinelas e logo aqueceu-me as mãos nas suas, baixando-se diante de mim, no apanhar das revistas. Vi-lhe os seios redondos penderem do robe azul celeste semi aberto e estremeci, balbuciando um agradecimento. Foi o único dia em que nenhuma das testemunhas passou uma única palavra de alerta para os malefícios dos tempos que correm, quando nos aproximamos dos momentos derradeiros. Limitámo-nos a sorrir, nos breves instantes de contemplação da beleza feita luz serena…
Sei que no dia seguinte fui só a sua casa, sob o pretexto de lhe levar uma Despertai, a mais recente edição da qual ela leu uns fragmentos em melodiosa doçura. E nos dias seguintes já não tinha mais pretextos, mas seguia os passos do Senhor na subida da ladeira que me levava à última casa da serra. Ao terceiro dia, os seios de novo desnudos e exuberantes a centímetros dos meus olhos, perguntei-lhe a meio da história de S. Matias, o substituto de Judas Iscariotes, se sabia o que era trair a palavra do Senhor… E antes que pudesse colher dela uma resposta, prostrei-me numa espécie de transe, abrindo-lhe o robe suavemente, e do mesmo modo lhe lambi os mamilos protuberantes… Nesse dia, tenho a certeza firme de que Ele sorriu para nós durante horas sem o mais leve esgar de vergonha ou condenação.
Hoje vivo com Ester e somos felizes, aguardando serenamente a complacência divina nos dias que restam das nossas vidas, seguras de que não tarda o dia do Juízo. Dela recebi em oferta o robe com que a descobrira nessa manhã de Domingo… E assim, nesses modos peculiares, recebemos calorosamente todas as testemunhas que, amiúde, sobem e voltam a subir a serra por vontade de Deus.
Um bem-haja, à Miss que se diz Cabra.

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Minha Cara leitora, mas que terno depoimento, aqui nada há a consultar, mas sim reflectir nestas doces palavras.

Vejo que sorriem serenas aguardando o dia do julgamento final... Pecado? Não!
Não vos vejo deleitarem-se à mais mínima sombra de pecado! Ruminam em néctar viçosas, brancas e imaculadas a vossa sim divina luxúria!
Obrigada por este elevar de serras, afinal adoro quem as supera!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pausa(ou)

Foto Helena
Distanciar para pensar, pausa boa, ou nem por isso… Nasce ideias e vontade de escrever, mas quando abro o blogue disperso-me e não consigo. A pausa é, ou nem por isso o é. Estou no duche, as pingas de água batem, penso no blogue, escorregam em rios finos pelas costas frias aquecem-me o corpo, penso no que quero escrever falando. Lembro-me do crítico, ele existe, subsiste nos comentários em forma de desassossego, cogito no desassossego transladado para a luta mista de amor/ódio, mexe-me a fúria e nasce a criatividade. Sinto os dóceis comentaristas e sorrio na calma, não acrescento, não sendo desagradada, mas nos bons estagno, nos maus prospero. A pausa…
- Conta-me algo que gostasses que soubesse de ti.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Suavium

Beija-o! Gritava-lhe a voz da vontade. Beija-a! Bradava-lhe o olhar.
No escuro da noite amanheceu a clara madrugada, mais de meia cidade dormia e a restante ainda brindava às bebedeiras nocturnas. Na rua beijavam-se ao som das gaivotas citadinas, mas do outro lado, na outra margem do rio, alguém acordava em sobressalto, imaginando um intenso beijar, crente sofreguidão, pressentindo uma entrega de entranhar…

Acordou suada, o coração batia no medo da perda, na dor horrenda do desespero do jamais o voltar a ter.

E eles lá, naquela estreita rua, impunes no saber, enlaçados num desejo de risco do querer.
Do querer…
Querendo não querer, separam o olhar, largaram-se daquele beijo de amar, mas as gaivotas continuaram a cantar, e das noites nasceram outras madrugadas.

Agora aqui, nesta cidade, por vezes dorme-se, outras sonha-se ou acorda-se na imagem daquele beijar.
Querer crer no poder TER. Te ter...

