Aqui, nesta montanha batem os primeiros matinais raios de sol e quando este desce e se apresenta o luar tem-se a sensação de que nada se apresentou diferente do que já foi, do que é ou que poderá vir a ser. Não espere nada, nem deslumbramento nem desilusão, não é essa a brancura que se pretende.
Anseie o nulo para que atinja o supremo início do tudo de novo.
Numa cama surda, sobre a nudez dela, ele afigura um ar distante. Ilude a ausência
premeditada, aparenta um conforto familiar, não sendo mais que um disfarce a um desalento
conhecido.
Ela, sem artimanhas no argumento, beija-lhe o tronco já despido. Abre
o cinto e desflora os botão das calças que escorregam céleres, descobrindo um falo
pujante e atrevidamente desprotegido. Não usa cuecas.
O corpo dele
deixa-se cair sobre o dela e enterraram-se os dois no flácido colchão. As calças
ao fundo das pernas travam-lhe os movimentos, mas com a ajuda dos pés femininos,
acabam caídas ao abandono no chão.
Livres de discurso,
enrolam-se amortecidos depois da queda naquele metro e meio de largo. Como quem anseia
por folhas brancas onde escrever, ela, inquieta e emagrecida por leitos anteriores, verte ávida de prazer. Ele,
tímido assumido, intimida o seu próprio intuito, prende-se em mistérios, desespera por
algo que não quer igual, que se quer sim diferente dum só propósito desejo. E correm o
corpo um do outro, como quem bebe água gelada em dia de escalda e se lambuza em fatias de meloa fresca. Numa pressa
sem esperar fim, amam os territórios da pele, beijam, lambem cada poro atento,
que se faz explodir em gotículas
de amor salgado. Jorram aromas adocicados num sexo cobiçado.
E a música da
vizinhança, encobre os gemidos. Lamentos lavrados a preliminares lânguidos. E ele
sorve com perícia o sexo dela, recheia-a de beijos abafados e ventos suaves. E
num reboliço muda a direção e ela mete-lo todo na boca, uma boca fervente... ele
estica-se esguio, como quem tem cãibras.
Os sexos latejam
em clamor à entrada e sem mais esperas penetram. Sustêm a respiração, param o tempo, ali se olham, um olhar colado, revelado da mais pura das vontades, um crepitar de algum querer falado, um dizer que se sabe desejado.
Libidinosos, os corpos
encaixados, suavemente balançados procuram o cume do presente do futuro e de algum passado. O prazer, esse vem jorrado, brilha jubilo de beleza e encanto... cerram os dentes e fecham o olhar, sussurram encostados,
és bom Peter,
és boa Sininho,
Assinou. Discreto no saber, confessa aquele solitário colchão falante, lá naquela cama, naquele país de Nunca.
Apanhei-te num sítio onde já não sei onde fica. As mensagens e os telefonemas feitos até ao momento faziam adivinhar o todo desejo que estava latente, pronto a explodir.
Entras-te no carro, olhámo-nos, não foi proferida nenhuma palavra, não era preciso.
Andámos alguns, poucos ou muitos, não sei precisar quantos km, e as tuas mãos chegaram a mim, teimosas em fazer o que tu no teu bom senso jamais farias. E a minha mão louca, tocou-te também, com desejo e conduzir tornara-se difícil.
Parei. Uma vez mais perdido, rendido naquele escuro... a chuva batia tensa no carro, um barulho ensurdecedor, mas eu ouvi, ouvia a tua respiração, o bater do teu coração, ouvi, ouvia o som do teu desejo intenso por muito disfarçado ser.
Olhámo-nos, os nossos lábios tocaram-se suavemente, um doce gosto fez o tempo parar para nós... já não havia chuva, nem noite, só nós, só nós dois éramos um só.
