Este pêlo branco

Aqui, nesta montanha batem os primeiros matinais raios de sol e quando este desce e se apresenta o luar tem-se a sensação de que nada se apresentou diferente do que já foi, do que é ou que poderá vir a ser. Não espere nada, nem deslumbramento nem desilusão, não é essa a brancura que se pretende.
Anseie o nulo para que atinja o supremo início do tudo de novo.
Muito gosto,
Cabra Branca.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

D17.17H

A.MARTE

Acordaram estafados, corpos nus, enlaçados, colados, cúmplices ainda entesados... seriam eles as celebridades daquele filme?
Silencioso olhar pensante, dúbio, eles mesmo, reais físicos, as estrelas daquele papel.
Olharam-se, beijaram-se profundamente, para além deles, como sugando um desejo íntimo, entranhado, escondido. O medo, surgiu naquele instante, forte, intenso e eterno querer ambíguo…
- És intensa, viciada nas tuas personagens e perigosa, emocionalmente perigosa...
- E tu, és um consumidor galante, perigoso e apaixonante, uma linha branca em formato de amante, és viciante...
- És linda!
- És mágico!
O precipício do desejo na vertigem do sabor, na crença num abismo lindo no olhar, no sentir, no amar...
É um andar no ar.
É um sentido único a flutuar.
...e vou AMARTE.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Nem sempre se pode...

Nem sempre se pHode...

S: Tão bom! Por falar nisso, vais ser bom para mim?

R: É absurdo dividir as pessoas em boas e más. As pessoas ou são encantadoras ou aborrecidas.

S: Sim, admito. É uma tentação ceder.

R: A única maneira de nos livrarmos de uma tentação… é ceder-lhe. E olha que quem disse isto tem mérito e merece ser escutado. Por amar, ultrapassou-se a ele mesmo.

S: Ai, não sei. Se bem que sinto que queria sair de mim. Nunca vivi isto. Queria ver-me dai desse lado. Se calhar alinho.

R: Então vem. Bebe o teu café. Eu espero. Temos esse tempo todo. Já está?

S: Vou. Ai meu Deus. Que pecado.

R: Não há maior pecado que a estupidez. Cala-te. Já cá estamos. Não tem regresso.

Escrito por RM em Agradinhos, Escritos e imagens de Amor e Ódio "Amar é ceder ou um abracinho de Oscar Wild"

domingo, 24 de janeiro de 2010

Janeiro greleiro, não enche o celeiro!

O mês de Janeiro é o mês dos gatos, certo? É quando as gatas estão no cio e os machos ficam doidos. Até que ponto isto afectará os humanos? Terá algo a ver? O mês de Janeiro afectará o “gato homem"? Anda tudo doido!
Até ao final da primeira quinzena de Janeiro tudo tranquilo, como ressacados das festas, ainda meio embriagados com a agitação familiar. Nos dias que correm, já não se está habituado a ter casa cheia e mesa farta, leva-se assim uma média de 15 dias para recuperar do choque, que bem me parece traumático para muitos, o ter de partilhar algum tempo, nessa quase obrigatória demanda sócio/familiar. E não me venham com tretas porque é muito assim, claro que não generalizo ao todo, mas maior parte só gostou destas festas aquando miúdo, agora bem que lhe chegava dar dois beijos; um abraço e uma palmada nas costas e proferir as palavras; “boas festas e próspero ano novo”, bazar apressado para as suas cenas pessoais, grande parte supérfluas mas que as acompanham ao longo do ano.
“Tenho uma vontade de te comer!”
Por gataria diferente, e em menos de três dias, uma via net, outra telefonicamente falada e por último uma enviada às tantas da matina, mensagem só lida pela manhã;
Tenho uma vontade de te comer!
Bom, não alterei fragrância… estará a cabra com um magnetismo de gata, esse misterioso animal possuidor de charme e muito estilo? Ai cabra, cabra, não te metas ao pau ainda ruminas pasto alheio…

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mulher de eito

Quem está aí? Quem és?
Pareces sensível, pareces muito sensível mulher de eito. Sim, mulher de eito gostar.
Estranho em ti, essa sensibilidade fugidia, passageira. Arrisco dizer que te beijava, que te enrolava, quem sabe o que te faria…
Serás bem-parecida, semelhante? Serei eu?
Escrevo com vontade de desejo, escrevo a ti que és alguém desse lado. Escrevo quente, achando-te amalucada, gira? És? Serás? Tenho ideia que sim, que já te vi! Algum lado te vi! …conheci? Cruzo no destino do alguém, que serás tu ou parecida será? Entrelaço escrita, lobrigo em nuance um corpo ardente.
Quem está aí? Quem és? Hei tu…, tu desse lado?

Quem és caramba!?

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

ALÔ...Amante?

Se Tu Viesses Ver-me...
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...


Se tu viesses quando, linda e louca,...
Florbela Espanca

Se tu viesses, … Alô?
Ontem, hoje, amanhã, rebenta em mim uma vontade louca, chamar-te, ligar-te pedinte em doce tom que sim, que te quero amante, quero-te amante, se te quero, como quero…



segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"A Cabra Cabrês"

Quando o coelhinho voltou para casa, depois de vir da horta, chegou à porta e achou-a fechada, bateu e perguntaram-lhe de dentro:
- "Quem é?"
O coelhinho respondeu:
- "Sou eu o coelhinho, que venho da horta e vou fazer um caldinho"
Responderam-lhe de dentro:
- " E eu sou a cabra cabrês que te salto em cima e te faço em três"

Foi-se o coelhinho, por ali muito triste, encontrou um boi e disse-lhe:
- "Eu sou o coelhinho, que tinha ido à horta e ia para casa fazer um caldinho, mas, quando lá cheguei encontrei a cabra cabrês, que me salta em cima e me faz em três”
Responde o boi:
- " Eu não vou lá, que tenho medo".

Foi o coelhinho andando e encontrou um cão e disse-lhe:
- "Eu sou o coelhinho, que tinha ido à horta e ia para casa fazer um caldinho, mas, quando lá cheguei encontrei a cabra cabrês, que me salta em cima e me faz em três"
Responde o cão:
- " Eu não vou lá, que tenho medo".

Foi mais adiante o coelhinho e encontrou um galo, a quem disse também:
- "Eu sou o coelhinho, que tinha ido à horta e ia para casa fazer um caldinho, mas, quando lá cheguei encontrei a cabra cabrês, que me salta em cima e me faz em três"
Responde o galo:
- " Eu não vou lá, que tenho medo".

Foi-se o coelhinho, muito mais que triste, já sem esperanças de poder voltar para casa, quando encontrou uma formiga que lhe perguntou:
- "Que tens tu coelhinho?"
- "Eu sou o coelhinho, que tinha ido à horta e ia para casa fazer um caldinho, mas, quando lá cheguei encontrei a cabra cabrês, que me salta em cima e me faz em três"
Responde a formiga:
- " Eu vou lá e veremos como isso há-de ser"
Foram ambos e bateram à porta.
A cabra cabrês diz-lhes, lá de dentro:
- "Aqui ninguém entra, está cá a cabra cabrês que lhes salta em cima, e os faz em três"
Responde a formiga:
" E eu sou a formiga Rabiga que te salto para cima e furo a barriga"

Palavras não eram ditas, a formiga entra pelo buraco da fechadura, mata a cabra cabrês e abre a porta ao coelhinho. Depois foram os dois fazer o caldinho.

Bons caldinhos e boa semana... está friooooo.....

sábado, 12 de dezembro de 2009

Débito conjugal

Pintura de Fernando Botero

Muito Original do Garfiar
Ler

Débito Conjugal significa a prática de relações sexuais por pessoas civilmente casadas.

"(...) A periodicidade? Bem, em se tratando o matrimónio de vínculo destinado a permanência, renovado dia a dia, tenho que também o débito deva ser interpretado nesse sentido, ou seja, é devido à parte credora todos os dias e em quantidade bastante à satisfação de suas necessidades (...)" Alberdan Camili

AGORA, BEM MAIS MODERNO....
Feliz ou infeliz, afirmo, feliz eu! Não ter por obrigação, cumprir essa prestação sexual, nunca gostei de garantias falíveis! E tudo o que me cheira a lei metida em bedelho alheio enervam os cascos, fujo disso, como o diabo a alhos! Claro, sou uma cabra civilizadamente respeitadora, e igualmente cabra cívica, mas não me dou de rabo assim, na toma lá, é a servir, cumpro assim o meu débito-coital?! Nannnhhhhh, é quando bem me dá aos nervos! Isso é que é, não ter de simular dores de cabeça, ou fazer cruzes para que ele(a) se acelere no serviço.
Bem, mas cada um tem o que… Quem bela cama faz, nela se deita!
E assim desejo um bom fim-de-semana, nada de ocupar grande parte do tempo nas compras natalícias, atenção ao cumprimento da lei conjugal!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O Desbotado


- É um colorido, descolorido....
- Hã?!?
- Tenho um amigo descolorido!
- Mas que raio é isso?
- É o contrário de colorido.
- Há!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"Fascínio de um homem impotente"

Clicar em baixo S.F.F.
SE EU SOUBESSE...
uma das comentadoras:
"(...)Todas queremos um homem que nos ame e nos faça sentir "em casa"... Claro que sexo é importante mas, será essencial? eu já tive muito e bom o meu ex está a ficar impotente e trocou-me por outra que não sabe do problema dele... segundo ele proclama aos 4 ventos que vão casar e ser muito felizes. Desejo-lhe toda a felicidade do mundo porque não desejo mal a ninguém. Que fariam vocês se o homem que amam e com quem querem partilhar um futuro com filhos etc... vos escondeu que está a ficar impotente?"

Actualmente enlaço um potente/impotente, isto é, um homem com alta erecção, uns preliminares quase tão bons quanto feitos por mulher a mulher. Até aí tudo bem, digo mesmo, o homem parece que se desequilibra no próprio peso de seu falo aquando me enrola entre preambulares, mas mal invade o quente canal prematuramente murcha e realiza-se, como por morte súbita. Não sei o que é pior, saber que é impotente e virar híbrido ou ver um gigante rebuçado tirado da boca…


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Excelente ladra!

O animal, enquanto arquétipo, representa as camadas profundas do inconsciente e o instinto.
O animal, a besta que existe em nós, é o conjunto das forças profundas que nos animam e é, em primeiro lugar, a libido.
Na Bíblia, Adão dá aos animais nomes que tudo têm a ver com as paixões humanas que, segundo Fílon, devem ser domadas. A cabra se relaciona com os sentidos, pois estes seguem os seus impulsos.
Os animais, que tantas vezes intervêm nos sonhos e nas artes, formam pois identificações parciais com os homens: são aspectos e imagens da sua natureza complexa, espelhos das suas pulsões profundas, dos seus instintos domesticados ou selvagens. Cada um deles corresponde a uma parte de nós próprios, integrada, ou a integrar, na unidade harmonizada da pessoa.
Jean Chevalier; Alain Gheerbrant
Dicionário dos Símbolos
Lisboa, Ed. Teorema, 1994
Excertos adaptados