Ao fazedor de Brazen hussy;

Foto Dominic Carrilho (pormenor)

Todo, toda, tudo…

Pan, na mitologia grega era o deus dos bosques. O seu nome em grego significa tudo, e por isso assumiu de certa forma o carácter de símbolo do mundo pagão e nele era adorada toda a natureza. Sobre o seu nascimento havia várias versões dado como sendo um dos filhos de Zeus com sua ama-de-leite, a Cabra Amaltéia. Residia em grutas e vagava pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. Conta-se que o seu grande amor foi Selene, a Lua, e que entre seus muitos amores, os mais citados foram os das ninfas Pítis e Eco, que, por abandoná-lo, foram transformadas, respectivamente, em pinheiro e em uma voz condenada a repetir as últimas palavras que ouvia. Era representado por uma figura humana com orelhas, chifres, cauda e pernas de bode e, como amante da música, carregava sempre uma flauta, a flauta de Pã, que ele mesmo fizera, aproveitando o caniço em que se havia transformado a ninfa Siringe.

Foto Spencer Tunick

Pansexual
Pessoa aberta a diversos tipos de actividades sexuais.
Assim se pode "colar" à mitologia do deus Pan, muitos amores transformados em natureza ou objectos a amar, como exemplo a sua amada flauta.

Pansexualidade é uma orientação sexual, distinta da bissexualidade e caracterizada por atracção estética potencial, amor romântico e desejo sexual por qualquer um, incluindo aquelas pessoas que não se encaixam na binária de género macho/fêmea implicado pela atracção bissexual. Bissexualidade pode ser contida na Pansexualidade (atracção por humanos "masculinos" e "femininos"), mas Pansexualidade inclui adicionalmente atracção por outros géneros e sexos, como os daqueles que se identificam como transexuais, transgêneros, Drag Queen, ou intersexo. Neste sentido, o termo necessariamente rejeita o conceito de género como um binário, algo que alguns bissexuais podem não rejeitar. Pansexualidade já foi descrita como um "meio de evitar os pólos binários e o essencialismo do 'bi'."
Alguns pansexuais chegam a afirmar que género e sexo não têm importância para eles. Podem ter a capacidade de fazer sexo com animais ou objectos, pois seriam capazes de sentir atracção pelos tais. Mas pansexualidade não implica atracção automática por todas as pessoas da mesma forma, também não implica aceitação de todos os comportamentos sexuais, como as parafilias (por exemplo: incesto, bestialidade, ou necrofilia) ou fetiches. Assim a pansexualidade refere-se ao papel do género na atracção sexual, e não ao papel dos actos e comportamentos sexuais.

terça-feira, 23 de março de 2010

Pé na Argola!


No ginásio…
M - Então diga-me, como anda a sua alimentação?
C - Mal…
M - Mal?!
C - Sim, não sou boa de comer!
M - ?
C - Desculpe, quero eu dizer que sou má de boca!
M- ?!
C- :-( …
M - ...:-)
C - ...Duche!

domingo, 21 de março de 2010

Vera

Há tempo atrás, queixosa, questionava-me porque razão tinha mais comentadores homens que mulheres. Sendo esta Cabra bivalente e o blogue dedicado aos interesses da bissexualidade, supostamente esperava uma “guerra” de presentes contrários! Mas não, facilmente percebi que o macho, não necessariamente Bi, tem uma curiosidade demarcada pela fêmea Bi, os seus devaneios sexuais alargam em leque promissor num profundo e provável horizonte a realizar, assistir de cadeira, com possibilidade de participação ou não, no amasso entre duas mulheres. Já as nossas senhoras não! São mais inibidas, algumas até os poros se lhes retrai ao som de “misturas”, acham tudo uma nojeira, como já ouvi algumas dizer. Nojeira! Hummm penso, nojeira? Coabita, num local realmente sujo, a cabeça!
Mas eis que chegou com a primavera uma Vera, assim lhe dou de baptismo, veio observar-me, aprender-me. E me diz, o que ando eu a perder… Bom é, quando nasce cogumelos num amanhecer húmido de se ver.
Panssexual, eu? Não!
Panssexualidade no próximo post.

