Este pêlo branco

Aqui, nesta montanha batem os primeiros matinais raios de sol e quando este desce e se apresenta o luar tem-se a sensação de que nada se apresentou diferente do que já foi, do que é ou que poderá vir a ser. Não espere nada, nem deslumbramento nem desilusão, não é essa a brancura que se pretende.
Anseie o nulo para que atinja o supremo início do tudo de novo.
Muito gosto,
Cabra Branca.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Detalhes do meu amante ideal

Pinta-me de sexo!

O meu amante ideal, vira-me de costas à monotonia e brinca no meu corpo afugentando as posições pouco inspiradoras. Hoje agito a criatividade, e quando se trata do amante ideal, o meu é o meu amante ideal!

O amante ideal sabe surpreender na cama! É criador da arte no suporte emocional, com riscador de prazer no meu físico ardente. Satisfaz-me tanto numa pintura clássica intemporal, como na obra mais futurista com a sua criatividade em atitudes de ideal amante. O meu amante encontra o equilíbrio entre a forma e a função, é um designer sexual, viajante imaginativo da parte afectiva e da qualidade do tacto sexual. Aperfeiçoa o quase perfeito e desflora as intensas sensações, recorre-me o corpo, introduz-me algo diferente, atreve-se nas carícias mais exuberantes!

O meu amante ideal é artista lúdico emotivo na tela de minha alma, delicado racional na esculpa pedra do meu ser.

Esculpe-lhe o prazer!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Detalhes do meu amante perfeito

Foto: Nuno Manuel Baptista(Pormenor)
Fala-me à cona!
A visão sexual sobre o perfeito amante, a minha certamente.
A bom principio o sexo em nada tem a ver com a quantidade, mas sim com a qualidade, mas não começo pelas contas, pesos e medidas, hoje sim pela comunicação, e quando se trata do amante perfeito, o meu, é o meu amante perfeito!
O amante perfeito sabe-se expressar! A comunicação possui importância vital, tu provavelmente dizes que o preferes manter calado! É certo! Mas não é nesse sentido. Comunicar com um objectivo tão excitante como o próprio acto sexual.
O amante com habilidade estabelece e desenvolve uma comunicação fluida, a boa conversa é tão importante, e o meu amante é um exemplar de bom falante.
Acontece que comecei por lê-lo, li-o com o apetite aguçado, como nunca lera algum dia alguém, na cama sozinha voei ao sabor da nascente de letras que escorriam de paixão, lânguidas e suaves, e eu li e li e li, até que me vim...
Do que lia ao som das letras, em dias foi traduzido a voz, e aquele timbre vocal tira-me do sério, e na harmónica melodia leva-me aos céus do prazer, e em menos tempo a conversa inaugura a minha cama, nas confissões dos desejos e fantasias sexuais. E assim o meu amante perfeito penetra os meu ouvidos atentos, conquista vicioso a minha libido..
 e todos os sentidos despertos trabalharam durante o sexo, não só os órgãos sexuais.
Fala-lhe!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

16ª consulta

Foto Paulo Nóbrega

Internacionais em raros trios!?
Branca Miss, mé mé… Não me conhece mas fica já a saber que a minha vida é lisinha e macia como o veludo e foi um bico d’ obra lembrar-me de uma cena áspera e eriçada para contar, uma vez que tanto desejo que me consulte. Ando um bocadinho toldada das ideias, já não sei se é dos fumos puxadinhos a toda a hora, se é dos ansiolíticos, mas esta história curta saiu-me do meu passado liso quando me pus a pensar nesta coisa do macho com macho e fêmea com fêmea. Passou-se há uns anitos e tudo começou na discoteca Lux da nossa Lisboa, eu já meio arrasada pelos Dj’s bacanos daquela noite, já quase a cair da tripeça com tantas misturas de gin ou de vodka. Sei apenas que às tantas deixei de saber com quem estava e que uma matulona a feder a katinga me passou um copo para as mãos. Depois foi um apagão, e regressei a mim como que despertada de um coma, deitada sobre almofadões de cetim, com uma cabeça de carapinha entre as minhas pernas, o sentir de uma língua enorme a penetrar-me e uma voz a zunir-me aos ouvidos: “Como se sente, meu bem?” Sei que quando me aprestava para disparar perguntas, já uma alva brasileira nua se sentava sobre a minha boca a pedir o mesmo serviço que a negra me fazia a mim. Em cinco minutos, já nem me vinha à mente o querer saber onde estava, já eu era um vulcão eruptivo de prazer enlouquecido. Mas, Cabra Miss, se este meu trio inesperado nada terá de extraordinário se formos comparar com as estranhezas de histórias que por aqui passam, já o mesmo não se poderá dizer do que se passava à minha volta e que pude constatar logo que a alva louca me deu uns segundos de descanso e largou a minha boca: à nossa volta, outro trio de vozes graves, em tremendo deleite, se contorcia de prazer, só que o estranho é que era um trio de músculos e piças que mais pareciam estar a competir com o trio de fêmeas. Só de me vir isto à memória me eriço toda e lá se vai o veludo; o mais digno de registo é que em nenhum momento os dois trios trocaram a mais leve carícia que fosse, ou uma mera palavrinha de incentivo… Nada, a não ser uns olhares furtivos e, no final, uma explosão de orgasmos simultâneos, como uma orquestra de prazer. Vim a saber que por vezes as pastilhas furtivas na bebida nos proporcionam estes momentos raros da vida… pelo menos desta vez, dassss, pude sobreviver aos meus orgasmos múltiplos e poder estar aqui a recontá-los. Pois Branca Miss, fartinha eu da lisura da minha vida, será que era de me arriscar a outra cena de perdição, a ver o que me poderia calhar desta vez… Ou momentos como aquele só uma vez na vida?
Ansiolítica.
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Minha querida, percebo a sua ânsia por ser consultada, se você é veludo, ceda ou cetim, polida ou agreste, não sei, mas que convive com uma leveza na expressão, isso admito!
Quanto a viver iguais momentos de perdição, esses estão por vezes ao alcance de o abrir uma porta, o pior é descobrir a morada! Recomendo-lhe fazer o caminho de volta,se perdida no endereço! E se der conta com o caminho, partilhe, tanta boa gente a sonhar com tais precipícios de exuberância…

