Este pêlo branco

Aqui, nesta montanha batem os primeiros matinais raios de sol e quando este desce e se apresenta o luar tem-se a sensação de que nada se apresentou diferente do que já foi, do que é ou que poderá vir a ser. Não espere nada, nem deslumbramento nem desilusão, não é essa a brancura que se pretende.
Anseie o nulo para que atinja o supremo início do tudo de novo.
Muito gosto,
Cabra Branca.
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segunda-feira, 15 de julho de 2013

GrisalhA

Chegou um fim
Corro para outro lugar.
Aqui o sol desceu à terra,
enfiando-se na ténue nuvem de pó.
Aqui me apaixonei,
sorri,
chorei.
Aqui ela e ele se foram.
Não há mais paz, nem guerra mais haverá.
Não sei bem como vou,
a correr,
a saltar, 
vou afinal, devagar.
Vou sem fazer queixas à mãe dela ou ao pai dele.
Vou quase a correr,
não sabendo se me levo. 
Vou,
inquieta,
não sozinha, continuarás comigo! Neste amor, por mais um único qualquer dia, até que fiquemos velhos e grisalhos.
Aqui mais nada tenho a dizer,
nada mais há a fazer.
Deixo os cascos,
calço uns sapatos,
...de salto alto
e vou,
corre!
 

chego a um FIM,
até lá, no outro lugar.
Quem desejar seguir-me, manifeste sua vontade para a próxima corrida: 
cabrabranca@gmail.com
será assim enviado o link ( com brevidade) do novo blog.
Obrigada a todos(as) os que me seguiram ao longo destes maravilhosos anos.

Bianca, a Cabra que foi branca.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Domésticas


Pois pertenço a quem deseje, assim sobre um domínio de inventor a uma imagem de meu ser. Sou quem sabe Dela, caibo a um Ele e talvez ajuste a um Tu. Sirva mesmo assim a Ti, que estás feita leitora e és um Você. Sim, um simples você...

Não te conheço nem te apreço, seja de frente ou de lado, nesse perfil acostumado. Não! Não te avalio ou reconheço, não te admiro muito menos te penso. Também não te conto um único ponto ou te encanto com um fado. Repara, que isto não é recado! E pergunto-me; - E  que vens aqui fazer?

Dá-te a um simples escutar, um bater de teclado, numa máquina de escrever que não é alguidar remexido, espumado por um pó de lavar.
Lê, ainda que excitada, que não sou ingresso para uma vida pouco amada ou bebida que te deixe embriagada, desassossegada ao adormecer. Aqui, não encontrarás nada. Razão, conforto ou solução, nada! Não te dou a mão. Mas, tu perguntas; - E que vieste tu fazer?

É justa essa tua interrogação! Será meiga a minha posição?
 
Será, serei mais que um assobio, um olá, um aceno, um até já. Será, um não crer quem sou, um fim sem engendrado começo. Não te melindres, não invado, não invento, não destruo o que construíste. Quero só que acredites, que não sou formula criada nem ampola ajustada a uma terapia renovada. Serei, um todo alterado, adaptada à imagem inteira de quem me tem como querer ser. Sou uma Dona como tu, pouco domestica e com leve dose selvática. E eu cuidarei Dele...
Porque me quer? Não sei! Nem me afiguro em tão esbelto pensar, nem nesse teu (in)prazer de me conheceres. 

a ti,
que és uma Ela, um Você, és também Dona e a outra mulher.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Fuma um cigarro,



que isso passa.