à Vera:

terça-feira, 16 de março de 2010

Catonismo e aventuras fodanas

Naquela altura fazia uma semana que se enrolava com um macho, os últimos tempos fora entre enleio fêmeo. Tinha o apetite agora virado para a exploração das delícias masculinas. Ficara assim em standby as divas macias. Pois em nada era, ou seria, o momento para os homens sofrerem descontinuidade.
“O que tem contra os homens?” Perguntava o explorador a Rosa.
- Nada! Disse-lhe Rosa, e continuou - Não tenho palavra para isso, mesmo que tivesse algo contra ou a favor. Mas posso dar-lhe umas tantas metáforas para definir esse contra que diz coabitar em mim, tenho sim tudo a favor!
Maior certeza é certo tinha ela na actual sondagem, agora seria mais concisa e teria maior sucesso no que era descobrir a essência no ser homem. - Bom, - fez uma pausa e perseguiu - os homens são pedaços de lenha com destino a uma lareira ardente, mas eles há vários tipos e qualidades, uns mais fortes, robustos e de maior durabilidade, outros porém verdes e velozmente afogueáveis e outros ainda que são a pura das imitações e alterações, os ditos aglomerados, carregados de bostas sintéticas, colas e plásticas! Como não percebo nada de madeiras, e até há pouco tempo, toda a clara seria pinho, e a escura carvalho, lançava ao lume toda a lenha baralhada, naturais e alteradas, esperava pela queima, e retirava com a tenaz o sobrevivente, o “oliveira”, nunca o “figueira”, esse só com a pá, queima tão ágil como uma folha de papel escrita a amor, os alterados ficavam enrolados encarquilhados e fedentes encostados nas paredes da lareira.
Pensante Rosa, fita o mestre, afirma o pensamento e conclui; percebo que o homem que tenho em mim separa-me o trigo do joio, e isso só vai terminar quando for levada pela tristeza da desmotivação e vencida pelo cansaço de mais não valer a pena, assim por favor amásia a minha aura!

sábado, 13 de março de 2010

MASó + uma vez!

PARA VOCÊS MEUS QUERIDOS LEITORES, QUE SÃO O ESPELHO NA MINHA ALMA DE CABRA:

sexta-feira, 12 de março de 2010

Um piropo por dia, não sabe o bem que nos fazia!

Houve uma época em que o piropo estava na moda, praticado pelo homem e sem idade de utilizador - embora pertencesse aos homens feitos os melhores piropos - era uma forma de galanteio carinhoso com intenção lisonjeadora . Mas como tudo, foi-se deteriorando na forma e no estilo de expressão, chegando a bater no fundo, caindo no ridículo e ruçando por vezes num insulto. Observemos:


Mas manipulados num original tom de voz possante, levaram algumas destinatárias a um sorriso nem mais que fosse de canto, era inevitável não o desenharem no rosto. Assim, era um sinal de aceitação por oportuno lisonjeio. Os piropos eram criativos e garbosos, sendo frequente o baixar do olhar e um suave corar.
O piropo acabou por ter os dias contados, com o correr frenético dos tempos, entrou em desuso ou mesmo descrédito, acabando por se apresentar hoje praticamente extinto!
Penso dever-se a esta “sandes barrada a libido misto”, ou seja, a misturada dos sexos, a mulher desempenha mais funções que outrora eram exclusivas do homem, o homem perdeu o interesse nessa conquista da mulher, numa de “menos trabalho e comemos na mesma!”. Hoje os sexos fundem-se em iguais funções, o encontro com essa igualdade ofertou-nos a nós mulheres uma insípida realidade. Deparamo-nos com a igualdade, desvaneceu o propósito no desfecho galante.
Afinal o que querem? Perguntam.
Então, queremos uma torrada bem passada e banhada a manteiga Primor, um sumo de laranja tirado no momento com duas pedras de gelo, e um galão directo! Queremos isto, a perfeição na conta, peso e medida! Mas igualmente queremos que a torrada seja de pão integral, a manteiga Primor mas agora light, um sumo de laranjas frescas do sul com duas pedras de gelo, e um galão directo minado de espuma de leite magro!
Perceberam?
Se não sempre têm o Atum!