Um beijo demorado que soldou-se sôfrego, e como numa dança que muda de ritmo, o teu comando desapareceu. O desejo tomou-te conta das mãos, das tuas e das minhas que perderam o limite. Dedilhei sem tempo cada centímetro desse teu corpo, eras fonte a transbordar à entrada dos meus dedos, contraíste o corpo, moldaste e encaixaste, envolveste a tua mão na minha nuca e começaste a dançar, movimentos contínuos e circulares e os meus dedos dentro de ti. Os meus lábios ciumentos percorrem o teu pescoço, encontraram os teus mamilos e entre beijos e mordidas meigas, sinto-te estremecer, arrepiada em convulsão de prazer. Desço-te, onde tinha a boca dou lugar à minha mão que brinca nas tuas mamas... Desço mais e a minha língua sedenta encontra os teus grandes lábios, chupo-os, sorvo-os como a um néctar divino, olho-te e tenho uma visão deslumbrante, vejo-te perdida sem controle, os teus gemidos mudos são música para os meus ouvidos, oiço nitidamente carmima burana, um espectáculo só para mim... afundo-te a minha língua, brinco com o teu clítoris e sinto-te explodir. Delicio-me a ver-te assim, já sem forças a abraçares-me.
Quietos. Mais uma vez o tempo parou.. era noite e continuava a chover.
Sem dizer palavra despedimo-nos da tua noite, a só tua noite de prazer.
Cairás na rede... beijando-te os olhos claros, engano-os numa fita negra, envolvo-os na escuridão. Lambo-te a orelha, sussurro caprichos, baixo beijos, carrego-te os lábios. E dou um nó... desligo-te a luz solar... Aperto, confiante dos sentir vendados, esses olhos amados, as orelhas segredadas e os beijos escorregados por esse teu corpo minado.
Devagar...
e não foges, confias ânsias, dás entregas e esperanças. Serás enlaçado num final número um.
“Querido você não vê?... Estou-te chamando... (Sou) arma tóxica, estou derretendo... Com o sabor de um paraíso de veneno... (ficou) tarde... para me livrar de você. Dou um gole no copo do demónio Com o sabor dos (meus) lábios entro numa viagem... Com o sabor a um paraíso, de veneno... Intoxique-me agora, Com o seu amor, (Com o seu veneno) Intoxique-me agora. Agora”
Olá, chegada agora do meu segundo trabalho, sim porque uma Cabra licenciada em tudo, nem só de vender corpo a pequenos aprendizes é feliz a pagar contas! E dizia eu, olá, Olá, venho assim indignada, diga-mos que, extasiada pela estupidez, envolta em papelotes amargos de estupefação! Talvez esclarecida ou mesmo quase, quase convencida de que os homens perderam todo o seu sex appeal! Declarando sem mais rodeios as palavras de minha outra amiga Cabra “tu tens uma malha muito larga!” Nem mesmo com a malha que uso, que sim passam tubarões!, aguento grosseirisse de certa camada "machal". Armado a graçolas ou metido ao pingarelho o jeitoso: Vejamos; - Olhe traga-me o picante! (se faz favor????? NADA!) demorei, nada de pressas (para quem não sabe ser educado) - Olhe lá, o picante? - Desculpe, peço desculpa. - Não quero desculpa, quero picante! Veio o picante... - Olhe, traga-me também uma coisa dessas para eu beber aquilo! - Quer um copo para beber chá, é isso? - É, é, é isso! Veio o copo com uma colher de chá . - Olhe (este olhe subia-me o pelo) para qué isso? (Elevando na mão a colher de chá) - Bom, se arma não é, calculo que seja uma colher para encher de açúcar e mexer o seu chá! Pergunto; Mas o que é isto pá????
Sem chegar ao culminar da excitação, deu um só leve gemido em fase platô. Despertara serenamente, sentindo a sua pele escorregadia pela humidade intensa do banho. Foi abrindo os olhos lentamente, na mão viu abrigar-se o seu genital ainda palpitante de cio. O que sentiu dependeu do que procurou naquele breve descansar. Levantou-se e abandonou o banho turco.
Já perto das cabines do duche apercebera-se que afinal ainda um deles cantava a melodia da chuva. Entrou no do lado para finalmente se banhar. Encheu as mãos de gel duche e afagou-se com apetite, cadenciadas pingas de água temperada a beijarem-lhe o couro, massajando-o com vontade. Entregava-se assim aquela água, alagando a boca, saciando a secura que o consumia. Lavava tudo. E tudo escoava pelos seus pêlos escorridos, alguns já caídos, abandonavam-no assim, supérfluos ao seu ser pelos riachos que abraçavam outros caudais vindos do outro lado do vidro fumado, baldavam-se juntos pelo cano, por de baixo das pequenas nuvens de espuma.