...lá quero saber para que lado te deitas e de que lado acordas, se te aguentas se sorris ou choras, se tens quem te implora, se o teu amanhã demora, se o teu dia é ilusão e a noite não passa pela demência da minha imaginação.  Estou cansada de conversa, deixa-me, larga-me da mão, faz o que quiseres desse teu serão, já me tiras o chão, queres roubar-me o tesão? Dá fim à tua angustia, enfim, nada mais à minha custa. Perdes, nada já me deves. Agora o que te assola, assalta, atrasa ou demora? Não dês, já não crês nas contas que teu Deus fez. Arranja quem te deites e se teu caralho tem enfeites, não me lembro, nem esqueci em jeito de despeito, saiste do meu peito, agora com todo o respeito,
vai-te foder!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Pénis


Vou contar-te uma coisa, ninguém sabe, shiuuu, escuta bem... Tu tens tanto a dizer, mas estás travado, tanto a sentir a dar e a contar,  que ficas apavorado.
Olha, até começas a chorar, descansa, ninguém vê, nem tu vês que incitas tanto o sonhar só de as olhares...
Ei, pareces encurralado, tantas elas, a pedirem o teu amar. E o teu coração começa a bate forte, cada vez mais enclausurado, a garganta a secar e os lábios a pegar, e as tuas lágrimas são as que matam a sede, ao teu desejo a ao delas desesperado. E tu só soas de as olhares... Elas, as que exigem de ti, que sentem para ti, que falam de ti, e que emanam por ti, como parecendo existir por ti. Não sejas tonto! Sabemos que és torto, mas que não queres  só esse mundo a teu lençol!
Ouve, mas não te deixes abater, por aquele que tu já não és, com esse ar acertado, deixa de ser abusado, de te deixares de lado. Elas querem-te sempre içado! Mas se não sabes como fazer, não o faças por zelo, sente só a falta no apelo. Escuta a fala do teu lado, mesmo sem razão, esquece a outra opção, e porque não dizer também "Não!"?
Tem prazer, deixa-te viver, eleva no puro prazer. E elas? Deixa-as dizer, catalogar-te de murcho, frouxo ou mesmo coxo!
Faz só por prazer,
e não contes a ninguém.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

há mau...


há minutos marcantes, como corrompidos,

há horas alegres, como estragadas,
há dias intensos, como angustiados,
há meses satisfeitos, como deturpados,
há anos inteiros, como desgastados,
há lágrimas de alegria, como de tristeza,
há beijos amados, como arrancados,
há abraços envolventes, como despedidos,
há sentimentos grandiosos, como dolorosos,
há palavras apetecidas, como enganadas,
há quereres conquistados, como dissimulados,
há estado de sucesso, como de falido,
há amores prometidos, como envenenados,
há bons devaneios, como ânsias disfarçadas,
há momentos de glória, como mágoas em voltar
há,
sou um há!
e quero tanto acordar, desta noite de finados.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Que podes tu

Que podes tu escrever-me?
quando elevas-me com o teu olhar
mesmo numa noite sem luar
ou num dia sem raiar

Que podes tu escrever-me?
sai-te falas com sentido
gestos oferecidos
como ontem que era hoje
e na hora que é de agora

Que podes tu escrever-me?
foste mas ficaste
nos gestos tocados
nos cheiros trocados

Que podes tu escrever-me?
ofereces alvoroço
dás cheio
e enchimento
acredito e desafio

Que podes tu escrever-me?
vais ficando
e ficas querendo
e voltas nunca indo
e vem
agora,
e não escrevas nada
Que podes tu escrever-me?
................................................................... c@bra

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O tipo de meias

ou o tipo de homem...

A c@bra tem a sua opinião, que a tem! No entanto gostaria de saber a vossa.
Está lá, a minha, bem no fundo do post.  Inspirem-se: 


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"No entanto acho estranho que, de acordo com um estudo que acabei de ler na internet, 44% dos homens escolha deixar as meias calçadas. Nós fazemos depilação, escolhemos roupa sexy, espalhamos cremes pelo corpo e perfumamos o cabelo. É pedir muito que eles tirem as meias?!" in Guia das mulheres para totós
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TIRAR AS CALÇAS PRIMEIRO.
Um homem de meias e cuecas é horrível. Tire as meias primeiro. in diabinha - 40 erros que os homens cometem
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E claro, o já conhecido da nossa praça MISTER CHARMOSO, que também deu o ar de sua graça, com a preciosa declaração de uma das suas MISSes, sobre esta temática, aqui
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Para ser inteiramente franca e recordando-me bem da situação, fiquei em estado de choque! Mentirinha, não, não fiquei! É obvio que gosto de todos os poros soltos da pele humana e muito mais nesta situação, a fazer amor ou sexo como queiram. Mas trajando franqueza superior, o homem que me proporcionou tal condição, era (é), um estrondo de cama. Vai daí que tivera tanto para desbravar que nem dei conta do belo do peúgo ao primeiro impacto!  
E verdade se diga, se eles tanto nos gostam de despir, também nós os temos de saber despir ao invés de alarmismos ou ter tema de conversa para com as amiga enquanto se toma chá, lançando reclamações trocistas! Bom, se o gajo for mauzinho no desempenho, nem despido de pele se safa à critica! Se for bom, caladinhas porque podem elas também o querer provar de peuguinhas!
Digam lá, qual menina, não deu uma toda vestidinha, com meias, sem meias, subindo o vestido e afastando a cuequinha? E eles podem até estar de fato completo! Ãnh? Pois é mais sexy...
Bom, mas reparem, antes homem de peúga, que de boxers de fantasia ridícula! Trombas de elefante... ui que medo!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

só muda a vogal!



Depois do desafio anterior, quem tinha afinal alguma curiosidade sobre a Cabra, que se tenha lambido de consolação. Afinal a Cabra não passa mesmo do que é, Cabra.
Mas hoje é noite de ser “diferente”, mudo-lhe uma simples vogal, cansada do “a”, enfio-me dentro de um “o”! Feitas as contas, de cAbra passo a cObra, julgo ser muito interessante e para vós, sim, já vos sinto vibrantes!
Certa porém, de que não abandono o meu lustroso e macio pêlo branco, não! Hoje visto-me de pele de cobra, ei-la luzidia e escorregadia. Hoje é com língua de cascavel. Hoje!
Não se cansem nestas linhas, elas vão se alongar e tudo o que cheira a muita letra junta dá sono e canseira, contudo acredito que conseguirei captar a vossa atenção. E obrigada desde já, por terem chegado até aqui!
Blogues, são casas sem paredes, sem tectos, sem uma singela porta que possamos bater e pedir licença para entrar, a medo ainda ficamos na espera de quem nos possa vir atender. Nos blogues não há senhoras das que emprenham revistas de foro religioso a ficarem à porta ou a serem enxotadas, despachadas com a mais pura das mentiras “tenho a casa a arder, agora não posso!” ou “tenho o bebé a vomitar, lamento mas não posso!”. Quando se dá conta não se está numa dessas casas mas já se entrou na aldeia toda!
E nesta aldeia da blogosfera, na qual eu montei a minha montanha e que é povoada não só pela Cabra que sou, mas por todas as Cabras e Bodes que aqui igualmente vêm ruminar, encontro-me fiel a vós com todos os estados de alma e de graça que me vão caracterizando. Tal como o amanhecer, mesmo nos dias cinzentos temos a certeza que o sol não se esqueceu de acordar.
Vai para dois anos e meio que subi pela primeira vez esta escarpa e fui encontrando pessoas maravilhosas e tal como as casas sem paredes, estas pessoas desta aldeia são desprovidas de pele, irrelevante quais vogais aqui se imponham para as conotar! Não têm conotação, não importa ter! São pessoas. A algumas lhes vi a estrutura, outras só as imaginei. Todas têm a sua cor o seu cheiro e o seu encanto. E só falo das que vieram sempre por bem, porque até hoje, posso gabar-me de que na mesa deste pasto só se sentaram, e continuaram a sentar, as melhores flores do prado. E grandes repastos se ruminam aqui! E como em toda a grande festa, não se quer a toalha limpa e houvera também nódoa lânguida que tivera o prazer de se impor à sua presença!
Sem esquecer ilustre, como todo o blogue que se preze, tem-se o anónimo de estimação. E o meu? O meu, ainda que periodicamente me dedique alguma atenção, nutro grande amor platónico por ele!
Mas afinal o que me entristece? Sim, tanta dedicação nesta lenga lenga... pois que são, casas com falsas paredes, a verdade é essa, blogues que se dizem escritos a mulher e que não passam de homens curiosos ou mal formados, já nem sei. Entristece-me um blogger enlaçado a policia à paisana, um blogger voyeurista, um blogger contrabandistas, um velhaco blogger! Bom, entristece-me... ou não, porque os olhos aqui são sempre mais que o dobro e as orelhas igualmente, já as “bocas”, essas aqui por vezes estão como as das cAbras, por outras, com línguas altamente afiadas como as das cObras!