Foto de Claudio Rafael

terça-feira, 9 de março de 2010

Miss red hot bitch

hot bitch;
Sim eu sei, sou uma! E sendo, vos digo, ou não seria uma verdadeira cabra!
Hoje senhorita cabra a quente vermelho.
Apuro-me, refino-me dia para dia, aprimoro meus cascos ao sabor dos pormenores. Pormenores, ei-los! E falemos de engates.
Hoje falo de engates!
(Inspirado num post de uma bela estrela)
O engate ao longo dos tempos, das cavernas, aos cursos superiores na perícia do engate.
Veio-me à ideia, o filme A guerra do fogo, na clássica cena em que algumas fêmeas ancestrais vão beber água ao riacho e uma delas, ali acocorada, é surpreendida sexualmente por um macho das cavernas. Surpreendida por falta de palavra melhor, já que a tal fêmea não parece muito surpresa! Assim compreenderam quando digo surpreendam-me! Obviamente não é que me arrefinfem pelas traseiras assim à grande, mas sim surpreendam, a mim e a todas as fêmeas que dificilmente são elevadas nessa boa querença, que é a boa surpresa. Eu sei, é difícil… mas tentar não custa, como as derrotas, viram certamente umas tantas vitórias. Adiante, engates. Desde então, das cavernas não sopraram assim tão supremos ventos inovadores, ou já terá dado a volta no “ciclone”? Explico, como no caso da moda, dizem que esta é cíclica, que de tempos a tempos volta-se ao início do anel, o ciclo de moda, assim por exemplo usa-se numa época as mini-saias, depois voltasse às maxi-saias.
Colando ao caso do engate, penso que pouco ou nada evoluiu neste sentido, os homens digo, tiveram certamente tempos áureos, eu não sei, não vivi esses tempos gloriosos, quando eles usavam brilhantina, um pente fino no bolso e cantavam serenatas à luz do luar, claro que sei que cada década é a década! Mas afinal e esta década? Que tal andamos de engates? Qual é a boa-nova? Deu a volta ou nem por isso?
Na minha tórrida opinião, penso que andamos mal! Muito mal! Sinto até que no engate já nós somos as senhoras destes! Poucos são os criativos, e no geral, e quase sempre, é mais do mesmo… que pena, que falta de chá. Esboçamos um sorrisinho, numa de compaixão mas em mente a triste ideia, …bom podia ser bem pior, ou, antes isto que nada, ou, ainda será normal ou eu é que sou a anormal?!?
Assim julgo-me nesta e em plena década acocorada no alcatrão, procurando não saciar a sede, mas sim desesperadamente reaver a visão, tentando apanhar a lente de contacto que me caíra no chão, e vem um macho sedento, encava-me a peida sem eira nem beira, e corre para apanhar um táxi, pois que está em cima da hora para uma qualquer reunião. anaaahhhhh!?!?!?!? Fuck, voltámos ao ciclo!

E para depois fica o tema piropos, há muito que tenciono falar deles.
Foto Oscar Rosmano

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres genéricas

Não por ser o dia de hoje, o que se dá por dia da mulher, não há dias, são todos os dias. Falaremos delas, porque a origem deste dia há muito fora esquecido, e não há oito de Março que remexa novamente o sentido, o Dia Internacional da Mulher, tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A data foi adoptada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.
Infelizmente a data tem sido utilizada para fins meramente comerciais, perdendo-se parcialmente o significado original.

Mulheres de corpo e de mente sã, mulheres sem marca, mulheres activas, mulheres magnéticas, frenéticas, resolvidas, mulheres de amar, mulheres, mulheres que são o meu espelho…
Leio seus toques, seus jeitos, o tom de batom, as malas que carregam, os sapatos que calçam, as roupas com que se trajam. Todo o cenário, o mais sofisticado ao mais despreocupado. Elas.
Elas que não sentem medo, metem medo! Mulher que intimida, mulher turbilhão, mulher furacão, mulher vida, dá-me a tua mão. Dá-me!