terça-feira, 20 de abril de 2010

"Favola"

Adelaide dos “F`s”. Futurista, feliz, formosa, a famosa Adelaide… Adelaide, fascinava os fúteis com sua fala feiticeira. Fraseava na folia de frases fragosas, fodia frenética franzindo o sobrolho aos falsos (f)alores!
Acontece que Adelaide dos “F`s”, para mulher fácil, que a julgavam, não tinha a mínima fatalidade e quase lhe dava um fanico quando a fomentavam assim.
De face fuzil e fatal, dava facadas aos homens de aparente fachada a fuzileiros do amor. Fundada nessa atitude pagara por vezes fatalmente a factura fictícia dos encontros fáceis e fugazes. Fã do furor da ribalta, Adelaide dos “F´s” fervia feroz nas atitudes facílimas da condição humana.
O Sexo mecânico era fecundo, o carinho no sexo o fascínio. Adelaide dos “F´s” não era flor para todos, era fada para os humildes e facínora aos calaceiros fodilhões! Falatório havia, quem não falava nem que fosse uma única vez da Adelaide dos “f`s”? Da boca de mulheres, fulminantes fagulhas, da boca dos homens, a custo falante confessavam a falência que ela os levara! Famintos alimentavam-se no prazer do falario de cortar à faca!
Furibunda, Adelaide dos "F´s" cospe no prato frio e grita dizendo: -Farta, Farta, Farta!!! Adelaide agora mal Fodida por tamanhas falsidades, fintando a vida madrasta, não se dá no fracasso. Elegante forma a dela, fixa a porta de saída, afirma feroz: - Mas que foda! Afinal não há foda como a minha!
E que foda era a dela...
Ei-la, Adelaide;

domingo, 18 de abril de 2010

15ª Consulta

Despertai!


Hoje sou feliz com ela nos “últimos Dias”.
Acompanho este blogue, mas fui adiando deixar aqui um testemunho de vida até descobrir a coragem do senhor anão na consulta anterior. Sigo-lhe as pisadas, segura de que já não há nada a perder e que Jeová me acolherá na sua eterna bondade quando chegar o Dia. Ficam, pois, aqui as minhas palavras de esperança e de alento para todos aqueles que se sentem abandonados pelo toque divino do amor.
Vejo a minha vida de forma simples: antes e depois do Senhor porque foi Ele que me levou ao conhecimento da bela Ester. Numa manhã enegrecida de Domingo, atravessada uma cortina diluviana, o céu pejado de relâmpagos, abriu-nos a porta da sua casa serrana, uma bela mulher que sabíamos viver só.
"São os sinais da fúria do Senhor!" Disse ela antes de nos servir um chá. "Descarrega sobre nós o dilúvio que precede os últimos dias, antes nos chamar a todos! "
Disse-nos que nunca tinha sido baptizada em Jeová pelo que não pertencia à Sociedade Torre de Vigia, mas que sabia que um dia viríamos até ela (os olhos fixos em mim, irradiando do verde esmeralda a luz da esperança que lhe ia na alma). Nisto deixei cair as Sentinelas e logo aqueceu-me as mãos nas suas, baixando-se diante de mim, no apanhar das revistas. Vi-lhe os seios redondos penderem do robe azul celeste semi aberto e estremeci, balbuciando um agradecimento. Foi o único dia em que nenhuma das testemunhas passou uma única palavra de alerta para os malefícios dos tempos que correm, quando nos aproximamos dos momentos derradeiros. Limitámo-nos a sorrir, nos breves instantes de contemplação da beleza feita luz serena…
Sei que no dia seguinte fui só a sua casa, sob o pretexto de lhe levar uma Despertai, a mais recente edição da qual ela leu uns fragmentos em melodiosa doçura. E nos dias seguintes já não tinha mais pretextos, mas seguia os passos do Senhor na subida da ladeira que me levava à última casa da serra. Ao terceiro dia, os seios de novo desnudos e exuberantes a centímetros dos meus olhos, perguntei-lhe a meio da história de S. Matias, o substituto de Judas Iscariotes, se sabia o que era trair a palavra do Senhor… E antes que pudesse colher dela uma resposta, prostrei-me numa espécie de transe, abrindo-lhe o robe suavemente, e do mesmo modo lhe lambi os mamilos protuberantes… Nesse dia, tenho a certeza firme de que Ele sorriu para nós durante horas sem o mais leve esgar de vergonha ou condenação.
Hoje vivo com Ester e somos felizes, aguardando serenamente a complacência divina nos dias que restam das nossas vidas, seguras de que não tarda o dia do Juízo. Dela recebi em oferta o robe com que a descobrira nessa manhã de Domingo… E assim, nesses modos peculiares, recebemos calorosamente todas as testemunhas que, amiúde, sobem e voltam a subir a serra por vontade de Deus.
Um bem-haja, à Miss que se diz Cabra.