e agora vou pensar numa lua, uma história e um segredo...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Abuso de mim

Agora estou no café, no café da zona, onde a terceira idade abunda. Peço um café acompanhado por um copo com água e claro o pacote de açúcar, o pequeno pacote Nicola, portador de dizeres. Leio o que um tal Pedro Malaca diz, uma noite pego numa tesoura e corto as “amarras”. Hoje é a noite. Sorrio, hoje ainda é de dia e ontem era noite. Li.

Hoje entrei no carro, bem pela fresca, vi no banco traseiro uma lupa roubada, não por mim, mas por alguém mais pequeno que a furtou de casa de uma bisavó quase centenária. Olhei a lupa, percebi que preciso dela, daquela lupa que amplia vontades, aquela lupa sabedora, aquela que ficou esquecida no banco traseiro do carro. A bisavó já nem sabe dela, e eu? Eu preciso tanto dela, da lupa.

Hoje pensei muito, tanto quanto todos os dias, mas hoje peguei nem pensei, peguei no braço de um aprendiz e meti-o fora da sala. Hoje foi tão fácil meter tal pupilo e é tão difícil pela noite meter graúdo, fora de mim.

Mais daqui a pouco vou ao talho, o talho daqui, aqui ao lado do café, ver os homens de bata branca mascarrada de vermelho sangue, suco de carne defunta no branco daquelas batas. Como detesto carne, porque a como? Porque a dou a comer. Porque me dou a mastiga-la, ela é rija, será que... preciso de ti?

Logo, à noite, quando as amarras forem cortadas, deitada, deliciada por mãos que me amarram, por braços que me elevam numa afluente que entorna desejos sucumbidos do que foi, escorrerá nascente, transbordará cascatas pelas bordas do meu sexo. E oiço sem receio, sem segredos nem mistérios, como todas as letras escritas, gosto de mim.

Li da lupa, fora de mim, preciso de ti, gosto de mim.

A quem pediu um abuso de mim, ao Oral.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Não sei se sei, sei que parei de dançar



Que tenham um excelente fim-de-semana, como eu vou ter o meu!
Beijos e abraços apertados aos meus seguidores!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Quem Se Perdeu?

Não se percam por favor, vamos a caminho da noite de final de ano...



...e os meus braços chegam para o abraço do tempo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

deixa que o beijo dure

Acordo com esta música...

Cantarolei-a durante o dia,

E voltou a mim ao pestanejar em direção ao sono,

E por que razão?

Calma...

não somos mais que uma gota de luz

tudo está em calma

deixa que o tempo cure

deixa que a alma tenha a mesma idade que a idade do céu...

Deixa que o tempo cure e o beijo perdure

Calma...

É com esta dimensão de infinito que adormeço em gracejo de Deus.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Assusta!?

“Aos 20 a mulher tem espinhas, aos 40 tem pintas, encantadoras trilhas de pintas, que só sabem mesmo onde terminam, uns poucos e sortudos escolhidos. Sim, aos 20 a mulher é escolhida, aos 40 é ela quem escolhe. (...)Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exacta. A mulher aos 40, mais do que aos 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome.

Aos 40, ela é mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa, menos estabanada. Até seus dentes parecem mais claros. Seus lábios, mais reluzentes. Sua saliva, mais potável.. e o brilho da pele não é o da oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade. Aos 20 ela rói unhas, aos 40 constrói para si mãos perfeitas. (...)

O que mais assusta é que nenhuma mulher lhe vai perguntar o que está a sonhar, pois são só sonhos e isso não a preocupa...” Filipe Veríssimo


O sonho comanda a vida, escreveu Fernando Pessoa, um eterno adolescente com uma personalidade original, incondicional romântico que criou e recriou um mundo próprio, num espírito rico e paradoxal que não se podia resumir a uma só personalidade.

Aos 20 as mulheres, ao lado deles, querem sonhar com eles, crescer com eles, aventurarem-se com eles, descobrir mundos com eles. Aos 30, temem pelos sonhos deles, duvidam dos compromissos deles, detestam as certezas concretas deles, abominam a julgada maturidade deles. Aos 35, confirmam a veracidade dos sonhos deles, embasbacam com a força de vontade eles, empalidecem com as acções deles, fervem roxas de raiva das afirmações deles. Aos 40, não ligam e muito menos questionam os sonhos deles, lá querem saber se aos domingos pela fresca andam de bicicleta cumprindo um estilo de vida saudável, desde que na noite de Sábado lhes dêem de jantar fora de portas e as comam dentro de portas! Se vão gastar um balúrdio de guito num bilhete pró futebol, se as encantarem no dia seguinte com a ida ao teatro, se vão para uma noitada de copos ou jogar poker a pagantes, se lhes ofertarem um fim-de-semana numa escapadinha cá dentro, ou lá fora, é preciso é escapar! Mas aos 40, aos 40 quem é a mulher que quer pagar o preço de sonhar o sonho deles aos 50?

Meu amigo Filipe, obrigada por tão acarinhado post.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Desenhar letras

Depois de mais uma pausa ...em "desenho" próximas letras.
Está no forno, embora a lenha ainda húmida, vão chegar novos post´s
Beijo-vos.
CabraBranca

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

“Batalhas findadas que tão nobre cavaleiro lutou. Tão longa cruzada penou, ansiando por o que suave e terno anoitecer alcançou. Sua dor apaziguou, o encanto chegou...”

Almofada

Roçava o rosto suavemente, cerrava com força os olhos sentindo-a, rodava o rosto enfiava o nariz cheirando-a, a ela, a pele dela. Foi no sonho que a encontrou. Um sonho de sonho, uma janela de amor. E não havia mais nada, ele a almofada. Elevou um pouco o rosto abraçou-a e suave a beijou.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

...........12

Suavemente, sem inquietude este Blogue perfez um ano.
Em berço, julguei-o bem, hoje de olhos postos nos meses passados diviso o embuste do que julgava vir a encontrar. Um ano, o que é um ano? Um ano escrito a não reconheço, a tinta incógnita de desconhecidos, merecedores talvez de mais do que foram vagas linhas de quem não sabe desacreditar.
Aqui tem tanto, aqui é tanto, tudo do nada que escrevi, mais um meu tudo, um meu nada. Influente do que falta, nascente do menos importante rio mas afluente das mais elevadas ligações, o olhar. Falta o OLHAR.
muitas das vezes são as nossas esperanças e não os nossos ódios que nos destroem e nos dividem.
Ainda assim sei te ver, a ti que me lês, que me comentas, que em mim crês. Sei te ver, ...mas falta, ainda assim falta o CONTEMPLAR.
Parabéns.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Longo

Na orla, aprecio as outras idades. Tendencial para os pouco menores de 30 anos , convivo com eles, misturo-me e avalio as novidades. Estonteio no “está-se bem”, ou melhor “táss”, não importando se táss ou não táss ou que merda é essa de tássbem! Mas que se está? Grande parte desempregados com cursos sem certezas de nada!, qual tássbem!? Andam com passos lentos de andar cheios de tudo e vazios de nada, ofertam juventude, e?, e Táss... Decisões? Táss!, vontades? Táss!, amores de morna que pouco chega a escaldar! Táss!, amigos?, sempre novos, táss!, a família?, anda para lá, não chateia e táss!, o estar?, é estar-se TÁSS!!!

Viro o rosto, encaro nos meus de 30 a 40, “estou todo queimado!” ou melhor “cásetá”, cásetá talvez... a cabeça marcada de caroladas do não sei quê, um pouco de equilíbrio desequilibrado. Cásetá, consegue-se mais ou menos um emprego, com sorte dentro da área de formação. Relacionamentos amorosos, mais ou menos cásetá, com gosto a coisa vai, ou nem tanto, e ninguém se atura Cásetá! Acabam mamados da tola, desgaste de tanto tentar perceber ou pensar o que não funciona ou funcionou, quando se tem quase tudo para funcionar! Cásetá, num jogo de cintura até calibrar! Percebe-los?, népia! Divagam em abismos incógnitos de sentir! É o... indo CÁSETÁ!!!

Tombo entre os 40 a 50, nos “percebo, ...sei que” ou melhor “poisssssseiiiiiii”, arrastados no sabem tudo, percebem tudo, já viram tudo, sentiram tudo, compreendem tudo, divagam de tudo!!! Uma cultura perturbante do saber do sei tudo! A coisa com estes funciona quase sempre na boa ou na boa altura! Passaram na nesga da porta. A CEE foi a loucura das oportunidades, cursos remunerados à velocidade dos alcatrões espalhados. Poisssssseiiiii! a vida dos actuais 40tões quase que arrisco dizer que veleja pelos iates e hobbies de luxo. Fazem-se perceber que sabem viver! Os menos possuídos dentro dos BMW e os de mais bagulho nos seus SMART`s, porque é bem! Poissssseiiiii! Relacionamentos de fachada, mas bem enquadrados no guito, no que é bens materiais. Poisssssseiii! comem-se marinados em vinha de alhos e bugalhos, traições e outras coisas tais, mas eles vivem bem e elas de bem vivem! é POISSSS!!!!!SEIIII!!!!!

Escuto os 50 a 60, os “achava que” ou melhor “não sei de nada, não estou para isto!”, falar de quê? Os que foram os adolescentes e jovens dos cravos, que falam até vomitarem a alma e criam calos nos tímpanos dos outros. Deprimem-se no que foi e julgavam que iria ser... a reforma antecipada antes do berro e levem cada vez menos! Reforçam a ideia das vacas gordas, e das coisas pouco burocráticas. Não sei de nada, não estou para isto! Invejam os de menos idade e queriam saber o que sabem hoje! Não sei de nada, não estou para isto! foram os que abriram caminho em força de goela e agora sem força na verga, mergulham em azuis! Lutam por não ficar só, eles que rebentaram a escala no gráfico dos divórcios e agora NÃO SEI DE NADA, NÃO ESTOU PARA ISTO!!!!

Observo de perto os de 60 a 70, são os “coitados dos jovens” ou melhor os “Tssssssttt” quase colados aos Táss! Os Tssssssttt observam com olhos tristes os Tássbem, os cásetá, os poissssseiiii e ainda os não sei de nada, não estou para isso! A vida dos Tsssssttt foi vincada e apesar de observarem as ditas facilidades de hoje, percebem a falsidade da coisa, no que ainda se está pior, Tsssssttt! Aparentam tranquilidade no desassossego de uma reforma por inteiro, que pouco dá para extravasar, quando era o que precisavam, como saltar de um pára-quedas radical dos sonhos de infância, TSSSSSSTTT!!!

Infelizmente pouco se vê os de 80 a 90, os que se apresentam são os “silêncio” ou melhor “encolhe ombros”, surdos, mudos, apáticos do que foi, esperando pelo quando chegará! Encolhem ombros, no querem lá saber, não têm tempo para alertas ou sms da vida dos outros.

E quem sair, que feche a porta. Voltem se der vontade, se não, encolham os ombros e deixem andar...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Suavium

Beija-o! Gritava-lhe a voz da vontade. Beija-a! Bradava-lhe o olhar.
No escuro da noite amanheceu a clara madrugada, mais de meia cidade dormia e a restante ainda brindava às bebedeiras nocturnas. Na rua beijavam-se ao som das gaivotas citadinas, mas do outro lado, na outra margem do rio, alguém acordava em sobressalto, imaginando um intenso beijar, crente sofreguidão, pressentindo uma entrega de entranhar…

Acordou suada, o coração batia no medo da perda, na dor horrenda do desespero do jamais o voltar a ter.

E eles lá, naquela estreita rua, impunes no saber, enlaçados num desejo de risco do querer.
Do querer…
Querendo não querer, separam o olhar, largaram-se daquele beijo de amar, mas as gaivotas continuaram a cantar, e das noites nasceram outras madrugadas.

Agora aqui, nesta cidade, por vezes dorme-se, outras sonha-se ou acorda-se na imagem daquele beijar.
Querer crer no poder TER. Te ter...

Ao fazedor de Brazen hussy;

Foto Dominic Carrilho (pormenor)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres genéricas

Não por ser o dia de hoje, o que se dá por dia da mulher, não há dias, são todos os dias. Falaremos delas, porque a origem deste dia há muito fora esquecido, e não há oito de Março que remexa novamente o sentido, o Dia Internacional da Mulher, tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A data foi adoptada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.
Infelizmente a data tem sido utilizada para fins meramente comerciais, perdendo-se parcialmente o significado original.

Mulheres de corpo e de mente sã, mulheres sem marca, mulheres activas, mulheres magnéticas, frenéticas, resolvidas, mulheres de amar, mulheres, mulheres que são o meu espelho…
Leio seus toques, seus jeitos, o tom de batom, as malas que carregam, os sapatos que calçam, as roupas com que se trajam. Todo o cenário, o mais sofisticado ao mais despreocupado. Elas.
Elas que não sentem medo, metem medo! Mulher que intimida, mulher turbilhão, mulher furacão, mulher vida, dá-me a tua mão. Dá-me!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Eu não sei bem quem tu és...

Hoje recebi o sms mais lindo do mundo! E dentro da temática “Palavras” e “Puta” que este blogue tem dedicado nos seus últimos dias, ei-la:
“Amo o que me dizes linda C”
a pessoa em questão no fundo quer dizer: - Amo o que me ESCREVES linda C.
O melhor do mundo é a simplicidade, não só das palavras como da paixão de desejar alguém, independentemente da forma que a(o) leva a essa ambição.
Já disse inúmeras vezes, e reafirmo, que as palavras são só isso mesmo, palavras, atrevo-me a brincar com elas, arrisco-me e desafio-as, mas no fundo e cada vez mais lhes sinto respeito e afecto, contradição? Talvez! Aliás admito que me alimento em muitas das minhas incoerências, mas só eu sei onde as encaixo e porque as tomo como uma pílula de equilíbrio desequilibrado.
Assim tenho por hábito, provavelmente dirão horrendo, chamar amor a todos os bichos da terra, ou então de linda(o), belheq, visto assim até a mim me arrepia, mas no fundo esse desequilíbrio é naturalmente verdadeiro. Sim amo-os, sim são lindos, isto porque parto do pouco ou muito principio que há sempre um afecto, mesmo que surreal que nos liga enquanto personagem de uma determinada encenação, e com isto não julguem que ando num teatro constante, não! Mas sim aprendi que não importa se vou engolir sapos ou se vão cair sobre mim chuvas de estrelas das melhores que há no mercado. A vida é difícil, e aqui entra o velho cliché de palavras banalizadas, pois que viver não custa, custa é saber viver! E como tenho isso como lema, vai um outro sms lindo de morrer:
“Minha linda C, cheguei e li-te, bom estás On Fire!!! E gosto! Deito-me e encaixo-me em ti… minha querida Puta!”