quinta-feira, 4 de março de 2010

nu escuro

Dark Rooms
Lisboa - O mais famoso fica no segundo andar do Bric-a-Bar, a discoteca gay mais antiga de Lisboa, com 35 anos. Os quartos escuros são, portanto, raros na capital. E olhados com desprezo moral por muitos gays, embora sejam eles os frequentadores. Mas o que são? Trata-se, em regra, de uma sala toda pintada de preto, às escuras, apenas com luzes de presença, onde vão homens gays para terem sexo anónimo com desconhecidos ou recém-conhecidos.
No caso do Bric, o quarto escuro abriu há 15 anos. Nessa altura, apenas as saunas tinham zonas do género. Mauro, um dos responsáveis pela discoteca, diz que não gosta destes sítios, mas achou boa ideia criar um em Lisboa. “É um serviço como outro qualquer, que existia noutros países e fazia falta aqui”. Mário Varela, DJ e relações públicas do Bric, acrescenta: “Ao contrário do que algumas pessoas dizem, isto não funciona como uma ajuda à promiscuidade. Só vai quem quer”.
Aberto às quartas, quintas e domingos, este quarto escuro continua a ser uma preciosidade no underground lisboeta, mas perdeu o fulgor de outros tempos.
Quando funcionava ao fim-de-semana, estava quase sempre apinhado. “Havia noites em que nem se conseguia entrar”, recorda o entrevistado. Nessas horas de ponta, estavam 50 pessoas, todas juntas, a ter sexo de pé. Então como hoje, havia algumas que acendiam os isqueiros para se certificarem da beleza dos desconhecidos. Algo que só acontece em Lisboa e é motivo de fúria entre os convivas, garantem várias pessoas.
A maneira mais fácil de fazer as coisas é engatar na pista de dança e seguir depois para o quarto escuro. Nas saunas, funciona da mesma forma, com a vantagem de que aí há menos confusão. Bastam uns olhares e, se for caso disso, uma breve troca de palavras.
Time Out terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Mariana Carvalho, responsável pela organização da Íntima Party, que se realiza esta sexta-feira, dia 30, na discoteca Bric, está convencida de que as mulheres vão aderir ao quarto escuro que nessa noite estará a funcionar só para elas.
“Vão aderir porque em Lisboa não há outros espaços onde possam estar à vontade sem limites”, diz.
O quarto escuro, diga-se, é tradicionalmente um espaço para sexo livre entre homens e funciona em discotecas ou saunas. O do Bric existe há anos e é a primeira vez que vai proibir a entrada a homens. A Íntima Party quer-se feminina e lésbica. A festa começa pouco antes da meia-noite e prolonga-se até ao nascer do dia. Promete muitas surpresas, mas de concreto o que se conhece é o cartaz.
“A Íntima Party foi criada a pensar no público lésbico de Lisboa e de todo o país”, diz Mariana Carvalho. “Mas pretendemos receber todas as caras, credos, cores e nações”, esclarece.
O quarto escuro, refere a organizadora, “será a marca registada” da Íntima Party. Isto é, a ideia é realizar outras edições da festa e ter sempre um quarto escuro para mulheres. A periodicidade poderá ser mensal, adianta Mariana Carvalho. “Se a festa crescer muito, o espaço terá de ser repensado", informa.
Time Out terça-feira, 27 de Outubro de 2009

http://www.intimaparty.com/2edicao.html
Será para quando a íntima party3?!? Hummm