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Minha Cara leitora, mas que terno depoimento, aqui nada há a consultar, mas sim reflectir nestas doces palavras.

Vejo que sorriem serenas aguardando o dia do julgamento final... Pecado? Não!
Não vos vejo deleitarem-se à mais mínima sombra de pecado! Ruminam em néctar viçosas, brancas e imaculadas a vossa sim divina luxúria!
Obrigada por este elevar de serras, afinal adoro quem as supera!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pausa(ou)

Foto Helena
Distanciar para pensar, pausa boa, ou nem por isso… Nasce ideias e vontade de escrever, mas quando abro o blogue disperso-me e não consigo. A pausa é, ou nem por isso o é. Estou no duche, as pingas de água batem, penso no blogue, escorregam em rios finos pelas costas frias aquecem-me o corpo, penso no que quero escrever falando. Lembro-me do crítico, ele existe, subsiste nos comentários em forma de desassossego, cogito no desassossego transladado para a luta mista de amor/ódio, mexe-me a fúria e nasce a criatividade. Sinto os dóceis comentaristas e sorrio na calma, não acrescento, não sendo desagradada, mas nos bons estagno, nos maus prospero. A pausa…
- Conta-me algo que gostasses que soubesse de ti.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Suavium

Beija-o! Gritava-lhe a voz da vontade. Beija-a! Bradava-lhe o olhar.
No escuro da noite amanheceu a clara madrugada, mais de meia cidade dormia e a restante ainda brindava às bebedeiras nocturnas. Na rua beijavam-se ao som das gaivotas citadinas, mas do outro lado, na outra margem do rio, alguém acordava em sobressalto, imaginando um intenso beijar, crente sofreguidão, pressentindo uma entrega de entranhar…

Acordou suada, o coração batia no medo da perda, na dor horrenda do desespero do jamais o voltar a ter.

E eles lá, naquela estreita rua, impunes no saber, enlaçados num desejo de risco do querer.
Do querer…
Querendo não querer, separam o olhar, largaram-se daquele beijo de amar, mas as gaivotas continuaram a cantar, e das noites nasceram outras madrugadas.

Agora aqui, nesta cidade, por vezes dorme-se, outras sonha-se ou acorda-se na imagem daquele beijar.
Querer crer no poder TER. Te ter...

Ao fazedor de Brazen hussy;

Foto Dominic Carrilho (pormenor)

Todo, toda, tudo…

Pan, na mitologia grega era o deus dos bosques. O seu nome em grego significa tudo, e por isso assumiu de certa forma o carácter de símbolo do mundo pagão e nele era adorada toda a natureza. Sobre o seu nascimento havia várias versões dado como sendo um dos filhos de Zeus com sua ama-de-leite, a Cabra Amaltéia. Residia em grutas e vagava pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. Conta-se que o seu grande amor foi Selene, a Lua, e que entre seus muitos amores, os mais citados foram os das ninfas Pítis e Eco, que, por abandoná-lo, foram transformadas, respectivamente, em pinheiro e em uma voz condenada a repetir as últimas palavras que ouvia. Era representado por uma figura humana com orelhas, chifres, cauda e pernas de bode e, como amante da música, carregava sempre uma flauta, a flauta de Pã, que ele mesmo fizera, aproveitando o caniço em que se havia transformado a ninfa Siringe.

Foto Spencer Tunick

Pansexual
Pessoa aberta a diversos tipos de actividades sexuais.
Assim se pode "colar" à mitologia do deus Pan, muitos amores transformados em natureza ou objectos a amar, como exemplo a sua amada flauta.

Pansexualidade é uma orientação sexual, distinta da bissexualidade e caracterizada por atracção estética potencial, amor romântico e desejo sexual por qualquer um, incluindo aquelas pessoas que não se encaixam na binária de género macho/fêmea implicado pela atracção bissexual. Bissexualidade pode ser contida na Pansexualidade (atracção por humanos "masculinos" e "femininos"), mas Pansexualidade inclui adicionalmente atracção por outros géneros e sexos, como os daqueles que se identificam como transexuais, transgêneros, Drag Queen, ou intersexo. Neste sentido, o termo necessariamente rejeita o conceito de género como um binário, algo que alguns bissexuais podem não rejeitar. Pansexualidade já foi descrita como um "meio de evitar os pólos binários e o essencialismo do 'bi'."
Alguns pansexuais chegam a afirmar que género e sexo não têm importância para eles. Podem ter a capacidade de fazer sexo com animais ou objectos, pois seriam capazes de sentir atracção pelos tais. Mas pansexualidade não implica atracção automática por todas as pessoas da mesma forma, também não implica aceitação de todos os comportamentos sexuais, como as parafilias (por exemplo: incesto, bestialidade, ou necrofilia) ou fetiches. Assim a pansexualidade refere-se ao papel do género na atracção sexual, e não ao papel dos actos e comportamentos sexuais.

terça-feira, 23 de março de 2010

Pé na Argola!


No ginásio…
M - Então diga-me, como anda a sua alimentação?
C - Mal…
M - Mal?!
C - Sim, não sou boa de comer!
M - ?
C - Desculpe, quero eu dizer que sou má de boca!
M- ?!
C- :-( …
M - ...:-)
C - ...Duche!

domingo, 21 de março de 2010

Vera

Há tempo atrás, queixosa, questionava-me porque razão tinha mais comentadores homens que mulheres. Sendo esta Cabra bivalente e o blogue dedicado aos interesses da bissexualidade, supostamente esperava uma “guerra” de presentes contrários! Mas não, facilmente percebi que o macho, não necessariamente Bi, tem uma curiosidade demarcada pela fêmea Bi, os seus devaneios sexuais alargam em leque promissor num profundo e provável horizonte a realizar, assistir de cadeira, com possibilidade de participação ou não, no amasso entre duas mulheres. Já as nossas senhoras não! São mais inibidas, algumas até os poros se lhes retrai ao som de “misturas”, acham tudo uma nojeira, como já ouvi algumas dizer. Nojeira! Hummm penso, nojeira? Coabita, num local realmente sujo, a cabeça!
Mas eis que chegou com a primavera uma Vera, assim lhe dou de baptismo, veio observar-me, aprender-me. E me diz, o que ando eu a perder… Bom é, quando nasce cogumelos num amanhecer húmido de se ver.
Panssexual, eu? Não!
Panssexualidade no próximo post.

à Vera:

terça-feira, 16 de março de 2010

Catonismo e aventuras fodanas

Naquela altura fazia uma semana que se enrolava com um macho, os últimos tempos fora entre enleio fêmeo. Tinha o apetite agora virado para a exploração das delícias masculinas. Ficara assim em standby as divas macias. Pois em nada era, ou seria, o momento para os homens sofrerem descontinuidade.
“O que tem contra os homens?” Perguntava o explorador a Rosa.
- Nada! Disse-lhe Rosa, e continuou - Não tenho palavra para isso, mesmo que tivesse algo contra ou a favor. Mas posso dar-lhe umas tantas metáforas para definir esse contra que diz coabitar em mim, tenho sim tudo a favor!
Maior certeza é certo tinha ela na actual sondagem, agora seria mais concisa e teria maior sucesso no que era descobrir a essência no ser homem. - Bom, - fez uma pausa e perseguiu - os homens são pedaços de lenha com destino a uma lareira ardente, mas eles há vários tipos e qualidades, uns mais fortes, robustos e de maior durabilidade, outros porém verdes e velozmente afogueáveis e outros ainda que são a pura das imitações e alterações, os ditos aglomerados, carregados de bostas sintéticas, colas e plásticas! Como não percebo nada de madeiras, e até há pouco tempo, toda a clara seria pinho, e a escura carvalho, lançava ao lume toda a lenha baralhada, naturais e alteradas, esperava pela queima, e retirava com a tenaz o sobrevivente, o “oliveira”, nunca o “figueira”, esse só com a pá, queima tão ágil como uma folha de papel escrita a amor, os alterados ficavam enrolados encarquilhados e fedentes encostados nas paredes da lareira.
Pensante Rosa, fita o mestre, afirma o pensamento e conclui; percebo que o homem que tenho em mim separa-me o trigo do joio, e isso só vai terminar quando for levada pela tristeza da desmotivação e vencida pelo cansaço de mais não valer a pena, assim por favor amásia a minha aura!

sábado, 13 de março de 2010

MASó + uma vez!

PARA VOCÊS MEUS QUERIDOS LEITORES, QUE SÃO O ESPELHO NA MINHA ALMA DE CABRA:

sexta-feira, 12 de março de 2010

Um piropo por dia, não sabe o bem que nos fazia!

Houve uma época em que o piropo estava na moda, praticado pelo homem e sem idade de utilizador - embora pertencesse aos homens feitos os melhores piropos - era uma forma de galanteio carinhoso com intenção lisonjeadora . Mas como tudo, foi-se deteriorando na forma e no estilo de expressão, chegando a bater no fundo, caindo no ridículo e ruçando por vezes num insulto. Observemos:


Mas manipulados num original tom de voz possante, levaram algumas destinatárias a um sorriso nem mais que fosse de canto, era inevitável não o desenharem no rosto. Assim, era um sinal de aceitação por oportuno lisonjeio. Os piropos eram criativos e garbosos, sendo frequente o baixar do olhar e um suave corar.
O piropo acabou por ter os dias contados, com o correr frenético dos tempos, entrou em desuso ou mesmo descrédito, acabando por se apresentar hoje praticamente extinto!
Penso dever-se a esta “sandes barrada a libido misto”, ou seja, a misturada dos sexos, a mulher desempenha mais funções que outrora eram exclusivas do homem, o homem perdeu o interesse nessa conquista da mulher, numa de “menos trabalho e comemos na mesma!”. Hoje os sexos fundem-se em iguais funções, o encontro com essa igualdade ofertou-nos a nós mulheres uma insípida realidade. Deparamo-nos com a igualdade, desvaneceu o propósito no desfecho galante.
Afinal o que querem? Perguntam.
Então, queremos uma torrada bem passada e banhada a manteiga Primor, um sumo de laranja tirado no momento com duas pedras de gelo, e um galão directo! Queremos isto, a perfeição na conta, peso e medida! Mas igualmente queremos que a torrada seja de pão integral, a manteiga Primor mas agora light, um sumo de laranjas frescas do sul com duas pedras de gelo, e um galão directo minado de espuma de leite magro!
Perceberam?
Se não sempre têm o Atum!


Foto de Claudio Rafael

terça-feira, 9 de março de 2010

Miss red hot bitch

hot bitch;
Sim eu sei, sou uma! E sendo, vos digo, ou não seria uma verdadeira cabra!
Hoje senhorita cabra a quente vermelho.
Apuro-me, refino-me dia para dia, aprimoro meus cascos ao sabor dos pormenores. Pormenores, ei-los! E falemos de engates.
Hoje falo de engates!
(Inspirado num post de uma bela estrela)
O engate ao longo dos tempos, das cavernas, aos cursos superiores na perícia do engate.
Veio-me à ideia, o filme A guerra do fogo, na clássica cena em que algumas fêmeas ancestrais vão beber água ao riacho e uma delas, ali acocorada, é surpreendida sexualmente por um macho das cavernas. Surpreendida por falta de palavra melhor, já que a tal fêmea não parece muito surpresa! Assim compreenderam quando digo surpreendam-me! Obviamente não é que me arrefinfem pelas traseiras assim à grande, mas sim surpreendam, a mim e a todas as fêmeas que dificilmente são elevadas nessa boa querença, que é a boa surpresa. Eu sei, é difícil… mas tentar não custa, como as derrotas, viram certamente umas tantas vitórias. Adiante, engates. Desde então, das cavernas não sopraram assim tão supremos ventos inovadores, ou já terá dado a volta no “ciclone”? Explico, como no caso da moda, dizem que esta é cíclica, que de tempos a tempos volta-se ao início do anel, o ciclo de moda, assim por exemplo usa-se numa época as mini-saias, depois voltasse às maxi-saias.
Colando ao caso do engate, penso que pouco ou nada evoluiu neste sentido, os homens digo, tiveram certamente tempos áureos, eu não sei, não vivi esses tempos gloriosos, quando eles usavam brilhantina, um pente fino no bolso e cantavam serenatas à luz do luar, claro que sei que cada década é a década! Mas afinal e esta década? Que tal andamos de engates? Qual é a boa-nova? Deu a volta ou nem por isso?
Na minha tórrida opinião, penso que andamos mal! Muito mal! Sinto até que no engate já nós somos as senhoras destes! Poucos são os criativos, e no geral, e quase sempre, é mais do mesmo… que pena, que falta de chá. Esboçamos um sorrisinho, numa de compaixão mas em mente a triste ideia, …bom podia ser bem pior, ou, antes isto que nada, ou, ainda será normal ou eu é que sou a anormal?!?
Assim julgo-me nesta e em plena década acocorada no alcatrão, procurando não saciar a sede, mas sim desesperadamente reaver a visão, tentando apanhar a lente de contacto que me caíra no chão, e vem um macho sedento, encava-me a peida sem eira nem beira, e corre para apanhar um táxi, pois que está em cima da hora para uma qualquer reunião. anaaahhhhh!?!?!?!? Fuck, voltámos ao ciclo!

E para depois fica o tema piropos, há muito que tenciono falar deles.
Foto Oscar Rosmano

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres genéricas

Não por ser o dia de hoje, o que se dá por dia da mulher, não há dias, são todos os dias. Falaremos delas, porque a origem deste dia há muito fora esquecido, e não há oito de Março que remexa novamente o sentido, o Dia Internacional da Mulher, tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A data foi adoptada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.
Infelizmente a data tem sido utilizada para fins meramente comerciais, perdendo-se parcialmente o significado original.

Mulheres de corpo e de mente sã, mulheres sem marca, mulheres activas, mulheres magnéticas, frenéticas, resolvidas, mulheres de amar, mulheres, mulheres que são o meu espelho…
Leio seus toques, seus jeitos, o tom de batom, as malas que carregam, os sapatos que calçam, as roupas com que se trajam. Todo o cenário, o mais sofisticado ao mais despreocupado. Elas.
Elas que não sentem medo, metem medo! Mulher que intimida, mulher turbilhão, mulher furacão, mulher vida, dá-me a tua mão. Dá-me!

quinta-feira, 4 de março de 2010

nu escuro

Dark Rooms
Lisboa - O mais famoso fica no segundo andar do Bric-a-Bar, a discoteca gay mais antiga de Lisboa, com 35 anos. Os quartos escuros são, portanto, raros na capital. E olhados com desprezo moral por muitos gays, embora sejam eles os frequentadores. Mas o que são? Trata-se, em regra, de uma sala toda pintada de preto, às escuras, apenas com luzes de presença, onde vão homens gays para terem sexo anónimo com desconhecidos ou recém-conhecidos.
No caso do Bric, o quarto escuro abriu há 15 anos. Nessa altura, apenas as saunas tinham zonas do género. Mauro, um dos responsáveis pela discoteca, diz que não gosta destes sítios, mas achou boa ideia criar um em Lisboa. “É um serviço como outro qualquer, que existia noutros países e fazia falta aqui”. Mário Varela, DJ e relações públicas do Bric, acrescenta: “Ao contrário do que algumas pessoas dizem, isto não funciona como uma ajuda à promiscuidade. Só vai quem quer”.
Aberto às quartas, quintas e domingos, este quarto escuro continua a ser uma preciosidade no underground lisboeta, mas perdeu o fulgor de outros tempos.
Quando funcionava ao fim-de-semana, estava quase sempre apinhado. “Havia noites em que nem se conseguia entrar”, recorda o entrevistado. Nessas horas de ponta, estavam 50 pessoas, todas juntas, a ter sexo de pé. Então como hoje, havia algumas que acendiam os isqueiros para se certificarem da beleza dos desconhecidos. Algo que só acontece em Lisboa e é motivo de fúria entre os convivas, garantem várias pessoas.
A maneira mais fácil de fazer as coisas é engatar na pista de dança e seguir depois para o quarto escuro. Nas saunas, funciona da mesma forma, com a vantagem de que aí há menos confusão. Bastam uns olhares e, se for caso disso, uma breve troca de palavras.
Time Out terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Mariana Carvalho, responsável pela organização da Íntima Party, que se realiza esta sexta-feira, dia 30, na discoteca Bric, está convencida de que as mulheres vão aderir ao quarto escuro que nessa noite estará a funcionar só para elas.
“Vão aderir porque em Lisboa não há outros espaços onde possam estar à vontade sem limites”, diz.
O quarto escuro, diga-se, é tradicionalmente um espaço para sexo livre entre homens e funciona em discotecas ou saunas. O do Bric existe há anos e é a primeira vez que vai proibir a entrada a homens. A Íntima Party quer-se feminina e lésbica. A festa começa pouco antes da meia-noite e prolonga-se até ao nascer do dia. Promete muitas surpresas, mas de concreto o que se conhece é o cartaz.
“A Íntima Party foi criada a pensar no público lésbico de Lisboa e de todo o país”, diz Mariana Carvalho. “Mas pretendemos receber todas as caras, credos, cores e nações”, esclarece.
O quarto escuro, refere a organizadora, “será a marca registada” da Íntima Party. Isto é, a ideia é realizar outras edições da festa e ter sempre um quarto escuro para mulheres. A periodicidade poderá ser mensal, adianta Mariana Carvalho. “Se a festa crescer muito, o espaço terá de ser repensado", informa.
Time Out terça-feira, 27 de Outubro de 2009

http://www.intimaparty.com/2edicao.html
Será para quando a íntima party3?!? Hummm

Foto Quark

segunda-feira, 1 de março de 2010

14ª Consulta

Olhar demorado
Pôs-me feliz ter descoberto este blogue, onde despudoradamente se desabafa e se recebem conselhos. Ando há vários dias por deixar umas palavritas a ver o que tem a dizer Miss Cabra. Tenho 29 anos, não sou feio (dizem), tenho emprego (trabalho entre os pequenos) e vivo, desde há 1 ano, com o conforto de uma herança de tia-avó. Parece que tenho tudo, menos tamanho: o meu 1,15m ensinou-me a viver na dimensão dos gnomos; aliás é assim que me tratam por onde trabalhei. Ao princípio riem-se, sou mesmo motivo de chacota da miudagem, já sabe como são cruéis, mas depressa deixam a risota... Mas sobra sempre o "sr. Gnomo", esquecendo-se do meu 1º nome que também não é mais favorável: César. Puseram-me logo nome de um gigante da História, um pobre anão sem feitos nenhuns dignos de registo.
Mas o que me traz é o seguinte: faz dois anos que descobri que sou gay, altura que coincidiu com uma sede de conhecer o Mundo, de viajar, não obstante a minha pequenez. A net trouxe-me a oportunidade de me meter em páginas onde (infelizmente) me anunciei em estatura normal e foto alheia. Claro que fui rechaçado com educação por todos, quantos me viram ao vivo e o ângulo de visão baixava drasticamente qualquer esperança, com a excepção de um homem que, extraordinariamente, tinha deixado um anúncio de procura de companheiro de viagem nos EUA, para uma travessia de costa a costa em cadilac antigo, e que no final, sem qualquer hesitação me aceitou. Tudo ocorreu num piscar de olhos, desde os preparativos até chegarmos ao Kansas, coração do país, quando já eu sonhava com o amor. E foi aí precisamente que comecei a sentir-me um estorvo, ao ponto do meu companheiro de viagem já não falar comigo e chegar mesmo a atirar pelos ares a almofada na qual me sentava no carro e que me permitia ver a paisagem, pelo que metade dos EUA se resumem ao azul do céu e ao verde das árvores mais altas que ladeavam as estradas. Como sou orgulhoso, não quis dar parte fraca. Mas a verdade é que estava apaixonado pelo único gay que me aceitou como sou. Em Lisboa, as últimas palavras que ouvi dele exalavam ódio: "Pensavas que me podia apaixonar por ti, gnomo do caralho!" Hoje ainda tenho esperanças que me ligue de novo e me convide a conhecer outro país pois foi o único gay que me aceitou como sou e apostou em mim. Confesso que nunca lhe disse nada que lhe pudesse ter induzido tanto ódio, mas quando a paisagem não me agradava, limitava-me a olhar demoradamente para ele porque o via como um ser humano admirável. Afinal, Miss Cabra, haverá esperança para mim no mundo gay? É que os gnomos não têm universo gay e adormeço as noites com a imagem de Brad Pitt diante de mim!
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Caloroso César, a sua história é de um verdadeiro gigante, digo isto pela maneira como a conseguiu transcrever nestas linhas, por vezes duras de se ler, o seu ser é colossal, embora vivente em um corpo curto!
Corpo/ Ser, e penso, todos nós temos algo que não apreciamos no corpo, dos mais variados queixumes, por vezes desagrada-nos a tal unha torta, um bico nas orelhas, um nariz torto, um rabo descaído, enfim enumeraria aqui mil mesquinhices, que com alguma dedicação à causa se altera e não vale a pena dizer como!
O seu caso é diferente, sei bem que quem lê pensa de imediato, (além de anão é gay!), não se evita, é uma constatação medíocre como outra qualquer “além de borbulhenta é chata!” “ Boa mas burra!” enfim… Catalogam-se as pessoas esquecendo a sua natureza a sua condição.
Pior que todo o aspecto físico são as incapacidades provisórias da inteligência e digo provisória porque também essa pode ser trabalhada!
Descobriu que era gay, reconheceu e assumiu, parabéns pela frontalidade para consigo, mas e como existe quase sempre um mas, o César começou mal as suas aventuras e pesquisas aquando lobrigou um perfil que não era o seu, o seu real ser, ai não foi justo consigo nem com os outros, e sofreu as represálias agudas na pele.
Quanto ao que o trás directamente a esta montanha, as questões pertinentes e que me parecem mal resolvidas ou mal esclarecedoras de sua parte, são; porque razão “ele” se chateou consigo, pensa você que foi só pelo seu olhar afinco? Terá sido somente isso? E que orgulho foi esse seu, que o inibiu de questionar o seu companheiro de viagem sobre a razão de tal desagrado? As partes fracas não resolvem problemas mas sim adiam-os!
Deixe-se de esperanças e pegue você no raio do telefone, ligue, tem somente 50% de hipóteses de ser maltratado, mas 100% de ficar resolvido na sua cabeça.
Haverá esperança de “gnomo” no mundo gay?
Não sei meu César, mas pode ser que através deste blogue alguém o possa esclarecer nesse ponto…
Obrigada, adorei a sua mensagem, sinto-me totalmente no vazio deste meu vago, espero no entanto ter-lhe servido em alguma forma, mais não seja que para divulgá-lo!
Abraço caloroso.

Bananas e Melões

Hoje cheira a verão!!!
Desculpem-me mas não podem perder estas jóinhas!!!




you touch my tralala... lol




E para colarem no tecto do vosso quarto… ei-lo maravilhoso, o bigode dá-me uma tesão daquelas… Céus Gunther!!! HUUUUMMMMMMMM

domingo, 28 de fevereiro de 2010

No Shaker

e ontem foi assim;
Brazen hussy
Ing.:
Cubos de gelo
1 medida de Vodka
1 medida de Triple Seco
1 medida e 1/2 Sumo de Limão
no shaker, abanicar ferozmente! e...
Foto Pedro Moreira
...beber traz à memoria imagens das jazz babies e das loiras platinadas de Hollywood!

Acompanhar o cocktail ao som de:

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O BelO e a MonstrA

(este post tem bola vermelha, utilização de linguagem ordinária)
Bem, nem sei bem por onde começar, mas qualquer princípio pode ou deve de ser bom.
Hoje abrir o mail e lá lia-se, “Olá, deves ser o máximo, adorava conhecer-te.”
Confesso que fiquei sensibilizada, no fundo este “directo” que tanto gosto de utilizar na minha forma de ser e estar, aquando jogada para mim, fico direi suspeitosa, provavelmente nem será a palavra bem empregue, mas neste momento questiono-me qual seria a indicada.
Este post, não vai ser acompanhado de imagem sensual, ilustrado com cores tentadoras, porque seria difícil encontrar uma monstra tesuda. E pensarão, mas que diabo fala esta gaja, esta Cabrona desta Cabra? Falo-vos de que tanto a um minuto se recebe um maravilhoso e surpreendente elogio, mesmo que virtual, como se leva com um balde cheio de merda em cima. E lá está, palavras, essas putas dessas palavras!
Fui além delas, fui além de mim, eu disse-vos que brinco com elas ao sabor do meu estado de espírito, e claro virtualmente quem pode saber em que estado estou? Ninguém, ninguém! Banho-me de metáforas que muitos não entendem, e porque terão de entender? Sim! Porquê?
E dirão, a intenção é que conta! Pois outra bela merda, a intenção, a intenção tem manómetro? Sabemos até quando podemos esticar, ou puxar? Pois não, Pois não!...
Assim quero pedir desculpas ao mundo virtual, seja lá ele quem for, por todas as palavras que escrevi e que possa ainda escrever enquanto postagem ou enquanto comentário, ninguém tem por obrigação levar com os meus estados do caralho, sejam categóricos, inquestionáveis ou negativos, nulos, proibidos!
A saber estamos sempre a evoluir, no entanto não vou deixar de ser quem sou, muito menos deixar de desvairar com o meu humor negro, disparatar pelo mais puro dos meus disparates!
E sim tenho coração e corre-me sangue igual ao vosso nas veias.
Desculpem, desculpa!
A Cabra.

E surpreende-me!!!

"MEU" Trolha mais uma vez surpreendeste-me... e gostei! Bastante!
Imagem retirada do blogue Desejos Proibidos

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Surpreende-me!

Hoje pela manhã andava na “blogada” e fui à casa da Laetitia Sweeney Rose, vou usar a expressão em nada diminuta, fui à casa da Rose, e encontrei por lá uma posta bem agradável que me inspirou profundamente…
“Há uns tempos li um artigo sobre mulheres que, com o intuito de surpreender os parceiros, introduziam chocolate na vagina de maneira a tornar o sexo oral ainda mais delicioso. (…) A rotina é uma inimiga monstruosamente letal de qualquer relação, adorando rondar a própria existência humana.” Rose
Assim questiono baby´s (eles e elas, já sabem!), definitivamente desejam chocolate de leite doce ou negro generosamente amargo?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Eu não sei bem quem tu és...

Hoje recebi o sms mais lindo do mundo! E dentro da temática “Palavras” e “Puta” que este blogue tem dedicado nos seus últimos dias, ei-la:
“Amo o que me dizes linda C”
a pessoa em questão no fundo quer dizer: - Amo o que me ESCREVES linda C.
O melhor do mundo é a simplicidade, não só das palavras como da paixão de desejar alguém, independentemente da forma que a(o) leva a essa ambição.
Já disse inúmeras vezes, e reafirmo, que as palavras são só isso mesmo, palavras, atrevo-me a brincar com elas, arrisco-me e desafio-as, mas no fundo e cada vez mais lhes sinto respeito e afecto, contradição? Talvez! Aliás admito que me alimento em muitas das minhas incoerências, mas só eu sei onde as encaixo e porque as tomo como uma pílula de equilíbrio desequilibrado.
Assim tenho por hábito, provavelmente dirão horrendo, chamar amor a todos os bichos da terra, ou então de linda(o), belheq, visto assim até a mim me arrepia, mas no fundo esse desequilíbrio é naturalmente verdadeiro. Sim amo-os, sim são lindos, isto porque parto do pouco ou muito principio que há sempre um afecto, mesmo que surreal que nos liga enquanto personagem de uma determinada encenação, e com isto não julguem que ando num teatro constante, não! Mas sim aprendi que não importa se vou engolir sapos ou se vão cair sobre mim chuvas de estrelas das melhores que há no mercado. A vida é difícil, e aqui entra o velho cliché de palavras banalizadas, pois que viver não custa, custa é saber viver! E como tenho isso como lema, vai um outro sms lindo de morrer:
“Minha linda C, cheguei e li-te, bom estás On Fire!!! E gosto! Deito-me e encaixo-me em ti… minha querida Puta!”



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Conversa de vão de escada

O que eu queria mesmo dizer: - Ó coleguinha, se você soubesse como deste ângulo isométrico se vê esse seu cuzinho a ser todo partido!?!?
Podia ir mais além do simples e antes dizer: - Estás a gostar puta?!
Mas no fundo não concordo que se diga: - Queres um miminho na cenaita fofa? ou antes, que te meta a mão até ao punho??!!”
RM

INGÉNUAS(OS) OU ORDINÁRIAS(OS)?

O SEXO – Do acto sexual taciturno ao sexual afamado. Calado ou falado? Monologado ou partilhado?
- Falado e Partilhado!
A PALAVRA – Aquando o dom. Suaves ou ásperas? Delicadas ou ordinárias?
- Todas! Todas as palavras!
NO ACTO - Fará sentido sem a ordinarice da palavra no próprio acto-desempenho? Ordinarice-falada, sim ou não?
- Sim!
Um complemento ou um substituto?
- Complemento!
A cumplicidade da relação propicia a utilização da ordinarice-falada ou é a ordinarice-falada que cria cumplicidade?
- Ambas!
Quando nos excitamos com a ordinarice-falada, isso torna-se um vício?
- Sem dúvida!
É ou não uma prova de afecto a utilização da ordinarice-falada?
- Não só de afecto, mas uma total e intensa entrega!
Um desafio: do que prescindimos primeiro (caso seja preciso optar):
a) Uma palmada (dessas mesmo: no limite pré-sado-deliciosamente-forte).
b) Uma ordinarice-falada do mais puro e primário teatro.
Para reflectir:
Os fetiches/fantasias são em cavalgada (ups! termo traiçoeiro)? Ou seja, será que elevamos cada vez mais a fasquia das fantasias a ponto de já não nos satisfazermos com o "soft"?
Para me responderem:
Sexo - Quem realmente preferem? As(os) ingénuas(os) ou as(os) "ordinárias(os)"?
Palavra - As ordinárias incautas ou as medíocres incrédulas?
Espero por vossos testemunhos
- Vá cão! Anda salta-me para cima e não me deixes sem respostas!!! anhhhanhhh simmmmmmssssssssiiiiiiiimmmmmmmmmmmanhhhhhhhisso, issooo SIIMMM!!!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Vamos tomar um co(R)po?

Conversa de varão…
C - Pago sim!
S - Não pagues! Certamente que arranjas de borla e de boa qualidade... É o que não falta por aí...
C - Ou quem sabe ainda me paga! Vais ver…
S - Nada como o savoir faire de quem é como um bom cálice de Vinho do Porto. Adocicado q.b, com um gosto que perdura na boca e aquece a alma.
C - Sim, mas em nome do quanto ao pagar e não pagar eis a questão, como bem sabes os tempos são outros, no caso não pago pela prostituição de um corpo, mas sim pelos prazeres preliminares anteriores à queda em lençóis…
S - Mas será que achas que no final de um manjar suculento se vai beber uma cerveja?
C - Não minha querida, infelizmente para o bolso de qualquer fedelho excelente de cama um bom vinho do Porto paga-se bem! E EU PAGO por um pedaço de muito boa qualidade!
S - É isso mesmo! És uma mulher de fibra! Temos que ensinar os homens a sustentável proeza das mulheres!
C - E isto não é uma justificação ou um falar para me ouvir, é para se ouvi!
S - E então nesse caso vamos DEVORA-LOS? (sorri malandra)
C - Sim!!! E é um gozo falar, melhor gritar o assunto, a música hoje está alta demais!
S - Agora agarra o pau com garra mulher maluca, tens de ter pasta para pagar!
C - Sim, voltarei!!! Ele há fodas que não têm preço!
S - Méééééééééééée