Atento ao vidro, fixou o vulto vizinho, apreciou, tocava-se, sim, assim lhe parecia o fulano, um ritmado movimento que abrasava alento com entusiasmo amásio. Mirar excitante aquele, afogueava-lhe o olhar. O vizinho sabia-o a admirar e poliu furor no dar, uma cumplicidade brava, um acumular de tremor, que não dera espaço nem tempo, sem reflexão, sem consentimento, o vulto a sua cabine desonrou. Penetrou, ali agora sem fronteira transparente, sem alheia suposição, os dois num perfeito contemplar em anseios de elevar. Um vulto tornado nítido, um assaltante libertino, um verdadeiro desatino. O gatuno sem pressa, percorreu todos os poros que lambeu, abocanhou e sorvou. Que subiu e desceu por ele, acendeu todos os sentidos, alcançou,deslumbrou e aturdiu.
O meliante saiu e o homem das calças amarelas ficou. Sossegou uns minutos, repousou sobre os azulejos lilases do duche. Um sorriso inaugurado nos lábio e uma vontade diferente num rosto agora engraçado. Enrolou-se à toalha e saiu da cabine. Abriu o cacifo, vestiu-se e enfiou toda a tralha usada no saco.
Passou pela recepção, olhou de soslaio a rapariga que fechava as contas do dia, nem boa noite lhe bolçou, subiu os degraus que o levavam à saída em corrida apressada e cruzou-se com o invasor. Estava encostado à porta, como quem espera alguém. Um sorriso partilhado e a caminho do seu carro ainda ouviu:
- Vamos amor?! Podes fechar, já não há mais ninguém no ginásio.
Deixou de se ouvir o tilintar dos ferros nas máquinas, deu-se lugar ao bater de um único coração, batia forte conta o seu peito, ali estava, esticado no chão, com os olhos cerrados e uma expressão acabada. Aplicou-se no arrasto, levantou o corpo imenso e desceu as escadas em câmara lenta, como chegado da guerra, não tecendo ais nem uis, passou breve, diante a ela.
Entrou no balneário, despiu-se, abandonou o traje ensopado e enrolou a toalha à cintura. Tinha a cabeça vazia, escutou a água ao fundo, tombando dos chuveiros entoando uma melodia singular, apaziguadora e harmoniosa. Observou os duches, não havia cabines vagas, optou pelo banho turco, relaxaria depois de tamanha tareia levada na musculatura. Entrou, esticou-se na pedra mármore e sorriu, que delicia de afago consagrada por aquela pedra amaciada a abraçar com doçura as suas costas mal tratadas. Suave suspiro, inspirou e expirou ritmadamente, mais uma e outra vez e um eco pareceu-lhe devolver igual respiração. Ergueu um pouco a cabeça, apercebeu-se que não estava só, uma figura difusa, desenhava-se no artificial nevoeiro. Ignorou, deitou de novo a cabeça que sentia pesada e continuou o exercício contínuo do resfolegar. Quase adormeceu, mas levantou-se num ápice, sentiu-se zonzo, com o sangue a ferver, saiu aos ss para o duche frio, mais um choque de mau trato e nem um leve gemido soltou. Apercebera-se sozinho, já ninguém povoava o sitio. Voltou para o banho turco, sentou-se agora, na mesma laje de afago. Cabeceou dúzias de vezes, acabando por dormitar. Sonhou, viajou nas histórias da ilusão e sentiu como reais as mãos da almejada recepcionista a subirem vagarosas pelas suas perna cansadas. Arrepiou-se, ao toque sentido, um veludo magistral de lábios humedecidos entre as suas coxas, levando o seu corpo a conciliar com aquela cabeça que o invadia sem pressa, sem furto de esticão. E a ele só se pedia uma viagem, aclamou calma à sua cabeça que a deixou solta, caída para trás.
Sem se aperceber o corpo atendeu à fraqueza e sentou-se sem comando no banco de musculação. Abriu as mãos e os halteres escorregaram suavemente rolando no pavimento anti-deslizante. Baixou a cabeça ao soalho, naquele chão as pingas de suor desenharam linhas como quem decalca ao acaso, passando a manchas com formas voluptuosas de mulher, sentiu o corpo arrepiar, talvez pela roupa encharcada colada a si ou pela delicadeza daquele momento. Seria a ele que ela se dirigia, continuoucogitando, divagou no anseio, fechou os olhos e fantasiou. Sonhou-se debaixo de um banho, onde a chuva aquecida e as mãos dela pelo seu corpo quente minavam-no de carinho. O suor transformou-se em lágrimas ferventes, inebriantes de prazer e sorriu, um misto de sensações inesgotáveis, medo e delírio numa malga de incerteza.
Abriu os olhos, observou os charcos de suor no chão a tremerem como ele, os tacões das botas dela, ainda que enfiadas nuns pequenos sacos azuis, não amortizavam os passos a aproximarem-se. Petrificou, completamente em pânico, mas ela, dela só o rasto do seu perfume suave, passou ao lado, ligeira, um toque entre calças, as dela de ganga justa às suas de algodão amarelas foi o que alcanço. Ela passou e segredou junto ao ouvido de um outro sócio, algo rápido e voltou a sair graciosa, mexendo nos seus longos cabelos com a esferográfica que trazia na mão.
Sentiu vergonha, a sua grandeza física traduzida a incorporal,nula, translúcida até, mas ao mesmo tempo oprimiu um alivio ou uma desculpa. Que lhe diria, se ela o interpusesse, talvez nem conseguisse manufacturar uma simples palavra, um sim ou um não, mais certo sair um descoordenado hãm hãm...
Pegou-se ao treino, com mais atitude e afinco sobre uma dor de Calimero. Os poucos que restavam na sala de treino paravam em espanto por tamanha força e resistência animal. O homem das calças amarelas, ignorava o ambiente, as horas levadas naquele treino eram recorde para qualquer outro. Os seus músculos aclamaram perdão, ele absolveu-os caindo como um árvore de grande porte no chão.
Encharcado pelo pensamento, entrava no ginásio já suado pelo prazer de a avistar. Tentava controlar o físico agitado antes de colocar o pé no patamar da entrada, ordenava-se, ditava calma à respiração e exigia ordem às ideia, mas era impossível, como uma avalanche derramava corpo pela escadaria até à recepção. Ali, defronte a ela, os segundos de espera à entrega da garrafa de água para tragar durante o treino, eram como horas de contemplação. Era ela, sentia-a, desejava-a como sua, emaranhada em si, escorrendo-se pelo seu corpo imenso, como a toalha que trazia agora enrolada, envolta ao seu pescoço largo.
Seguia para o balneário com um sorriso quase dominador, guardava o saco no cacifo e sonhava com a nova passagem pela recepção antes de subir para a sala de treino. Pensava que passaria por ela, ainda que soubesse que a musa nem repararia nele e nem um vago olhar lhe dedicaria. Cobiçava-a com desejo, como nunca outrora tinha invejado alguma.
Enfiado nas suas calças de treino amarelas, marchou lento diante ao balcão, mais vagaroso subiu cada degrau, como se de íngremes montanhas se tratassem, achando que o amarelo das suas pernas a enchesse de luz, como um raio de sol naquele início nocturno. Mas ela, ela não se encandeou e seus olhos não içou, nem quanto mais um único membro ou sequer cabelo movimentou.
Completou a subida, no piso superior contemplou a sala, esta ajeitada de corpos trabalhados, físicos suados, homens ávidos por traços esculpidos. E dirigiu-se à máquina, aquela que lhe parecia ir roubar todas as suas valentias, a que lhe sacaria as forças e renderia resistência ignorada. Espumava pela insignificância declarada, gritava a cada grama de ferro acrescentada, mas nada o livrara de a saber lá, lá em baixo, de pensar nela, sentada na recepção mirada.
Agarrou-se aos halteres e fez mais dúzia de repetições, o suor gotejava na testa como pingas de água que escorrem pelos vidros em dia de temporal.
E ela subiu à sala, ele sentiu-se fraquejar, direcionava-se a ele, seria a ele, questionou-se, um tremor invadiu a sua musculatura, os braços caíram, as mão com os halteres perderam a firmeza e as pernas o equilíbrio.
Deixou-o entrar por aquela porta, passos curtos, para passos de gigante. Trazia na figura uma força de brutos, um mar revolto lhe envolvia os sentidos, vendavais nos olhos e ciclones na boca. Chegou de assombro e entrou, entrou pela porta, desconhecendo a luz que lhe parecera certamente ténue, fraca e singela vinda dos fundos. Procurava quem sabe uma só história, um segredo ou simplesmente risos, beijos ou vontades, talvez até já esquecidas, perdidas como aqueles seus passos, esses, que se impuseram grandes à sua chegada e que cravavam caminhos, esgravatavam trilhos tortos com ou sem direito a curvaturas de alguma existência. Entrou. Deixou-o entrar, observando a sua teimosia a seu jeito ajeitado e paciente, assim foi, tentando, penetrando sem ajuda, ele entrava, ele entrou, elevando sua vontade num caminho que sabia longo, querendo o quer como seu, com força fraca, e força forte, assim é, assim foi. Vendeu como soube, deu como certo saber. Roubar? Não! Furtou??? Ela com passos grandes, para passos de anã, ela lhe sorriu, olhou, escutou, mas nunca o contemplou. Parva! Afinal ela nunca lhe abriu a porta, aquela porta. Ele nutriu-se de seu próprio DAR, ela encheu-se de amor por dar... tão bom quando pensaram passar por aquela porta verde . . .
tão bom acordar e sentir que os dedos dos pés mexem! e os pés? esses, continuaram a percorrer tão frágeis longos passos. . .
A escrita, a imagem, uma música que serve a tantos. Retidos em pensares exclusivos. Um post com recheio de letras, polvilhado a palavras parecendo certeiras, julgadas e avaliadas numa nossa qualquer mingua.
As minhas, as escritas, as palavras que parecem saltar da minha “boca” escrituram o que são. São para leitores. São também para ti que chegaste agora, eles não têm ciúmes porque chegaste agora, todos os meus recados despropositados deixam-te rever o que julgas sentir por mim, tu que olhas agora para mais uma, mais uma, esta que já é mancha gráfica.
Mas o mais importante é que gosto mesmo de ti, gosto de tudo o que conheço de ti. Mesmo os que se apelidam de anónimos ou usam pseudónimos. Estais perdidos?
Aqui é alguém físico e sempre mental. Tal qual aí, não é assim? Aqui? Aqui arrisca-se e isso atrai. Aí também?
Aqui? Fala-se bem ou assim-assim ou melhor, fala-se sem desdém do mal. Aí tal e qual? Aqui? Algo de agradável em críticas de nível pensante, mas sem dedos falantes a microfones cínicos e arrogantes. Também aí? Aqui? Honestamente não há substitutas(os), sabem bem que não vos troco.
Aqui não há vazios, mágoas muito menos represálias. Será aí? Aqui a intimidade é inofensiva!
Aqui o respeito prevalece! Aqui,
aqui há dias seguidos de outros dias terminados em noites, há um dia, uma noite, por dias temos coisas em comum, por noites soltos de ser. Aqui não há a proximidade de uma perda, por isso se me lés, mesmo achando que é ou não para ti, será sempre, será para os meus detidos leitores.
Procuro, sempre foi assim, um jogo. Procuro e tu foges-me. Procuro o único, único igual a únicos que se igualam a nós. Sei, existem tantos outros iguais, sei que existem. Mas a quem procuro, a raiva de não (v)ter volve-se num egoísmo. Dou, dou num vago vaguear, um pensamento de além, daquele lugar que irei alcançar, onde vazios de amor se encontram, sim, os únicos, naquele lugar, onde a água que passa por baixo da ponte beija-lhe seus pilares, onde a busca utópica, não me faz rendição. Mas não, não me renda a apatia de uma vida quase feliz. Não, não me atento por não ter tentado. Único pensar, certeza de tantos iguais a mim, a nós.
E UM DIA, no meio desses, dos que existem, tenho a certeza que existem, gritarei gritos mudos, gritos únicos para ti. E me driás onde te beijo, onde te abraço, onde te cuido. Reconheces-me mesmo sem reticências, exponho-me sem parênteses que te escrevo e sem virgulas componho sobre muitos únicos iguais a nós.
“Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir...”
nas horas acompanhadas, as tais repletas de minutos, sempre minutos incertos, reflexo que trago, num travo de anis. Queria ser vírgula, no fundo reticência, recusa a pequenez, repulsa numa pausa parada, forçada. É reticência errante que nada vê, pontos passageiros, turvas cegueiras. Na memória do que foi um futuro visto na mente. E com sorrisos tudo se mente, sem propósito, sem definitivo, sem coisa-alguma do que será... num gole de anis.
“Santos Deuses, assim até se faz a vida!
Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,”
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