Foto Quark

segunda-feira, 1 de março de 2010

14ª Consulta

Olhar demorado
Pôs-me feliz ter descoberto este blogue, onde despudoradamente se desabafa e se recebem conselhos. Ando há vários dias por deixar umas palavritas a ver o que tem a dizer Miss Cabra. Tenho 29 anos, não sou feio (dizem), tenho emprego (trabalho entre os pequenos) e vivo, desde há 1 ano, com o conforto de uma herança de tia-avó. Parece que tenho tudo, menos tamanho: o meu 1,15m ensinou-me a viver na dimensão dos gnomos; aliás é assim que me tratam por onde trabalhei. Ao princípio riem-se, sou mesmo motivo de chacota da miudagem, já sabe como são cruéis, mas depressa deixam a risota... Mas sobra sempre o "sr. Gnomo", esquecendo-se do meu 1º nome que também não é mais favorável: César. Puseram-me logo nome de um gigante da História, um pobre anão sem feitos nenhuns dignos de registo.
Mas o que me traz é o seguinte: faz dois anos que descobri que sou gay, altura que coincidiu com uma sede de conhecer o Mundo, de viajar, não obstante a minha pequenez. A net trouxe-me a oportunidade de me meter em páginas onde (infelizmente) me anunciei em estatura normal e foto alheia. Claro que fui rechaçado com educação por todos, quantos me viram ao vivo e o ângulo de visão baixava drasticamente qualquer esperança, com a excepção de um homem que, extraordinariamente, tinha deixado um anúncio de procura de companheiro de viagem nos EUA, para uma travessia de costa a costa em cadilac antigo, e que no final, sem qualquer hesitação me aceitou. Tudo ocorreu num piscar de olhos, desde os preparativos até chegarmos ao Kansas, coração do país, quando já eu sonhava com o amor. E foi aí precisamente que comecei a sentir-me um estorvo, ao ponto do meu companheiro de viagem já não falar comigo e chegar mesmo a atirar pelos ares a almofada na qual me sentava no carro e que me permitia ver a paisagem, pelo que metade dos EUA se resumem ao azul do céu e ao verde das árvores mais altas que ladeavam as estradas. Como sou orgulhoso, não quis dar parte fraca. Mas a verdade é que estava apaixonado pelo único gay que me aceitou como sou. Em Lisboa, as últimas palavras que ouvi dele exalavam ódio: "Pensavas que me podia apaixonar por ti, gnomo do caralho!" Hoje ainda tenho esperanças que me ligue de novo e me convide a conhecer outro país pois foi o único gay que me aceitou como sou e apostou em mim. Confesso que nunca lhe disse nada que lhe pudesse ter induzido tanto ódio, mas quando a paisagem não me agradava, limitava-me a olhar demoradamente para ele porque o via como um ser humano admirável. Afinal, Miss Cabra, haverá esperança para mim no mundo gay? É que os gnomos não têm universo gay e adormeço as noites com a imagem de Brad Pitt diante de mim!
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Caloroso César, a sua história é de um verdadeiro gigante, digo isto pela maneira como a conseguiu transcrever nestas linhas, por vezes duras de se ler, o seu ser é colossal, embora vivente em um corpo curto!
Corpo/ Ser, e penso, todos nós temos algo que não apreciamos no corpo, dos mais variados queixumes, por vezes desagrada-nos a tal unha torta, um bico nas orelhas, um nariz torto, um rabo descaído, enfim enumeraria aqui mil mesquinhices, que com alguma dedicação à causa se altera e não vale a pena dizer como!
O seu caso é diferente, sei bem que quem lê pensa de imediato, (além de anão é gay!), não se evita, é uma constatação medíocre como outra qualquer “além de borbulhenta é chata!” “ Boa mas burra!” enfim… Catalogam-se as pessoas esquecendo a sua natureza a sua condição.
Pior que todo o aspecto físico são as incapacidades provisórias da inteligência e digo provisória porque também essa pode ser trabalhada!
Descobriu que era gay, reconheceu e assumiu, parabéns pela frontalidade para consigo, mas e como existe quase sempre um mas, o César começou mal as suas aventuras e pesquisas aquando lobrigou um perfil que não era o seu, o seu real ser, ai não foi justo consigo nem com os outros, e sofreu as represálias agudas na pele.
Quanto ao que o trás directamente a esta montanha, as questões pertinentes e que me parecem mal resolvidas ou mal esclarecedoras de sua parte, são; porque razão “ele” se chateou consigo, pensa você que foi só pelo seu olhar afinco? Terá sido somente isso? E que orgulho foi esse seu, que o inibiu de questionar o seu companheiro de viagem sobre a razão de tal desagrado? As partes fracas não resolvem problemas mas sim adiam-os!
Deixe-se de esperanças e pegue você no raio do telefone, ligue, tem somente 50% de hipóteses de ser maltratado, mas 100% de ficar resolvido na sua cabeça.
Haverá esperança de “gnomo” no mundo gay?
Não sei meu César, mas pode ser que através deste blogue alguém o possa esclarecer nesse ponto…
Obrigada, adorei a sua mensagem, sinto-me totalmente no vazio deste meu vago, espero no entanto ter-lhe servido em alguma forma, mais não seja que para divulgá-lo!
Abraço caloroso.

Bananas e Melões

Hoje cheira a verão!!!
Desculpem-me mas não podem perder estas jóinhas!!!




you touch my tralala... lol




E para colarem no tecto do vosso quarto… ei-lo maravilhoso, o bigode dá-me uma tesão daquelas… Céus Gunther!!! HUUUUMMMMMMMM

domingo, 28 de fevereiro de 2010

No Shaker

e ontem foi assim;
Brazen hussy
Ing.:
Cubos de gelo
1 medida de Vodka
1 medida de Triple Seco
1 medida e 1/2 Sumo de Limão
no shaker, abanicar ferozmente! e...
Foto Pedro Moreira
...beber traz à memoria imagens das jazz babies e das loiras platinadas de Hollywood!

Acompanhar o cocktail ao som de: